Por Lucas Souza

 

Em 2016 a DC Comics decidiu reavivar alguns personagens da Hanna-Barbera que não viam as páginas dos quadrinhos a algum tempo. Para comandar os quadrinhos da família mais querida da Idade da Pedra, a editora trouxe o escritor Mark Russell e o artista Steve Pugh. A ideia da iniciativa era manter os conceitos que tornaram a criação da Hanna-Barbera famosa mas com liberdade para dar uma nova roupagem para a história e, se for o caso, até mudar o tom (como foi feito em “Corrida Maluca” – clique aqui para ver nosso review)

Nos EUA a revista “The Flintstones” durou 12 edições e foi publicada em 2016/2017. Aqui no Brasil, a Panini Comics trouxe a série completa em 2 encadernados “Os Flintstones” #1 e #2 em 2017 e 2018.

 

Os Flintstones de Mark Russell 1
“Flintstones” de Mark Russell chamam a atenção pela crítica social

 

“Corrida Maluca” mudou completamente o visual e a essência do desenho – mantendo apenas o mote de corrida insana de carros intacto. Em “Os Flintstones”, Mark Russell mantém a estética que tanto amamos mas transforma o desenho em uma verdadeira crítica social com direito a um sem fim de situações que mostram, normalmente, Fred admirado e resistente a novos comportamentos (que são extremamente comuns para nós).  A primeira edição da revista já mostra o que podemos esperar quando Fred responde a um colega de trabalho que usa gravata porque havia lido em algum artigo que deveria se vestir para o cargo que deseja e não o que tem.

O mais interessante em “Os Flintstones” é que todas as possíveis pontas soltas do desenho ganham um significado que mostra um pouco mais da personalidade de Fred, Vilma, Barney e Betty. Um ótimo exemplo é o grande chapéu com chifres que víamos os homens usando no desenho para jogar boliche (mas nunca ficou explícito se aquilo era um clube ou tinha algum outro significado) – aqui ele ganha um significado todo especial que vai sendo construído desde a edição #1 e explica muita coisa que vemos posteriormente.

 

Os Flintstones de Mark Russell 2


TODOS os conceitos do desenho original são usados em “Os Flintstones” de Mark Russell

 

Mark Russell faz um trabalho incrível conectando cada aspecto do desenho original, inclusive o simpático e atrapalhado Grande Gazoo, e subverte para fazer com que eles se tornem uma crítica social direta e efetiva. Consumismo, amizade, guerra, embate de gerações, tecnologia, religião… todos esses assuntos são parte do cotidiano da família nesta série de 12 edições. O tom divertido e crítico da série é leve e tende ao cômico na maior parte do tempo.

“Os Flintstones” de Mark Russell e Steve Pugh são o maior acerto dessa iniciativa da DC com os personagens da Hanna-Barbera. Com histórias que respeitam todo o material original e deixam os personagens reconhecíveis (o que gera empatia imediata com os fãs), o autor soube ser cirúrgico ao realizar pequenas mudanças que atualizaram os roteiros e deram mais dinamismo e profundidade as aventuras da família mais querida da Idade da Pedra e ainda provou que é possível fazer grandes críticas a sociedade sem ter que se utilizar de linguagem pesada e violência explícita. Uma série indispensável para os fãs de quadrinhos em geral.

 

 

Os Flintstones de Mark Russell 3

Avaliação: Excelente!

 

 

Fique ligado no Ultimato do Bacon para mais reviews sobre HQ´s!

 

 


 

Acessem nossas redes sociais e nosso link de compras da amazon

Instagram 

Facebook

Amazon