Ultimato do Bacon

As melhores HQs do Arqueiro Verde

Em 19 de Abr de 2021 15 minutos de leitura
Melhores HQs do Arqueiro Verde

As melhores HQs do Arqueiro Verde é uma das tradicionais listas do Ultimato do Bacon em que nossos redatores buscam elencar arcos e histórias que marcaram os leitores por sua qualidade de roteiro e / ou arte e que se mantêm até os dias atuais relevantes de certa forma.

No entanto, mais do que determinar uma lista definitiva – afinal, o personagem completa 80 anos em novembro de 2021 e não conhecemos absolutamente todas as HQs do herói – elegemos aqui nossas favoritas. Caso você discorde da lista ou acredite que esteja faltando algum arco imprescindível, comente com a gente no grupo de whatsapp ou nas redes sociais.

Oliver Jonas Queen e sua contraparte vigilante foi criado por Mort Weisinger e George Papp em 1941 e fez sua estreia na edição #72 de More Fun Comics em novembro daquele ano.

Confira a lista das melhores HQs do Arqueiro Verde e comente com a gente, quais delas você já leu?


Índice

As Melhores HQs do Arqueiro Verde – lista

O Mal Sucumbirá Ante Minha Presença!

Capa do encadernado dessa clássica fase de Dennis O’Neil e Neal Adams

História inaugural da mais memorável fase do Arqueiro Verde ao lado do Lanterna Verde, O Mal Sucumbirá Ante Minha Presença! tem roteiro de Dennis O’Neil e arte de Neal Adams em seu auge.

Escrita originalmente para Green Lantern #76 de 1970, No Evil Shall Escape My Sight! foi publicada diversas vezes no Brasil, sendo a mais recente em Lendas do Universo DC: Lanterna Verde Arqueiro Verde #1 da Panini em 2016.

Na trama, Hal Jordan está de passagem pela Terra e impede um crime de ser cometido. No entanto, após o feito, em vez de ser ovacionado, o Lanterna é agredido pelos transeuntes e moradores do bairro.

Estranhando o comportamento das pessoas no local, o herói é interpelado pelo Arqueiro Verde que joga um balde de realidade no policial intergalático: a verdade das ruas é um pouco mais crua do que os grandes feitos espaciais do guardião esmeralda.

A história é simples, bastante urbana e direta, sendo o ponto de partida para uma fase que ecoa nos quadrinhos da DC até hoje, figurando em diversas listas de “melhores de todos os tempos”, incluindo a nossa.

A realidade exposta pelo Arqueiro é comparada a todo momento com a arbitrariedade dos Guardiões em Oa e, quando Hal é convocado à presença dos “baixinhos”, a situação fica ainda mais complicada para Jordan – que começa a enxergar que a realidade não é maniqueísta.


Nas Veias / Dizem que elas matam… mas não dizem quando!

Capa original de Green Lantern #85: ousadia e coragem para a época.

Este é outro dos arcos publicados diversas vezes no Brasil, sendo a mais recente em Lendas do Universo DC: Lanterna Verde Arqueiro Verde #1 da Panini em 2016.

Apresentado em duas partes, foi publicado originalmente em Green Lantern #85-86 de 1971. A primeira parte, Snowbirds don’t fly, foi batizada no Brasil como Nas Veias, numa alusão direta ao assunto da trama: a dependência de drogas de Roy Harper, o Ricardito.

Já a conclusão, They Say It’ll Kill Me… But They Won’t Say When teve uma tradução mais literal – Dizem que elas matam… mas não dizem quando!.

O arco da consagrada fase de Dennis O’Neil e Neal Adams começa com um problema de tráfico de drogas nas ruas da cidade; passa por um junkie acertando uma flechada no peito do Arqueiro que escapa por pouco; chega a um ponto alto quando ambos heróis esmeralda são nocauteados e o Lanterna, inconsciente, é drogado por um dos vilões, acordando em uma bad trip que influencia seu controle do anel; e finaliza, na segunda parte, mostrando a dependência química de Roy Harper.

Se a primeira parte é incrível, a segunda parte foi inclusive premiada. Nela acompanhamos todo o processo de cold turkey – as crises de abstinência causadas pela interrupção abrupta do uso de drogas – a que Ricardito é submetido para tentar vencer o vício. E isso nas páginas de uma HQ mainstream em plenos anos 70.

A fase dos autores à frente do personagem, vagando pelos EUA ao lado do Lanterna Verde e acompanhados eventualmente pela Canário Negro é toda emblemática. Difícil é escolher apenas algumas das histórias dessa run


Os Caçadores

Extremamente violenta para a época, Os Caçadores dita o tom do Arqueiro pós-Crise.

Green Arrow: The Longbow Hunters no original foi uma minissérie em 3 edições lançada em 1987.

Escrita e desenhada por Mike Grell, a aventura traz um Oliver Queen de 43 anos saindo de Star City para Seattle e mudando de uniforme e equipamentos.

Deixando as flechas-armadilhas de lado e passando para equipamentos mais convencionais, o Arqueiro Verde passa a investigar um serial killer de prostituas na cidade.

A minissérie marca a primeira aparição da arqueira Shado e também a primeira vez que Oliver mata um vilão:  ao encontrar Dinah Lance sendo torturada, o Arqueiro Verde mata seu captor, estabelecendo um ponto sem volta na carreira do herói.

A sangrenta e excelente história que leva Oliver ao limite se destaca pelo aspecto urbano, por sua representação da violência e pelo realismo.

Indicada ao Eisner Award, a minissérie pode ser encontrada no Brasil em DC Comics – Coleção de Graphic Novels #52 da Eaglemoss.


Lua do Caçador

Continuação direta de Os Caçadores, Lua do Caçador foi o arco inicial da nova mensal do Arqueiro Verde.

Com o sucesso ímpar de Os Caçadores, Mike Grell ficou responsável pela primeira revista mensal do Arqueiro Verde.

Lua do Caçador Hunter’s Moon no original – foi a história que inaugurou o título Green Arrow em 1988, sendo apresentada nos números 1 e 2 da revista.

Escrita por Mike Grell e com desenhos de Ed Hannigan, a trama é uma continuação direta de Os Caçadores e mostra Ollie morando em definitivo com Dinah Lance em Seattle. Enquanto o casal lida com o trauma sofrido por Dinah – que esteve sob tortura – e as consequências da decisão do Arqueiro em matar o agressor, um crime na cidade vai a novo julgamento e o réu parece estar atacando novamente.

Com uma trama extremamente humana e realista e um aprofundamento no lado psicológico dos personagens, Mike Grell entrega praticamente uma “parte 2” de Os Caçadores, não por continuar a história principal, mas por continuar as histórias secundárias com altíssima qualidade.

É válido mencionar que toda a fase de Mike Grell à frente do Arqueiro Verde é realmente excepcional e estabeleceu certos aspectos do personagem por anos até as reformulações mais recentes tomarem forma.

No Brasil, a aventura foi publicada em formato americano em Os Caçadores #2 de 1990 da Abril e em capa dura em DC Comics – Coleção de Graphic Novels #93 da Eaglemoss de 2019.


Ano Um

A incrível arte de Jock para Ano Um é um dos diferenciais da HQ.

Arqueiro Verde: Ano Um (Green Arrow: Year One) é uma minisserie em 6 edições escrita por Andy Diggle e desenhada por Jock, publicada pela DC Comics nos EUA em 2007.

Publicada em 2009 pela Panini em capa cartão, está também presente em capa dura em DC Comics – Coleção de Graphic Novels #41 e reapresenta a origem do personagem ao público dos anos 2000.

A tradicional história do playboy milionário abonado à deriva e que luta pela sobrevivência em uma ilha deserta ganha uma repaginada de alta qualidade, tanto pelo esforço narrativo de Diggle quanto pela arte incrível de Jock.

A HQ é uma das fortes referências para o primeiro ano da série Arrow e para muitos tem o mesmo peso para o personagem que o Ano Um de Frank Miller teve para o Batman.

Para os fãs do Arqueiro Verde, uma HQ obrigatória.


Batman & Arqueiro Verde: Futuro Venenoso

O verde se encontra: Hera Venenosa é a culpada e a solução em Futuro Venenoso.

Em Batman Green Arrow – The Poison Tomorrow o experiente e inquestionável Dennis O’Neil volta ao Arqueiro Verde, desta vez em parceria com o Batman.

A edição especial lançada em 1992 nos EUA é toda pintada pelo competente Michael Netzer e a trama, apesar de parecer óbvia, é extremamente envolvente.

Uma praga biológica liberada pela Hera Venenosa coloca o mundo todo em risco. Em especial, a heroína Canário Negro, que fica à beira da morte, fazendo com que Oliver Queen, em parceria com o Batman, busquem um antídoto para evitar a tragédia.

No entanto, o desenrolar da história mostra que somente a própria Hera Venenosa será capaz de fazer algo a respeito.

Publicada no Brasil em formato americano em 2003 pela Mythos, a HQ segue até hoje sem republicação.


Aquele que Hesita

Narrativa gráfica: um dos trunfos sensacionais de Aquele que Hesita.

Publicada em Green Arrow #90 de 1994, Cross Roads é parte de um arco maior da revista mensal do Arqueiro Verde nos EUA.

No entanto, o que faz desta uma das melhores HQs da DC Comics (veja a lista completa aqui) é a forma inédita de mostrar a narrativa alternativa que Oliver Queen vivencia na trama.

Escrita por Kevin Dooley, desenhada por Eduardo Barreto e com capa de Daniel Norton, Aquele que Hesita foi publicada no Brasil em Batman #18 de 1996 da editora Abril e mostra o Arqueiro Verde perseguindo um bandido pelas ruas da cidade.

Em função das anomalias temporais que começam a acontecer por conta da Zero Hora, durante a perseguição a linha do tempo é dividida e Oliver vive, paralelamente, duas opções de vida.

Com a genial composição de página executada por Eduardo Barreto, o leitor acompanha, em tempo real e junto com o herói, as decisões diferentes de cada Oliver.

O final é diferente para cada um e a perseguição termina com um dos Arqueiros morto aos pés do outro. O tempo então se estabiliza, mas a aventura tem consequência direta nas atitudes de Queen desta edição para frente, culminando com sua morte meses depois.


A Armadilha

A cena final de A Armadilha: ninguém, no Brasil, esperava uma conclusão tão séria.

A Armadilha foi um arco emblemático nos anos 90 por apresentar a primeira morte oficial de Oliver Queen. A história teve ainda mais repercussão no Brasil pois o evento aconteceu completamente “escondido” na mensal em formatinho Shazam! #10 da editora Abril às vésperas do encerramento do título – que foi finalizado na edição #12.

Ambas as notícias pegaram os leitores de surpresa e a esperada “volta relâmpago” do Arqueiro Verde não aconteceu. A Armadilha é o trecho final da linha narrativa iniciada após Zero Hora, em que Queen conhece o pupilo Connor Hawke e desenvolve uma bela relação com o garoto.

Tudo vai por água abaixo no arco Dia dos Pais – publicado em Shazam #7 da Abril – quando Oliver descobre que é o pai de Hawke. Revoltado com a “traição”, Queen passa a investigar ecoterroristas que conseguem emboscá-lo: Oliver acaba com as mãos em uma bomba em um avião rumo a Metrópolis.

O problema? Se retirar as mãos dali, a bomba explode.

O ponto de tensão máxima é quando o Superman tenta salvar Oliver, sugerindo amputar a mão do Arqueiro – ecoando o futuro sombrio do herói em Cavaleiro das Trevas (veja abaixo).

A história termina em um cliffhanger, quando o Arqueiro Verde declara que prefere morrer a ter a mão amputada e o Super responde que a escolha não é dele.

Sob o título original The Trap, a história escrita por Chuck Dixon e desenhada por Jim Aparo e Rodolfo Damaggio, foi publicada originalmente na emblemática Green Arrow #100 de 1995 nos EUA e concluída no número seguinte em O Destino da Flecha.


O Destino da Flecha

A capa nada sutil de Green Arrow #101, entregando a conclusão do arco.

O Destino da Flecha foi publicada em Shazam! #11 da editora Abril e é uma continuação direta de A Armadilha.

A HQ mostra em seus quadros iniciais o destino final de Oliver Queen. Com a mão presa à bomba biológica e o avião rumo a Metrópolis ainda em uma distância segura, o Arqueiro Verde força a detonação para evitar que o Superman ampute sua mão na tentativa de salvá-lo.

No entanto, é aí que a história realmente começa, com toda a repercussão da morte do Arqueiro Verde na comunidade heróica. Bem diferente do Funeral para um Amigo do Superman, o luto pela morte de Ollie é guardado em bares – como o Warrior’s –, nas ruas de Seattle e Star City e em Nanda Parbat.

A história termina com uma bela menção ao arqueiro mais famoso da literatura, Robin Hood e o legado de Oliver passando a Connor Hawke.

Também escrita por Chuck Dixon e desenhada por Rodolfo Damaggio, Run of the Arrow foi publicada originalmente em Green Arrow #101 de 1995 nos EUA.


O Espírito da Flecha

O Arqueiro Verde de Kevin Smith tem um começo impecável em O Espírito da Flecha.

A antecipada e aguardada HQ do famoso diretor de cinema e roteirista Kevin Smith não decepcionou ninguém. Muito pelo contrário, foi a responsável por reintegrar Oliver Queen ao cânone dos heróis da DC e reestabelecê-lo como Arqueiro Verde.

Publicada com o título original The Quiver em 10 partes na revista Green Arrow #1-10 que foi reiniciada em 2001, O Espírito da Flecha é talvez uma das melhores histórias de “retorno” de um super-herói falecido de toda a história da DC Comics.

Para além dos clichês básicos – que estão ali, como amigos e parceiros vivendo a vida normalmente após a morte do herói; dúvidas acerca da identidade de quem retornou; a falha constante da memória de Oliver, que não se recorda dos eventos recentes etc. – a icônica HQ coloca o Arqueiro Verde conversando com ele mesmo (através dos poderes de Hal Jordan que, nessa época, era o receptáculo para o Espectro).

Uma bela metáfora para definir o que faz do herói “o” Arqueiro Verde e um retorno espetacular que, além de ter participações especiais ao longo do arco, conta com um clímax em que Olive e Connor batalham lado a lado “a sério” pela primeira vez.

A HQ tem arte de Phil Hester e foi publicada no Brasil em Arqueiro Verde #1-5 em 2003 pela Panini no formato brochura e em DC Comics – Coleção de Graphic Novels #32 da Eaglemoss em 2017.


O Som da Violência

Com Connor no hospital, Ollie não titubeia: o vilão Onomatopeia sofre em O Som da Violência.

Após o belo momento “pai e filho” de O Espírito da Flecha, Connor e Ollie começam a se conhecer melhor e realizar atividades heróicas juntos.

Com roteiro de Kevin Smith e arte de Phil Hester, The Sounds of Violence tem início no final de O Banquete e a Ave, presente em  Arqueiro Verde #6 (Green Arrow #12) com a primeira aparição do vilão Onomatopeia.

No entanto, o arco acontece mesmo nas edições de Arqueiro Verde #7 e 8 da Panini de 2003 (Green Arrow #13-15 de 2002 nos EUA).

Em uma aventura que abusa dos aspectos visuais e da incrível arte de Phil Hester, o Arqueiro vê o pequeno início de sua construção de vida pessoal desmoronar quando um ataque do vilão deixa Connor entre a vida e a morte.

Uma história com um ritmo frenético e de deixar o leitor na ponta da cadeira durante a leitura.


A Busca

Você gostaria de saber quem foi a seu funeral? Oliver Queen inicia A Busca.

Depois da excelente, porém curta, fase de Kevin Smith à frente do Arqueiro Verde, o título passou para ninguém menos que Brad Meltzer – um dos responsáveis pela emblemática Crise de Identidade.

A arte seguiu nas mãos do excelente Phil Hester – que imprime um estilo sensacional de desenho que parece uma versão mais realista do traço de Bruce Timm na animação do Batman dos anos 90.

Em A Busca – The Archer’s Quest no original -, Brad Meltzer volta a explorar o retorno de Oliver Queen dos mortos. No entanto, acompanhamos o Arqueiro Verde “buscando” seus segredos e pertences – coisas que o próprio Arqueiro havia pedido ao Sombra para se livrar quando morresse.

Agora, de volta ao vivos, Oliver busca recuperar todas essas memorabílias e itens comprometedores.

A sequência de abertura já dá o tom da HQ: visitando o próprio túmulo, Ollie conversa com o Clark Kent e tenta saber quem foi a seu funeral. Quando o Azulão responde que isso não importa, o Arqueiro devolve na lata: “Vai dizer que não perguntou quem foi ao seu?”.

A história prossegue em uma investigação que conta com a ajuda do antigo parceiro Arsenal e encontros pontuais com o Flash, Dinah Lance e o Lanterna Verde.

A cena com o Lanterna Kyle Rayner ecoa a parceria de Oliver com Hal Jordan e um certo incômodo do Arqueiro ao ver um “garoto inexperiente” portando um anel. A resposta de Kyle, citando a morte de sua namorada, deixa Ollie sem reação.

Espere uma HQ bastante emocional – especialmente em seu inesperado final – e que define um novo patamar para o Arqueiro Verde: como não negligenciar sua vida pessoal em função do combate ao crime.

Publicada originalmente em Green Arrow #16-21 de 2002, saiu no Brasil em DC Especial #1 – Arqueiro Verde pela Panini em 2004.


Círculo Negro

A parceria Lanterna Verde Arqueiro Verde é reeditada em Círculo Negro.

Publicada originalmente em 6 partes intercaladas nas revistas Green Arrow #23-25 e Green Lantern #162-164 em 20033, Black Circle: Urban Knights evolui a relação entre Oliver Queen e Kyle Rayner iniciada em A Busca e reedita a icônica parceria Arqueiro Verde – Lanterna Verde.

Escrita por Judd Winick e ilustrada por Charlie Adlard – que ficou famoso por seu trabalho nas HQs de The Walking Dead – a saga ecoa as aventuras originais de Hal Jordan e Oliver Queen nas mãos de Dennis O’Neil e Neal Adams, apresentando trechos mais “urbanos” e momentos mais “galácticos”.

Um dos pontos altos é a apresentação e primeira aparição de Amon Sur, filho de Abin Sur – hoje conhecido Lanterna da Tropa Sinestro – reivindicando o anel de Rayner para si.

Círculo Negro foi publicada no Brasil em DC Especial #3 – Lanterna Verde pela Panini em 2004.


Palheiro

Ollie e Connor em treinamento nas páginas iniciais de Palheiro: uma busca pelos responsáveis pelo desaparecimento de Connor.

O arco PalheiroHaystack no original – foi publicado em 2008 nos EUA, na revista Green Arrow and Black Canary #6-8, com uma aventura que segue pelo arco seguinte, A League of their Own nas edições #9-11 e finaliza em The Son of the Father, the Father of the Son na edição #12.

No Brasil, essa aventura completa pode ser conferida em Superman & Batman #46-49 de 2009 pela Panini.

Com roteiro de Judd Winick e desenhos de Mike Norton e Cliff Chiang (que faz a edição #6 americana e as capas dessa fase), a história tem um tom mais leve e divertido do que o de costume, apesar do mote ser sério: o sequestro durante o casamento de Oliver e Dinah; Connor ter ido parar no hospital e seu subsequente sumiço.

Arqueiro Verde e Canário Negro partem em uma busca que os leva dos EUA para a Inglaterra e no rastro da Liga dos Assassinos e Ra’s al Ghul, contando eventualmente com uma ajuda do próprio Homem Morcego.

Ação e aventura na medida para fazer deste arco uma das melhores HQs do Arqueiro Verde.


Crise de Identidade

O Arqueiro Verde toma a dianteira e assume as decisões em Crise de Identidade.

Identity Crisis foi uma maxi-saga em 7 partes envolvendo todo o universo DC. Escrita por Brad Meltzer e desenhada por Rags Morales, a ousada história foi publicada originalmente em 2004 e está na nossa lista de melhores sagas dos quadrinhos.

No Brasil, foi publicada de forma similar à original em 2005 pela Panini, recebendo um encadernado capa cartão e outro em capa dura em 2007. O capa dura recebeu uma segunda edição em 2018 e uma terceira edição em 2020. Também pode ser encontrado em DC Comics – Coleção de Graphic Novels: Sagas Definitivas #4 de 2018 da Eaglemoss.

Na trama, Sue Dibny é encontrada por seu marido, o Homem Elástico, brutalmente assassinada. Arrasado e devastado, Ralph ainda descobre que Sue estava grávida.

Na investigação do provável assassino, um segredo terrível é revelado quando a suspeita recai sobre o Dr. Luz: tendo estuprado a vítima anos atrás, o vilão teve sua mente apagada e sua personalidade alterada por Zatanna, para que se tornasse uma ameaça menor.

A participação de Oliver Queen na saga é pivotal, uma vez que o flecheiro esmeralda é um dos grandes incentivadores da decisão de inclusive apagar a mente do Batman quando este presencia a “execução” do Dr. Luz por Zatanna.

Crise de Identidade estabelece uma realidade até então desconhecida pelos leitores, em que apesar da liderança “pública” de Batman e Superman, os “dois pilares” são retratados na HQ como geralmente ausentes do grupo.

A verdadeira tomada de decisões difíceis aconteceria nas mãos de uma “Liga paralela” com o Arqueiro em uma posição proeminente nela.


Arqueiro Verde de Jeff Lemire

Jeff Lemire entrega uma run do Arqueiro Verde diferente de tudo que você já viu!

O começo do Arqueiro Verde nos Novos 52 foi muito sofrido e tivemos até algumas séries que tentaram emular o seriado da CW Arrow. Felizmente o autor Jeff Lemire entra e coloca ordem na casa, com o bônus dos belos desenhos de Andrea Sorrentino.

Lemire assume a Green Arrow na edição #17 e segue até a edição #34. A curta run de Lemire é, na verdade, um grande arco que revisita a origem do Arqueiro e seu legado.

Após achar que sua vida estava nos eixos, Oliver Queen se depara com um rival arqueiro que o supera em todos os quesitos. Komodo parece ter apenas um objetivo: eliminar Oliver Queen.

Conforme a história avança, descobrimos que Oliver não seguiu exatamente o caminho que deveria na misteriosa ilha que o transformou em Arqueiro Verde e fica claro que a ascensão de Komodo tem relação com um erro do herói… a trama remexe toda a origem do personagem e de sua família, ressignifica o acidente que leva Queen para a ilha e cria novos elementos da mitologia do herói. Um tremendo acerto de Lemire!

O Arqueiro Verde de Jeff Lemire pode ser lido nos encadernados capa dura da Panini Comics: Arqueiro Verde: Máquina Mortífera, Arqueiro Verde: A Guerra dos RenegadosArqueiro Verde: A Queda.


A Vida e a Morte de Oliver Queen por Benjamin Percy

Oliver Queen enfrenta um inimigo quase invisível no recomeço do herói no Renascimento da DC Comics.

O recomeço do Arqueiro Verde no Renascimento não poderia ficar de fora da nossa lista de melhores HQs do Arqueiro Verde.

Benjamin Percy traz de volta elementos clássicos do personagem – como o namoro com a Canário Negro que estava sumido desde os Novos 52.

Nesse primeiro arco, que abre uma excelente run, Percy coloca o Arqueiro em rota de colisão com uma sociedade secreta chamada o Nono Círculo. A tal sociedade não tem o Arqueiro como alvo e sim Oliver Queen. O império do herói e sua família estão em risco nessa história que vira a vida do personagem de cabeça para baixo.

Uma história simples, bem desenvolvida e que traz o espírito do personagem de volta. Espere o Arqueiro Verde questionador e politizado que ficou popular nos anos 70 e 80.

Você encontra esse primeiro arco do personagem no encadernado Arqueiro Verde #1 de 2017 da editora Panini.


Bônus – O Cavaleiro das Trevas

Oliver Queen ajuda Bruce contra o Azulão em O Cavaleiro das Trevas: emblemático.

A participação de Oliver Queen no clássico de 1986 de Frank Miller, O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight Returns) é emblemática.

Envelhecido, proscrito e rancoroso, Ollie não é um dos protagonistas, mas participa de um dos grandes momentos da batalha entre Batman e Superman. Sem um braço, o velho Arqueiro Verde atira uma flecha com pó de kryptonita no Azulão… com a boca, pendurado pelas pernas numa escada de incêndio, de ponta cabeça.

Precisa ser mais emblemático que isso? Ok. Ao que tudo indica por uma das falas de Queen, o braço foi removido pelo escoteiro Clark Kent – que se tornou uma ferramenta nas mãos do governo americano que baniu os heróis.

No Brasil a HQ pode ser facilmente encontrada em alguma das versões definitivas de O Cavaleiro das Trevas lançadas pela Panini em capa dura ou em edições usadas mais antigas, tanto em formato americano como encadernado capa cartão pela editora Abril em lojas especializadas e sebos.


Curtiu a nossa lista? Faltou alguma história que seja uma das melhores HQs do Arqueiro Verde para você?
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Créditos:

Texto: Alexandre Baptista e Lucas Souza
Imagens: Reprodução
Edição: Alexandre Baptista

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