Por Breno Raphael

 

Com a adesão em massa do Amazon Prime, muitos fãs ficaram felizes em poder rever aquele animezinho que passava nas madrugadas do Cartoon Network e foi transmitido poucos episódios pela rede globo.

Nessa parte 1 do Dicas de Streaming de Inuyasha, vamos nos focar na série, enquanto na parte 2, o foco será nos filmes que também estão disponíveis no catálogo do Prime Vídeo.

A série é a adaptação do mangá de mesmo nome da autora Rumiko Takahashi (autora conhecida também por Ranma ½) que foi publicada na revista Weekly Shōnen Sunday entre 13 de novembro de 1996 e 18 de junho de 2008, totalizando 56 volumes tankōbon.

Na história, conhecemos Kagome Higurashi, uma menina de 15 anos que, através de um poço que existe em sua casa, é transportada para o período Sengoku do Japão. Por Kagome se parecer bastante com uma sacerdotisa da época, que lacrou Inuyasha em uma árvore e morreu logo após isso, ela é atacada por uma yokai que quer usar os poderes da joia de quatro almas, o artefato mais poderoso que existe. Desesperada, ela rompe o lacre que prendia Inuyasha e o desperta. Embora facilmente salve Kagome, logo descobrimos que Inuyasha foi selado na árvore há 50 anos pela sacerdotisa Kikyou por que ele também queria usar os poderes da joia. A joia foi queimada junto a sacerdotisa, para que ninguém mais pudesse usar do seu poder para fins próprios. No entanto, Kagome é a reencarnação de Kikyou e traz consigo a Joia de Quatro Almas. Um acidente ocorre e a joia acaba sendo quebrada em vários fragmentos, que se dispersaram por todo o Japão. Então, Inuyasha e Kagome se juntam (no começo, cada um com seus motivos para isso) para juntar cada fragmento da joia, antes que outras pessoas ou yokais coloquem as mãos nela.

A animação tem bons movimentos, cores fortes e quentes durante o dia, e um tom escuro e sombrio, na medida certa, nas cenas noturnas. Mesmo sendo produzido há quase 20 anos, a qualidade da imagem não envelheceu ruim, lembro de animes mais recentes que é inassistível hoje em dia. Felizmente, não é o caso de Inuyasha. A trilha sonora é bem competente durante os episódios, e fazem empolgar mais ainda as boas lutas que a série tem.

Mas, não são boas lutas, ou uma boa fotografia, ou uma boa animação o principal destaque de Inuyasha. O segredo da série está na excelente relação que existe entre os personagens, que é único. O desenvolvimento da relação de Kagome e Inuyasha, o dilema de Inuyasha do seu sentimento pela sacerdotisa Kikyou, e até mesmo coisas tão simples, como a indecisão de Kagome, se volta para casa ou se fica nessa era, são tão bem apresentados e explorados que fisgam o telespectador, fazendo-o não se importar se a série é longa. Até mesmo a construção dos personagens secundários é muito boa, e eles não estão ali só para ‘cumprir tabela’, realmente eles colocam a trama para a frente em muitos momentos e também são muito bem construídos. Méritos para a Rumiko, que vinha de comédias românticas, e sabe como criar personagens e desenvolvê-los de forma brilhante.

Infelizmente, nem tudo são flores. Inuyasha caiu em um problema recorrente em muitos animes: Os episódios Fillers (que, para quem não sabe, são episódios criados pelo estúdio de animação, que não estão no mangá). E, nesses episódios, claramente percebemos que é filler por que não existe a qualidade da interação e construção dos personagens já descritos, que a Rumiko faz muito bem, então o roteiro nesses episódios tem uma queda significante. Além disso, esse anime foi concluído de forma inacabada. Quando o estúdio decidiu cancelar, o mangá ainda estava sendo lançado, sendo assim essa série que está no Amazon Prime Vídeo, não abrange todo o mangá. O fim de Inuyasha em anime só foi ver a luz do dia com uma nova animação, intitulado Inuyasha: The Final Act, feita em 2010, que tem 26 episódios adaptando os 36 últimos volumes do mangá, e infelizmente, até hoje segue sem previsão de chegar aqui no Brasil por qualquer meio que seja.

Mesmo sem seu final e alguns episódios fillers, vale muito a pena assistir Inuyasha, pela sua bela adaptação, seus excelentes personagens e sua história cativante, além de boas lutas e uma pitada de comédia que a sua autora faz muito bem.

Como já citado, na parte 2, vamos comentar sobre os filmes derivados da série, que estão também disponíveis no Prime Vídeo, e onde eles se situam cronologicamente. Aguardem.

 

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