Ultimato do Bacon

Os Eternos (2021) – O Ultimato

Em 2 de Nov de 2021 4 minutos de leitura
Os Eternos

Os Eternos, novo longa da Marvel Studios, estreia nesta quinta-feira, 04 de novembro, nos cinemas

O Ultimato é a coluna de críticas do Ultimato do Bacon.

Para oferecer os diversos pontos de vista de nossos colaboradores, elencamos as diferentes resenhas divididas pelo nome do colaborador.

Escolha pelo índice e vamos lá!

Índice

Os Eternos – Alexandre Baptista

Os Eternos – considerações gerais

O Marvel Studios conseguiu uma façanha nestes pouco mais de 10 anos de existência. Redefiniu o gênero de super-heróis no cinema e a forma de se pensar as sagas de maneira multimídia, conectando livros, quadrinhos, séries e games de maneira coesa e fluída. Tudo bem que outras franquias – especialmente Matrix – já haviam tentado isso antes; porém a Marvel acertou no timing e na execução e esse combo duplo é difícil de acontecer.

No entanto, depois dessa longa jornada que nos rendeu Vingadores Ultimato (2019), a coisa, naturalmente, esfriou.

A necessidade de reinventar a roda se tornou presente e, numa saída brilhante, principalmente perante uma pandemia global, foram as séries “Disney +” que deslumbram pela qualidade de efeitos, roteiro e atores do alto escalão de Hollywood em produções como Wandavision, Falcão e o Soldado Invernal, Loki e até a animação What If…?.

Já os longa-metragens parecem patinar um pouco… Viúva Negra pareceu um episódio piloto de uma série estrelando Natasha Romanoff; Shang-Chi e a Lenda dos 10 Aneis… melhor não comentar e Os Eternos… é um filme ok.

Tudo bem que Kevin Feige brigou com Ike e o filme dos Inumanos virou uma série com um episódio especial IMAX, flopou com força em função de boicotes internos e sepultou a curta vida dos X-Men da segunda (terceira?) divisão da Marvel. Mas apelar pra equipe da várzea é complicado!

“Mas cara, você tá falando de uma criação do Jack!”.

Tá, tá… Os Eternos são uma criação do Jack Kirby. Verdade. Então vamos lá.

Na trama, Krona, um alienígena malthusiano – raça que irá gerar os Guardiões do Universo – cria em Nova Gênese uma Liga da Justiça imortal para espalhar a prosperidade pelo cosmos. Liderados por Salma Hayek, a formação da Liga é composta pelo Rei Superman do Norte, a Jayna da Terra 23 (que tem poderes similares ao do Nuclear de transmutação), a Mulher-Maravilha Angelina Jolie, o Bruce Wayne-Goku de Bollywood, um cara fortão, a Jesse Quick, o John Henry “Aço” Irons, a irmã caçula do Loki e o Professor Xavier antes de perder o cabelo e ficar paraplégico.

Por milhões de anos, tudo correu bem… até que a Liga foi designada para uma missão na Terra. O que acontece quando seres humanos encontram os Novos Deuses?

Sim, sim… é zoeira. Mas os dois parágrafos anteriores servem pra exemplificar o quanto Os Eternos emprestam não somente das próprias criações de Kirby, quanto de outros heróis – mais famosos, mais consolidados e mais interessantes que os representados no filme.

Apesar de não haver novidade nenhuma em super-heróis que são cópias de outros – tá aí The Boys e Invencível fazendo sucesso nessa mesma trilha – o grande problema de Os Eternos não é nem esse.

Os Eternos – a trama (de verdade)

Não vou me repetir aqui, porque parte do que eu falei acima é verdade. Arishem é o nome do Celestial que cria os eternos e tudo vai bem até a missão Terra. A equipe – ou família, como se referem a si mesmos – estão em constante luta com os Deviants, seres bestiais que lembram as “Ursas” de Depois da Terra (2013). Depois de exterminarem o último Deviant do planeta, os eternos passam a viver por aqui, como humanos, sem interferir em nossos conflitos… até os dias atuais quando um Deviant reaparece em Londres.

A trama é básica ao extremo. A narração inicial e suas cenas deixam claro que “algo não vai dar certo” e quem já está acostumado com esse tipo de estrutura já sabe que vem aí uma traição, um segredo ou uma traição e um segredo – provavelmente envolvendo a origem misteriosa dos Deviants e algum(ns) dos heróis da equipe.

Além disso, são tantos heróis em cena que fica praticamente impossível criar qualquer simpatia por algum deles, o que torna o destino da mesma totalmente desinteressante ao espectador.

Alguém vai morrer… dá pra sacar isso já no começo. Quem? Quantos? Não importa. A cadência do filme não te permite gostar de nenhum deles. Então, não espere nada excepcional dessa história se quiser aproveitar melhor o filme e divirta-se.

Os Eternos – aspectos técnicos

A parte técnica de Os Eternos é impecável. A fotografia é lindíssima; os efeitos especiais, computação gráfica… deslumbrantes. Nada a reclamar aqui.

A direção de Chloé Zhao é muito boa, alternando momentos engraçados, tocantes e cenas de ação simplesmente exuberantes. Tenho certeza de que o séquito de Zack Snyder ficou com inveja das cenas de luta da “mulher-maravilha”, “superman” e “flash” da Marvel, cujo único defeito foi não ser com os verdadeiros supers em quem foram inspirados. Especialmente as cenas da luta final de Makkari, que colocam qualquer cena dos velocistas da TV e do cinema no chinelo. Sim, incluo as cenas que Bryan Singer dirigiu para a franquia X-Men.

A trilha sonora é competente, porém segue a toada do filme: genérica.

E a atuação e elenco tentam segurar o filme, realizando um ótimo trabalho e garantindo que Os Eternos seja um filme ok. A seriedade com que levam a produção faz com que você deseje gostar do filme, apesar de ser apenas mais uma história que já sabemos como termina.

Os Eternos – conclusão

Para todos os efeitos, feliz ou infelizmente, o cuidado e profissionalismo de Os Eternos – que tem nos créditos iniciais a música Time do Pink Floyd como trilha – impede que o filme seja um fracasso absoluto. Mas é apenas a casca vazia de uma perda de tempo de duas horas e trinta e sete minutos da sua vida.

E a cena pós-créditos?

Imagine um jantar realizado em um restaurante dos mais requintados, com louças finas e talheres de prata, garçons impecáveis servindo uma comida fria, sem tempero e intragável, apesar de bem apresentada no prato.

A cena pós-créditos seria um único brigadeiro de festa, servido na sobremesa. Nada espetacular e, depois de um “jantar” em que se saiu com fome, sem serventia alguma para o apetite dos convidados.

Avaliação: Bom

Créditos:
Texto: Alexandre Baptista
Imagens: Reprodução
Edição: Alexandre Baptista
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