Ultimato do Bacon

Rei das Trevas – O Ultimato

Em 21 de Set de 2021 3 minutos de leitura

Depois de ensaiar por muito tempo, Knull está chegando para trazer morte e destruição ao Universo Marvel. Será que os heróis serão o bastante para deter o Rei das Trevas?

Atenção: evitaremos spoilers de Rei das Trevas, mas não podemos evitar spoilers de Venom e de Carnificina Absoluta (leia o ultimato aqui).

Desde que assumiu o título do Venom, Donny Cates prometeu revolucionar a mitologia do simbionte, e, com ela, a vida de seu parceiro Eddie Brock, e a forma como ele encontrou de fazer isso foi criar um deus do abismo, o Rei das Trevas.

Aparecendo no começo do run, e retroativamente inserido como o misterioso deus sombrio de quem Gorr roubou a necroespada (Thor: Carniceiro dos Deuses), Knull foi uma promessa desde o início.

Em Carnificina Absoluta, um culto dedicado ao Rei das Trevas encontrou uma maneira de trazer Knull de volta ao ressuscitar Cletus Kasady para recolher os códex deixados nos antigos hospedeiros dos simbiontes. Brock e o simbionte precisaram trazer o Homem Aranha e os Vingadores para ajudar, e ainda assim não foi o bastante para impedir o despertar de Knull, que começou a espalhar suas trevas pela Galáxia (como visto em alguns tie-ins e em Guardiões da Galáxia de Al Ewing).

rei das trevas o ultimato
O Rei das Trevas lança seu ataque a terra

Qual é a trama de Rei das Trevas

Quando um Deus das Trevas entra na conversa, o problema passa a ser muito maior do que apenas uma briga para o Venom, sendo necessário trazer todo mundo para o jogo. Então, quando Knull depois de espalhar suas trevas pelo universo, finalmente está chegando a terra, os Vingadores, o Quarteto Fantástico e mesmo os X-Men precisam se unir para impedir que o mundo seja devastado.

Obviamente, estamos falando de quadrinhos, onde megaeventos não seriam megaeventos se os heróis fossem capazes de resolver toda a treta numa única edição. A chegada do Rei das Trevas apesar de toda a preparação e coordenação dos heróis não poderia ser mais desastrosa, com consequências fatais.

Obviamente, estamos falando da Marvel, então peguem seus bingos: temos mortes, temos feridos, destruição em massa, crise de fé de alguns heróis, aliados improváveis e alguns personagens fazendo uma outra coisa completamente aleatória enquanto todo mundo olha para o outro lado.

Para dar conta de tudo isso, contamos com os materiais tie-ins, cuja finalidade de expandir a trama poucos realmente cumprem. Obviamente, acompanhar a mensal do Venom é uma necessidade para quem não quer se sentir perdido no evento, mas uma aventura do passado do Homem Aranha com o simbionte (não é viagem no tempo, é retcon mesmo) e uma aventura que coloca o Homem de Ferro e o Doutor Destino contra o Papai Noel são escolhas realmente questionáveis.

De toda a forma, com Knull tendo vencido a primeira batalha de maneira relativamente fácil e considerando que por estarmos falando de simbiontes a questão de “mudança de lado” seja bem relativa, as coisas não parecem boas para os heróis que buscam encontrar a resposta que possa virar a batalha.

Falando especificamente sobre a saga principal e o título do Venom, a combinação entre Cates e Ryan Stegman (Rei das Trevas) e Iban Coello (Venom) entregam um espetáculo visual que combina muito bem com todo o “massaveismo” da saga, criando cenas e cenários espetaculares.

Quanto a trama, ainda que o escopo seja “galáctico”, Cates não esquece em nenhum momento que esta é uma saga do Venom, e com relação a isso, não temos um evento que “irá mudar todo o panorama da Marvel”, ainda que tenhamos consequências para alguns heróis, o evento causa mudanças profundas apenas para a mitologia do nosso malvado favorito.

E aliás, resta acrescentar que aqui não temos o problema principal de Carnificina Absoluta. Numa opinião pessoal, Carnificina Absoluta teve a vantagem de ser “mais contida”, porém sofreu do fato de ser uma mega saga “preludio” servindo apenas de prologo para chegarmos até Rei das Trevas, o verdadeiro final do run de Cates.

Se você tem acompanhado o caminho de Eddie Brock e o simbionte até aqui, não pode deixar passar essa épica conclusão (mas pode deixar passar uma meia dúzia de tie-ins). No final, Cates prometeu que mudaria para sempre o Venom, e realmente cumpriu o prometido, deixando portas com um universo de possibilidades para o próximo autor.

Avaliação: Bom!

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Créditos:
Texto e Edição: João Maia
Imagens: Reprodução
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