Raio Negro O Rei Aprisionado é um dos mais recentes lançamentos da Marvel, quer saber se vale a pena? Confira nossa review!

Como resultado do plano da Marvel de popularizar os Inumanos quando ainda não tinha os direitos dos mutantes disponíveis para serem explorados na tela grande, Raio Negro ganhou sua primeira Hq solo em 2017. Com roteiro de Saladin Ahmed e com desenhos de Chris Ward, o quadrinho, que foi até premiado no Eisner, chega finalmente aqui no Brasil. 

Raio Negro O Rei Aprisionado

O encadernado Raio Negro O Rei Aprisionado lançado aqui no país compila todas as 12 edições da minissérie. O roteiro de Ahmed está caprichado. No primeiro arco, o roteirista coloca o Raio Negro preso em uma cela, sem poderes, e passando por um ciclo de enfrentar prisioneiros, morrer e renascer, sem parar.

Ponto curioso da história é que o Raio Negro é conhecido por não falar, devido a sua voz ser capaz de destruir tudo ao redor. Ahmed , ao retirar os poderes do Raio Negro na prisão, o transforma em um personagem falante, como qualquer outro que conhecemos.

 

Raio Negro O Rei Aprisionado

 

Ahmed também tem a capacidade de trabalhar bem personagens de baixo escalão da Marvel. Com destaque para o Homem-Absorvente que tem um belo background bem desenvolvido pelo roteirista.

O Raio Negro também recontando sobre toda a “ascensão inumanistica” e sobre sua própria origem, é um dos pontos fortes deste primeiro arco. A arte de Chris Ward está fenomenal, com traços psicodélicos somados a cores fortes e alto contrastes.

 

Raio Negro O Rei Aprisionado

 

No segundo arco, algumas consequências do que estava acontecendo no universo Marvel começam a aparecer na história, como por exemplo Império Secreto, o que faz com que a publicação tenha um aspecto de “atraso cronológico” aqui no Brasil. Nesta segunda parte do encadernado, Ahmed foca em elementos mais conhecidos do público, além de explorar mais uma vez o passado do Raio Negro.

A habilidade de Ahmed de trabalhar bem personagens menos conhecidos aqui nessa parte da história se torna claro na personagem “Blinky”, que tem destaque e é muito bem escrita. A relação do Raio Negro com o homem- absorvente, no primeiro arco , é o fio-condutor desse segundo, com um foco na relação familiar tanto do herói quanto do vilão, o que rende cenas lindas , bem escritas e bem desenhadas.

 

Raio Negro O Rei Aprisionado

 

Ganhador do Eisner em 2018, Raio Negro O Rei Aprisionado passa de uma Hq olhada com desconfiança para um dos melhores trabalhos dos últimos anos na Marvel. Saladin Ahmed, que era escritor de romances, estreia nas Hqs com um roteiro preciso, focando na relação entre amigos, família e seu povo, de um personagem muitas vezes visto como frio e arrogante.

Ao lado de Chris Ward, que faz o leitor “babar” em sua arte e cores mais alternativas e psicodélicas, Ahmed prova que até o Raio Negro, longe de todos os holofotes dos principais heróis da editora, pode ter um clássico pra chamar de seu.

Quer conhecer outras histórias da Marvel? Confira nossas matérias sobre a Casa das Ideias clicando aqui e fique ligado no Ultimato do Bacon para conhecer mais sobre Hqs!   

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Raio Negro O Rei Aprisionado - O Ultimato 1

Avaliação: Excelente!

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Raio Negro O Rei Aprisionado

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Créditos:
Texto: Breno Raphael
Imagens: Reprodução
Edição: Diego Brisse

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