O Motoqueiro Fantasma de Daniel Way teve a difícil missão de suceder a minissérie de ninguém menos que Garth Ennis. Lançando o sexto volume do Motoqueiro Fantasma, que aqui no brasil foi publicado a partir da Universo Marvel nº 25 e teve o primeiro arco compilado no encadernado do Motoqueiro pela Salvat na coleção de capa vermelha.

A partir daqui spoilers para quem não leu Estrada para Danação de Garth Ennis (falamos sobre ele aqui)

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O Motoqueiro Fantasma de Daniel Way
O Motoqueiro Fantasma de Daniel Way
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O Motoqueiro Fantasma de Daniel Way

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Para começar, o primeiro passo de Way foi tirar Johnny Blaze do inferno onde ele estava preso há anos. E ao escapar do inferno, Blaze trouxe junto consigo o próprio Lúcifer, também chamado de Satã.

Fica aqui um adendo: a história do Motoqueiro já sofreu diversos retcons, sendo que no original o trato do Motoqueiro foi feito com “Satã”, nome genérico, que depois sofreu um retcon para que passasse a ser Mefisto, e aqui é novamente mostrado como sendo um título de Lúcifer.

Ao escapar do inferno, Blaze inadvertidamente trouxe Lúcifer, entretanto, o poder de um senhor do inferno não é compatível com a nossa realidade. O poder de Lúcifer então explode e é dividido entre 666 avatares, com sua alma se prendendo aos corpos dos recém falecidos

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O Motoqueiro Fantasma de Daniel Way

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Johnny Blaze então se encontra numa encruzilhada (trocadilho intencional) uma vez que a cada avatar destruído, o poder dos demais aumenta, o que significa que ao chegar ao último, este conterá o poder total de Lúcifer, efetivamente se tornando o ser mais poderoso na dimensão terrena.

Ao longo das 19 edições pelas quais ele ficou responsável, o Motoqueiro precisa encontrar maneiras (cada vez mais criativas e sanguinárias) de eliminar todos os fragmentos da alma de Lúcifer, ao passo em que precisa se preparar para enfrentar o ultimo fragmento.

Mas Lúcifer não é a única preocupação de Johnny Blaze enquanto ele tenta controlar o espirito do Motoqueiro Fantasma. Ao passar das edições, o Motoqueiro se torna ainda mais ferrenho em sua busca enquanto Blaze precisa lidar com a culpa de não parar para ajudar as pessoas.

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O Motoqueiro Fantasma de Daniel Way

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De volta ao plano terrestre, Blaze também está novamente conectado ao grande universo Marvel. Diretamente das páginas de Guerra Civil, o vilão Jack O’Lantern foi morto pelo Justiceiro, deixando seu corpo pronto para se tornar um dos avatares de Lúcifer. Isso força Blaze a viajar até uma pequena cidade aterrorizada pelo vilão, numa espécie também de homenagem ao Cavaleiro sem Cabeça de Sleepy Hollow.

Por outro lado, o encontro do Motoqueiro com o Hulk em sua guerra contra os Iluminati, não chega a ser tão impactante. Temendo pelas vidas inocentes de Manhattan, Blaze tenta confrontar o Hulk, mas é facilmente derrotado pela ira do golias esmeralda. Ao perder o controle para o Motoqueiro, este deixa a batalha, deixando claro que não se envolveria na batalha e que o Hulk, no fim das contas, não era tão culpado pela guerra.

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Vale a pena ler o Motoqueiro Fantasma de Daniel Way?

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Em 19 edições, Way traz de volta o Motoqueiro Fantasma para o Universo Marvel regular, lhe dando não apenas um grande adversário na figura de Lúcifer, mas também aos poucos colocando as sementes para o grande confronto que tomara as páginas do autor seguinte, Jason Aaron.

É nas páginas do Motoqueiro Fantasma de Daniel Way que acontece uma das maiores reviravoltas da história do Motoqueiro, invertendo completamente a dinâmica entre céu o inferno na vida de Blaze. Não daremos spoilers aqui.

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O Motoqueiro Fantasma de Daniel Way

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No final das contas, o run de Way foi bastante breve, considerando runs que duram anos, mas a história contada pelo autor é linear e abre diversas oportunidades. Realmente, o ponto mais baixo pode ser argumentado com as duas edições de crossover com Hulk Contra o Mundo. A arte se mantem alternada entre times criativos, com alguns deles nem sempre agradando, mas combina com o estilo da história, com direito a um pouco de gore, o tanto que uma HQ mainstream permite pelo menos.

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Créditos:
Texto: João Pedro Maia
Imagens: Reprodução
Edição: Diego Brisse

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