Por Lucas Souza

 

Bem-vindo a nova série semanal do Ultimato do Bacon: As melhores séries da Vertigo!

Nesse novo espaço, iremos abordar as séries Vertigo que são obrigatórias para os amantes de HQ´s. Essas séries, pouco usuais, podem passar despercebidas nas prateleiras (ainda mais com a quantidade de material nas bancas). Escolhemos a incrível “Transmetropolitan” de Warren Ellis para iniciarmos!

“Transmetropolitan” de Warren Ellis começou a ser publicado nos EUA em 1997 e foi finalizada em 2002. Durante 60 edições, “Transmetropolitan” #1 – #60, e alguns especiais, como “Transmetropolitan: Filth of The City” e “Transmetropolitan: I Hate It Here”, acompanhamos a história de um mundo futurista que – em essência – se perdeu.

Aqui no Brasil, a saga foi publicada na íntegra pela Panini Comics em seis volumes capa dura cuja ordem de leitura é: “De Volta às Ruas”, “Tesão Pela Vida”, “O Ano do Bastardo”, “Cidade Solitária”, “O Flagelo de Spider” e “Mais uma Vez”. A Panini começou a publicar a série em 2010 e terminou em 2016.

 


Spider Jerusalem é o personagem principal e nosso guia em “Transmetropolitan”

 

Em “Transmetropolitan” acompanhamos o – até então – aposentado e recluso repórter Spider Jerusalém que é forçado a voltar a trabalhar por conta de um contrato. De primeira a irreverência de Spider chama nossa atenção – seu cinismo e péssimos hábitos se destacam frente a suas outras “qualidades”. O interessante é que começamos a história vendo o protagonista como só mais um [email protected]#!ca arrogante mas, conforme a história avança, descobrimos que ele é mais do que aparente e – apesar do que diz – é quem mais está preocupado com a sociedade e as pessoas ao seu redor.

Spider tem duas assistentes que o acompanham durante toda a saga de “Transmetropolitan”. As situações inusitadas, e pouco ortodoxas, que os três encaram juntos são um dos grandes atrativos da série. Entendo que as “assistentes nojentinhas” representam um pouco das nossas reações com o desenvolvimento na série. Enquanto no começo tudo nos espanta e parece um pouco surreal, no final já estamos completamente envolvidos e cientes de que, no universo da série, tudo pode acontecer – fora o fato de ficarmos acostumados com os rompantes violentos e pouco tradicionais do “herói” da série.

 


“Transmetropolitan” aborda temas complexos como religião e política

 

Nenhuma grande série funciona sem um grande antagonista/vilão, certo? E “Transmetropolitan” não foge a essa regra. A série conta com o então candidato à presidência Callahan como principal contra ponto de Spider – o interessante é que a tensão entre os dois vai crescendo durante a série e – de forma perfeita – atinge seu ápice no fechamento. As maquinações do candidato a presidência, combinadas com seu grande riso falso, são a perfeita representação dos políticos atuais que conseguem mudar versão dos fatos e fazer o que bem entendem – te fud&#do no processo – enquanto mantém o sorriso. Callahan não é o único antagonizado por Spider, que tem uma facilidade ímpar de fazer “amigos”, mas é o grande maquinador da série.

“Transmetropolitan”, apesar da roupagem futurista, é uma grande sátira da nossa sociedade atual. Nenhum tema está a salvo do autor que aborda temas como política, religião, propaganda, preconceito e manipulação midiática. Ellis consegue manter um humor ácido que tem como propósito primário mostrar como, a maioria das coisas que tratamos como normal enquanto sociedade, tudo está fora do lugar. O futuro no qual a série se passa acaba sendo um tremendo aliado do escritor pois nos deixa deslocados e nos faz perceber, de forma mais rápida, algumas situações que seriam mais sutis se estivéssemos no tempo presente. Destaque para as entrevistas políticas de Spider durante a corrida presidencial e sua visita a feira religiosa (atente-se ao produto “Air Jesus”).

 


Irreverente, Spider Jerusalém diz “Oi” em “Transmetropolitan”

 

Irreverente, divertida e sem medo de “colocar o dedo na ferida”, “Transmetropolitan” é o exemplo perfeito de boa série Vertigo por ser uma grande sátira a nossa sociedade. Cada passo de Spider, e cada piada, é uma crítica aberta e direta a algum aspecto da convivência humana. O linguajar afiado da série complementa um mundo futurista e tecnológico que reflete de forma perfeita o nosso cotidiano atual.

 

Fique ligado no Ultimato do Bacon para mais “As Melhores Séries da Vertigo” !

 

 


Acessem nossas redes sociais e nosso link de compras da amazon

Instagram 

Facebook

Amazon