Baby Driver ou Em Ritmo de Fuga é uma virtuose genial de Edgar Wright e está na Netflix

Ritmoooooo… é ritmo de Fugaaaaaaaa. A melhor coisa que o Brasil tem são os tradutores, adaptadores e outros senhores que trabalham para fazer com que obras estrangeiras tenham a nossa língua.

Desde revistas em quadrinhos, às dublagens, mas principalmente, aos títulos dos filmes, nossos craques da língua dão conta de cometer sacrilégios que se tornam clássicos do ridículo instantaneamente.

Baby Driver é um longa de 2017 de Edgar Wright. Pronto.

Não convenci você a assistir o filme?

Tá. Então vamos lá: Baby Driver, chamado no Brasil de Em Ritmo de Fuga, é um longa, de 2017, de Edgar Wright.

Tá bom, tá bom. Tem Jamie Foxx, Ansel Elgort, Kevin Spacey e Jon Hamm no elenco.

Já vi que contigo tá difícil… então vamos lá!

Sabe aqueles filmes de golpes a bancos como os clássicos Um Golpe à Italiana (The Italian Job, 1969) ou mesmo o Onze Homens e Um Segredo (Ocean’s Eleven, 1960), ou ainda os mais recentes como A Odisseia dos Tontos (La Odisea de los Giles, 2019) e até Vingadores: Ultimato (Avengers: Endgame, 2019)?

Esqueça todos eles.

Baby Driver é um heist movie (termo usado para esses filmes de assaltos mirabolantes). Mas ele vai além. Imagine que você está estudando cinema e você e sua turma fizeram vários filmes do gênero… aí o melhor professor da faculdade mostra o filme que ele fez. Baby Driver é o filme do professor.

Edgar Wright brinca com cenas, cortes, ângulos, trilha sonora, desenvolvimento de personagens como se fosse um conjunto de pecinhas Lego que ele ganhou no Natal. Ele desfila a trama do filme ao mesmo tempo em que devolve ao cinema a aura de cool, descolado e esteticamente aprazível.

É o tipo de filme que os jazzistas chamariam de smoking hot: é um filme f*[email protected], de ficar babando, porque tudo ali é perfeito. As tensões dramáticas e suas soluções; os aspectos visuais da cena compondo tudo isso e a trilha sonora como personagem principal – ao lado de Ansel Elgort – empolgando a plateia como se a gente estivesse ali, dentro daquele golpe, no meio da correria e da adrenalina.

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Baby Driver – a história

“Ah, legal. Mas sobre o que o filme fala? Dá uma dica aí pra gente da história”.

Não.

Tipo, sinceramente? Não. Se você quiser, dá uma lida no Ultimato sobre o filme que saiu aqui no UB na época em que Baby Driver estava nos cinemas.

E sabe porque não? Porque a história é clichê, banal, só mais uma história de “grupo de delinquentes reunidos por um cabeça para dar um último golpe antes de se aposentar”.

Nada de novo. Mas o filme é uma pérola do cinema. Um clássico contemporâneo. Algo que daqui 20 ou 30 anos vai estar sendo estudado em cursos sobre a sétima arte – e olha que até onde sei, isso já acontece.

Sério, vai por mim. Você não precisa saber a história do filme. Você precisa assistir o filme. Sentar tranquilamente e se conectar com o ritmo… olha ele aí! Em Ritmo de Fuga!

Baby Driver é um longa para se apreciar as cenas, se envolver com o desenvolvimento dos personagens, se impressionar com os diálogos bem construídos, se empolgar com a trilha sonora casada às imagens e desligar de todo o resto por duas horinhas.

Mas se você não gosta de filmes com perseguições de carros, golpes a bancos, planos para burlar a segurança, personagens com passados secretos, dívidas de honra, dívidas financeiras, cinematografia virtuosa e excelentes atores entregando performances espetaculares, então Baby Driver não é para você.

Como última cartada, tudo o que eu tenho é o trailer.

Veja ele e, se não gostar do que viu, pode me ignorar.

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Em Ritmo de Fuga (Baby Driver) está na Netflix!

Baby Driver Em Ritmo de Fuga 2017 Poster

Trailer:

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Créditos:

Texto e Edição: Alexandre Baptista

Feliz! (2a temporada) - O Ultimato 2

Imagens: Reprodução

Texto publicado originalmente em 28 de agosto de 2020.

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