Flash: Ano Um não é o típico reboot que todos esperam…

O multiverso está um caos graças aos planos maquiavélicos de Scott Snyder e sua Legião do Mal. E sobrou pra o pobre Joshua Williamson aparar algumas pontas soltas.

Barry Allen não é o primeiro Flash, este seria Jay Garrick que surgiu em 1940. Barry deu as caras apenas em 1956 e seu primeiro confronto foi contra o Tartaruga, o homem mais lento do mundo.

Ao longo dos anos, o Tartaruga – nem sempre a mesma pessoa – buscaram enfrentar o Flash com a Força da Inação, que seria o oposto da Força de Aceleração, que confere a velocidade de quase toda a família Flash.

Barry descartou a existência desta força por anos. Até que seu mundo foi sacudido em Liga da Justiça, quando Lex Luthor resolveu se aproveitar da queda da Muralha da Fonte (saiba mais sobre ela aqui) para liberar forças ocultas do multiverso.

Qual a surpresa do velocista escarlate ao descobrir que uma dessas forças não era outra senão a Força da Inação.

Em paralelo, Hunter Zolomon enganou Wally West para que entrasse em conflito com seu mentor e eles acabaram liberando duas outras forças: a Força do Vigor e a Força da Sabedoria. O mundo do Flash nunca mais seria o mesmo.

Eis que no final da edição #69, Barry se depara com um homem que diz ser o avatar da Força de Inação, e que para salvar o multiverso, ele precisa se lembrar de como tudo começou, usando seus poderes para enviar Barry para seus primórdios.

Ano Um do Flash não deve ser confundido com outras histórias como a origem do Superman sendo contada por Frank Miller. Aqui não é uma origem alternativa.

Williamson utiliza este arco para reintroduzir os primeiros dias de Barry Allen agora no novo universo DC, entre origem clássica e pós-Ponto de Ignição (Flashpoint, 2011)/Renascimento (Rebirth, 2016).

O autor aproveita a chance de revisitar o primeiro confronto entre o velocista escarlate e o Tartaruga, agora devidamente equipado com a verdadeira Força da Inação, conforme ela foi repaginada. E isso faz bastante diferença.

Vemos então o jovem Barry Allen confrontado com seu passado, e muitas coisas estão lá, inclusive as revistinhas de sua mãe que contavam a história de Jay Garrick.

De toda forma, acompanhamos Barry em seus primeiros dias como Flash e seu primeiro acidente com viagem no tempo – o que lhe rende pesadelos ao ser confrontado com um mundo dominado pelo Rei Tartaruga.

É divertido rever a origem do personagem, restaurada quase fielmente ao original. Entretanto, elementos novos são inseridos aqui para relembrar sua importância na nova fase do personagem, como por exemplo August Heart e até mesmo o primeiro encontro de Barry com os dois Wally Wests.

No geral, Williamson faz um excelente trabalho trazendo clássico e moderno num único conto. Ao mesmo tempo em que joga a história anos no passado, o autor de certa forma também avança o mistério das novas forças.

Uma aventura que tem tudo aquilo que se espera de uma HQ do Flash: dinâmica, viagem no tempo, mistura de elementos antigos e áreas inexploradas para onde o personagem e sua mitologia podem ir.

Mas, mais que isso, Flash: Ano Um lembra ao Barry e ao leitor, o motivo que muitos anos atrás fez com que ele usasse um anel da Tropa Azul: o Flash é um símbolo de esperança.

Ultimato do Bacon

Avaliação: Ótimo

 


Créditos:

Texto: João Maia
Imagens: Reprodução
Edição: Alexandre Baptista

 

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