por Lucas Souza

O Homem Morcego é um dos personagens com a maior coletânea de boas histórias. Cavaleiro das Trevas, Ano Um, A Piada Mortal e O Longo Dia das Bruxas são apenas alguns exemplos. Toda Graphic Novel que vá abordar a relação do Batman com o Coringa é digna de atenção, principalmente quando temos um grande artista nas rédeas de roteiro e desenhos.

Batman: O Príncipe encantado das trevas traz Enrico Marini no comando. O italiano é um mestre nos desenhos e autor de notáveis quadrinhos europeus como a série de ficção científica Gipsy. Para seu trabalho com o Morcego, ele constrói uma história que foi publicada pela Panini em 2 partes (capa dura e formato gigante!). Dark Prince Charming #1 – #2 no original.

 

Os desenhos de Marini são incríveis e ajudam a dar ritmo a leitura

 

A história começa com Bruce Wayne sendo acusado pela mídia (com o estardalhaço habitual) de ser pai de uma pequena garota de 8 anos de idade – paternidade não reconhecida por ele. A mãe da menina, uma antiga garçonete, pede U$100 Milhões na justiça. O Coringa, querendo dar um presente para sua amada Arlequina, decide que vai raptar a garotinha para chantagear Bruce Wayne (de um jeito pouco convencional, acredite). E essa é a trama inicial que move essa excelente história do Homem Morcego. Apesar de simples, a premissa é muito bem explicada – a loucura da Arlequina ganha novos ares nessa HQ (SIM, aqui ela é a vilã que tanto gostamos)

O Príncipe Encantado das Trevas está longe de ser uma história inovadora do Batman. Ela parte de uma ideia simples, mas é na execução que ela mostra toda a sua força. Os desenhos de Marini (juro que poucas vezes vi o Batman sendo desenhado de forma tão interessante) e o ritmo alucinante da história ganham ajuda do formato gigante que deixam a leitura extremamente interessante. Os detalhes são incríveis e cada página tem algo a dizer – não há tempo para embromação ou grandes quebras de ritmo.

 

Marini teve liberdade para brincar com o design dos personagens em Príncipe Encantado das Trevas

 

Outro ponto alto da HQ é saber focar no que importa. Ao invés de encher suas páginas de coadjuvantes do Batman, o autor soube escolher bem em quem focar e teve sua história girando em torno dos mesmos personagens sempre. Isso deu espaço para o Alfred mostrar que pode fazer mais do que aparenta (inspiração no Alfred de Batman vs Superman?), ajuda a criar laços com a menina sequestrada (Alina) e deixa ainda mais espaço para vermos a loucura do palhaço do crime. Menos é mais em caso de histórias curtas como essa e o autor soube explorar isso para não deixar pontas soltas e nos dar uma ideia da motivação de cada um dos envolvidos.

Outro grande acerto – além do formato que ajuda a apreciar mais a arte de Marini – é o preço. Duas edições em capa dura com formato gigante por preço de capa de R$25,00 (na Amazon você consegue com desconto ao final da matéria! ;). Uma ótima história do Batman que só não entrará para o Hall de melhores histórias porque foi feita em cima de um personagem que tem HQ´s incríveis regularmente. E, se a HQ é relativamente previsível, o final pode te fazer mudar de ideia…. Vale conhecer a Gotham sombria e noir de Marini!

 

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