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O Fantasma O Tesouro do Fantasma de Lee Falk e Ray Moore (1941) – O Ultimato

Em 23 de Jun de 2023 4 minutos de leitura

O Espiríto-Que-Anda criado por Lee Falk e Ray Moore em 1936 enfrenta um problema que pode dar fim à atividade secular de seus antepassados: o combate ao crime! Em O Tesouro do Fantasma, história lançada em 1941, os criadores do personagem colocam o herói em rota de colisão com um grupo de ladrões que consegue roubar o seu incrível tesouro (peça fundamental no combate ao crime). A narrativa de Falk e Moore envolve investigações, perseguições e muita ação!

O Fantasma O Tesouro do Fantasma de Lee Falk e Ray Moore já foi lançado no Brasil em diversas oportunidades sendo a primeira vez em 1962 na HQ “O Fantasma” #69 da RGE. Se você quiser encontrá-la hoje, a dica é procurar a edição da Pixel chamada “O Fantasma” #3 de 2015 (a HQ traz toda a história na íntegra em pouco mais de 125 páginas). 

Dica para o leitor: A história que iremos abordar é antiga e foi publicada originalmente como uma tira diária. É importante ter isso em mente para entender que alguns aspectos da narrativa ficaram datados enquanto algumas soluções podem soar simples demais. Mesmo assim a obra envelheceu bem e entrega diversão na medida certa para os fãs da criação de Lee Falk e Ray Moore.

O Fantasma O Tesouro do Fantasma de Lee Falk e Ray Moore (1942)

O incrível tesouro do Fantasma é roubado na HQ O Tesouro do Fantasma de Lee Falk e Ray Moore

A Trama da HQ O Fantasma O Tesouro do Fantasma de Lee Falk e Ray Moore

O Espírito-Que-Anda precisa desvendar um mistério que coloca em risco toda a sua atividade de combate ao crime! Nessa HQ, que é uma das aventuras clássicas do personagem, vemos o herói voltando para casa após ser alertado por Guran, o líder dos Pigmeus de Bandar (responsáveis por guardar os bens da caverna), que seu tesouro foi roubado. O roubo das posses do Fantasma coloca sua missão em risco e o herói entende que recuperá-lo é sua prioridade.

A primeira etapa da narrativa é totalmente voltada para uma investigação que pretende determinar não só os culpados, mas também como eles conseguiram passar pelos eficientes e letais Pigmeus de Bandar. Logo O Fantasma e seu amigo Guran entendem que Timo, o filho rebelde de Guran, pode estar envolvido já que ele era o único que conhecia bem a floresta e não estava presente no dia do roubo.

O Fantasma O Tesouro do Fantasma de Lee Falk e Ray Moore (1946)

Uma investigação leva o herói a uma luxuosa casa em O Tesouro do Fantasma de Lee Falk e Ray Moore

A investigação prossegue e logo vemos o Fantasma se aventurando na costa de Morristown – onde a cidade mais próxima da Floresta Negra fica.As buscas do personagem começam a render frutos e ele logo se vê envolvido com um bando de desordeiros que enriqueceu do dia para a noite.

Lee Falk e Ray Moore não fazem tanto mistério acerca do envolvimento de Timo no roubo. E é interessante como em dado ponto da narrativa eles decidem retroceder no tempo para mostrar como o filho de Guran se envolveu com os tais criminosos e decidiu trair sua tribo e o Fantasma.

Lembrem-se: a história é de 1941, por isso mesmo ver esse recurso sendo empregado torna as coisas ainda mais surpreendentes. As motivações de Timo são interessantes apesar de darem um ar de “carente” ao personagem.

Outro ponto interessante dessa primeira etapa está ligada a seriedade com a qual o Fantasma investiga o caso. Ele só se dá por satisfeito quando tem provas incontestáveis de que os investigados são os responsáveis. Os autores souberam trabalhar bem a personalidade do herói nesse quesito!

A sequência da perseguição no navio é um dos pontos altos de  O Tesouro do Fantasma de Lee Falk e Ray Moore

Após a investigação inicial é que a história “pega fogo”. O Fantasma entra em confronto direto com os meliantes que o roubaram e temos muitas sequências de ação interessantes – uma das mais marcantes envolve os ladrões tendo que fugir do país enquanto são assustados e perseguidos pelos Pigmeus de Bandar. A narrativa ganha os mares e rapidamente vemos o herói se aventurando em um navio onde estão os três bandidos.

O que impressiona nessas sequências de ação e de confrontos é que Lee Falk e Ray Moore não retratam o Espírito-Que-Anda como sendo invencível. Em duas oportunidades, só nessa história, ele é salvo pelos Pigmeus de Bandar e outros nativos.

Essa maturidade que os autores tiveram nessa trama só torna ela mais interessante e incomum (não é a toa que é lembrada até hoje). O Fantasma divide, em diversos momentos, o protagonismo da ação com Capeto, nativos e outros personagens (eventualmente até com bandidos que brigam entre si).

O Fantasma O Tesouro do Fantasma de Lee Falk e Ray Moore (1945)

Acrobacias e movimentos perigosos aparecem nas cenas de ação de O Tesouro do Fantasma de Lee Falk e Ray Moore

O Fantasma O Tesouro do Fantasma de Lee Falk e Ray Moore é uma ótima aventura clássica do herói e no meio de toda a ação ainda fala um pouco sobre a origem do tesouro roubado e de sua importância para o combate ao crime promovido pela família do Espírito-Que-Anda. A obra ainda nos dá a oportunidade de ver como os nativos se relacionam com o herói e o admiram.

Apesar de ter alguns pontos que parecem bobos no cenário atual (uma tentativa de romance e uma sequência envolvendo veneno), é seguro dizer que a narrativa envelheceu muito bem por conta da maturidade que o roteiro apresenta: o protagonista não é infalível nem intocável, ele erra e sofre no decorrer da trama e conta com terceiros para chegar vivo ao seu final. Parece um detalhe pouco importante mas me arrisco a dizer que ele é o responsável por tornar a história marcante!

Quer conhecer outras grandes obras do Espírito-Que-Anda? Confira nossos reviews:

O Fantasma por Jim Aparo (1969-1970) 

Fantasma: Os Piratas Singh (1936)

Fantasma: A Saga Piratas do Céu (1936)

Ultimato do Bacon

Avaliação: Ótimo!


Créditos:
Texto: Lucas Souza
Imagens: Reprodução
Edição: Diego Brisse
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