Food Wars (ou Shokugeki no Soma no original) é o tipo de mangá que leva a inventividade dos quadrinhos japoneses ao extremo – e esse é o grande barato desse mercado. A diversidade é levada ao seu máximo na história de Yuto Tsukuda e nas artes de Shun Saeki.

O mangá de Food Wars está sendo publicado no Brasil pela Panini Comics e já está em seu 11º número. No Japão a publicação foi encerrada no 36º número no ano passado.

 

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Sōma enfrenta seu pai, Jōichirō Yukihira, em uma batalha culinária em Food Wars

A História e o Diferencial do Mangá Food Wars

O grande mérito de Food Wars é trazer a emoção de batalhas de mangás – tradicionalmente travadas por monstros, seres míticos e guerreiros de armaduras – para a cozinha. A ideia é tão boa que chega a ser óbvia: cada vez mais temos na TV reality shows de cozinha que são emocionantes – quem nunca viu Master Chef? Por que não trazer isso para as páginas de um mangá?

A história acompanha o jovem Sōma que, após terminar o ensino médio, é enviado pelo seu pai para a Academia de Culinária Tōtsuki, uma escola onde menos de 1% dos estudantes se graduam e onde disputas são decididas por duelos culinários.

Chegando na academia ele rapidamente se envolve em uma “disputa” com a veterana Erina Nakiri e descobre que o ambiente pode ser mais intimidador do que parece… afinal, a próxima geração de grandes cozinheiros do mundo está ali!

 

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Batalhas culinárias são emocionantes e abrilhantam o mangá Food Wars


Sōma logo faz novos companheiros no dormitório Estrela Polar e temos personagens coadjuvantes muito interessantes, com estilos completamente diferentes, que deixam a história ainda mais viva.

Megumi Tadokoro é uma das personagens que se destaca por ser uma jovem tímida que vai descobrindo seu estilo culinário durante o mangá. Já Kurokiba Ryō é outro personagem que sobressalta, mas por sua agressividade e estilo “rock and roll”.

Além das emoções que as batalhas passam, os personagens são muito bem trabalhados e cada um tem uma motivação e um passado que explica suas atitudes (mesmo que nem sempre concordemos com eles). 

Yuto Tsukuda é extremamente habilidoso ao impor o ritmo da história, conseguindo deixá-la sempre emocionante e ainda dar espaço para que todos os coadjuvantes possam brilhar. Apesar de Sōma ser o fio condutor e o focoda história, temos coadjuvantes que brilham tanto ou mais que ele.

 

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Kurokiba Ryō e seu estilo agressivo roubam a cena no mangá  Food Wars

 

Mas nem tudo são flores em Food Wars. O mangá, infelizmente, sofre de um problema que assola uma parte considerável das publicações japonesas: a hiper sexualização das personagens. Não vejo isso como um problema quando acrescenta a história; o ponto aqui é que as reações dos personagens (masculinos ou femininos) ao serem surpreendidos por determinados pratos é tão clichê, sexual e frequente que por vezes acaba nos tirando da história. Infelizmente essa é uma constante no mangá e quem se incomodar, como foi o meu caso, vai ter que aprender a ignorar essas reações ou simplesmente se acostumar com elas.

 

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Umas das reações “exageradas” de Food Wars – problema afeta personagens de ambos os sexos

 

No fim das contas Food Wars é um mangá emocionante que tem nas batalhas culinárias sua principal fonte de emoção. Com personagens bem trabalhados e uma história sem furos, a criação de Yuto Tsukuda se encontra nas artes de Shun Saeki para entregar uma história diferente, em termos de temática, de tudo que eu já tinha visto.

Vale muito a pena!

Obs.: Para os amantes de anime, Food Wars já possui quatro temporadas e está disponível no Crunchyroll =)

 

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Créditos:

Texto: Lucas Souza
Imagens: Reprodução
Edição: Alexandre Baptista

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