Vingadores: Ultimato (Avengers: Endgame)

Ano: 2019

Distribuidor: Disney / Buena Vista

Estreia: 26 de Abril     

Direção: Joe Russo, Anthony Russo

Roteiro: Christopher Markus, Stephen McFeely

Duração: 181 min

Elenco: Brie Larson, Linda Cardellini, Scarlett Johansson, Karen Gillan, Tessa Thompson, Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Chris Evans, Evangeline Lilly

Sinopse: “Após Thanos eliminar metade das criaturas vivas, os Vingadores têm de lidar com a perda de amigos e entes queridos. Com Tony Stark vagando perdido no espaço sem água e comida, Steve Rogers e Natasha Romanov lideram a resistência contra o titã louco."

 

 

 

Alexandre Baptista

Vingadores: Avante!

Com um filme que entrega tudo o que prometeu e planejou durante 11 anos, MCU encerra a Saga do Infinito como jamais um filme de super-heróis ousou

por Alexandre Baptista

 

Thanos ainda exige seu silêncio. E justamente por isso, essa crítica está totalmente livre de spoilers de Vingadores: Ultimato. Em alguns dias, quando mais pessoas já tiverem conferido o longa, farei algo comentando o filme abertamente. Mas ainda não é o momento.

Vingadores: Ultimato não é um filme para ser visto isoladamente. Não funciona assim. Ele é a coroação de 11 anos de filmes do Marvel Studios, relacionados, interligados e coesos entre si. E justamente por isso, precisa de muitas informações de seus 21 antecessores. Praticamente tudo o que era importante isoladamente nos filmes anteriores é trazido de volta de alguma forma em Ultimato. E isso é incrível, impressionante e um feito muito mais difícil de se realizar do que julgam alguns espectadores.

Ultimato inova dentro de uma estrutura já conhecida, trabalhando o ritmo do filme em favor do roteiro de maneira esplêndida.  A trama começa com um ritmo lento e expositivo, passa por um anti-climax que deve deixar muita gente nervosa nas salas de cinema e a partir daí, conduz as mais de duas horas e meia de filme restantes como uma partida de xadrez magnífica, daquelas disputadas entre Kasparov e Deep Blue, cheia de estratégias, entrelaçamentos, preparação, antecipação e muito, muito, muito fan service.

Ultimato inova também dentro da indústria, assumindo uma postura contra a babaquice que infelizmente preenche o meio nerd: seja nas declarações e pedidos dos diretores e de todo elenco para que os fãs que já conferiram o longa não estraguem a surpresa de quem ainda não viu; seja pela ficha técnica oficial que, pela primeira vez na história do cinema, prioriza o elenco feminino – confira aqui mesmo, na ficha técnica ali do começo. Essa postura, contra a misoginia e a babaquice, vem de dentro não só do Marvel Studios, mas da própria editora, que tem sido alvo há anos de “fãs” agressivos e nada razoáveis. Mas não vamos entrar nesse assunto aqui. Saiba somente que, não é apenas na ficha técnica que esse destaque acontece: esperem por um protagonismo feminino exemplar durante o longa, que chegou a arrancar comemorações na sala de cinema onde eu conferi a obra.

O elenco, assim como o Homem-Aranha, está espetacular (piada intencional) e é muito satisfatório quando atores e atrizes estão interpretando um mesmo personagem a tantos anos: a naturalidade de cada um deles, dando vida a cada um dos heróis ou coadjuvantes, torna o filme realista em um ponto jamais imaginado para um filme de super-heróis.

A trilha sonora agrega ainda mais a cada momento: dos temas mais simples executados por um violão folk ou apenas um piano, que tornam as cenas calorosas, singelas e pessoais; passando pelos temas individuais, mesclados ao tema recorrente; incluindo as músicas que foram marca registrada do MCU até aqui – especialmente as do núcleo "Guardiões da Galáxia"; às grandes variações do tema principal de Vingadores, formatadas para a ação, a urgência e as cenas mais épicas; todas as manifestações da trilha, compõem uma identidade sonora que representa exatamente o que o Universo Cinematográfico Marvel se tornou: uma obra que mescla diferentes aspectos de maneira coesa, orgânica e muito bem orquestrada.

Os efeitos visuais, como sempre, estão impressionantes. Sejam nos cenários, naves espaciais, nos personagens como Hulk, Rocky, Nebulosa, Thanos e tantos outros, ou ainda nos efeitos de envelhecimento, rejuvenescimento ou qualquer alteração física do tipo “Capitão América antes do soro do Supersoldado”, estão muito bem executadas e críveis em tela.

A direção dos irmãos Russo – que fazem uma aparição no filme – é impecável. A maestria de ambos ao gerenciar as diferentes frentes e uma grande quantidade de personagens já havia sido posta a prova em Vingadores: Guerra Infinita (Avengers: Infinity War, 2018). Mas em Ultimato, eles simplesmente demonstram total conforto em estarem fazendo o que fazem. Já estão “em casa” no MCU, preparados simplesmente para encerrar a primeira grande história desse universo.

Além da aparição dos diretores, temos também uma das últimas participações de Stan Lee em qualquer filme. Singela, apesar de não ser a mais importante, relevante ou emocionante das telas.

E, por último, os verdadeiros e maiores merecedores de todos os elogios e críticas do Universo Cinematográfico Marvel: os roteiristas Stephen McFeely e Christopher Markus. Responsáveis por 6 dos 22 filmes do MCU, além de episódios da série Agente Carter (Marvel’s Agent Carter, 2015 – 2016), eles demonstram um domínio sobre a própria obra digna de grandes escritores, entregando uma trama coesa, estruturada e com raízes nos primeiros filmes que escreveram para a Casa das Ideias.

Trabalhando com uma liberdade rara em qualquer estúdio de cinema, mostraram ao mundo que esse tipo de atitude – confiar em bons roteiristas em vez de bloquear o trabalho criativo – pode gerar resultados muito melhores e além do imaginado pelos figurões.

A dupla simplesmente fez algo que parece óbvio agora, mas que jamais foi feito com precisão nos filmes de super-heróis. Usou da inspiração nos materiais de origem para gerar diálogos e cenas inesquecíveis. Aproveitou toda e qualquer cena que um dia possa ter empolgado um leitor da Marvel nos quadrinhos e deu um jeito de incluir na trama; toda e qualquer cena que um dia possa ter emocionado ou levado até mesmo às lágrimas esse mesmo leitor, e incluiu na trama.

Vingadores: Ultimato é tudo aquilo que leitores de quadrinhos e fãs dos filmes da Marvel Studios esperavam. É a finalização do primeiro grande arco da empresa que tem todo o mérito de apostar grande em uma área que, 11 anos atrás, ainda era incerta e jogava dentro do seguro, do esperado e do “possível”.  A Marvel enxergou o potencial do produto que tinha em mãos e se lançou à tarefa de construir o inimaginável. Hoje, é difícil não pensar em universos coesos e compartilhados, especialmente nesse gênero de filme. E o mérito é todo da Marvel.

Foi uma caminhada maravilhosa até aqui. Resta agora seguir avante.

 

 

Avaliação: Excelente!

 

João Maia

Como falar deste filme sem entregar detalhes que estraguem a trama? É uma missão quase tão difícil quanto a que os Vingadores tem pela frente.

Aliás, falando em missão difícil, qual terá sido a mais difícil? A dos roteiristas? A dos diretores? A dos atores? A de todas as equipes, sejam as de som, de imagens, de efeitos? Não sei, mas com certeza todos eles cumpriram a missão com maestria para entregar um filme visualmente lindo, com trilha sonora impecável e com uma história verdadeiramente magnifica.

É um adeus. E não, isso não é spoiler, não estamos falando de personagens específicos, estamos falando de uma era. Uma era que se iniciou em 2008 quando vimos Tony Stark usar todo o seu intelecto para escapar de uma prisão no deserto e dizer as palavras que mudariam o mundo “Eu sou o Homem de Ferro”. No mesmo filme também foi a primeira vez que ouvimos falar da “Iniciativa Vingadores”. E cá estamos, 11 anos e 20 filmes depois.

Este filme não é apenas um filme. É uma carta de amor aos fãs de quadrinhos, uma declaração apaixonada da Marvel para seus fãs que se sentaram em salas de cinema ou mesmo em suas casas ao longo de mais de uma década e assistiram incontáveis horas de filmes. Fãs que ao final de cada sessão se recusavam a sair de seu lugar, apenas aguardando a cena pós-crédito. É poético que esse filme não tenha uma cena pós-crédito: este filme É o pós-crédito, é tudo o que estivemos esperando depois de cada um dos Homem de Ferro, Thor e Capitão América. Thanos levou anos em sua missão de reunir as joias do infinito, e da mesma forma, diversos diretores e roteiristas levaram anos na árdua missão de nos trazer até aqui. E que viagem tivemos.

Agora é o momento de nos despedirmos deste universo. Ainda que Homem Aranha Longe de Casa seja descrito como o filme final da fase 3, podemos considerar a trilogia do infinito (referência intencional) finalmente encerrada. O que temos pela frente agora é um legado incrível de 22 filmes para assistirmos quando sentirmos saudades, enquanto esperamos o que virá a seguir, e só nos resta aguardar que admirável mundo novo nos aguarda.

AVANTE…

 

Avaliação: Excelente!

 

Júlio Ribeiro

 

 

 

Trailer:

 

 

Vingadores: Ultimato (Avengers: Endgame) estreia em 26 de abril. Para conferir os outros 21 filmes do MCU antes disso, basta assistir um por dia! A ordem cronológica, sugerida pelos irmãos Russo (diretores do longa) já está aqui, no nosso GUIA DEFINITIVO MCU – SAGA DO INFINITO!

 

 


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