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Mighty Morphin Power Rangers vol 1 de Kyle Higgins e Hendry Prasetya – O Ultimato

Em 14 de Mar de 2024 3 minutos de leitura

Lançado como o primeiro título da renovação da franquia Ranger pela Boom Studios, Mighty Morphin Power Rangers vol 1 de Kyle Higgins e Hendry Prasetya mostra as aventuras dos Rangers logo após Tommy se libertar do controle de Rita Repulsa, trazendo o poderoso Ranger Verde para o lado dos mocinhos.

Mighty Morphin Power Rangers vol 1 de Kyle Higgins e Hendry Prasetya foi lançado aqui há um tempo atrás pela Pixel, porém agora a Indievisivel Press assumiu as rédeas e parece determinada a garantir a longevidade da franquia em terras brasileiras. Como prova disso, você pode conferir também o nosso texto sobre a outra série Ranger, Go Go Power Rangers.

Dica para o leitor: Confira nossa review sobre Go Go Power Rangers Vol 1 de Ryan Parrot e Dan Mora!

Qual a trama de Mighty Morphin Power Rangers vol 1 de Kyle Higgins e Hendry Prasetya

Assim como foi com Go Go Power Rangers, é hora de ver o que acontece com os jovens heróis quando as limitações impostas pelo programa infanto-juvenil são deixadas de lado. Enquanto Jason, Trini, Zack, Kimberly e Billy aceitam de bom grado a chegada de Tommy recém libertado do controle de Rita na série de TV, aqui a coisa é um pouco mais complicada.

Assim como em diversos outros quadrinhos e livros, os efeitos de uma lavagem cerebral costumam deixar marcas, e no caso de Tommy elas se manifestam na forma de uma Rita Repulsa que constantemente “conversa” com ele, alimentando suas dúvidas e seguranças. Da mesma forma, enquanto Kimberly, Trini e Billy são adeptos do “perdoar e esquecer”, Jason e Zack demonstram certa relutância em confiar no novo aliado, principalmente porque ele ainda parece estar escondendo alguma coisa deles.

A trama desse primeiro volume gira justamente ao redor desse primeiro obstáculo ao recém ampliado time. Em como os ânimos estão em alerta com relação os planos de Rita e que segredos os poderes do Ranger Verde e o Dragonzord carregam. Ao mesmo tempo, Rita com a ajuda de Scorpina não abandonou completamente o seu ranger, e coloca em pratica um plano sinistro para destruir seu antigo aliado e seus velhos inimigos.

Enquanto Go Go Power Rangers tenta manter uma linha ligeiramente mais próxima da série de TV, ainda que incluindo alguns personagens novos. Mighty Morphin Power Rangers imediatamente lança a continuidade da série de TV para o alto, preparando o terreno para as grandiosas novas aventuras que aguardam os Rangers, dando indícios das enormes mudanças que serão introduzidas no cânone da franquia.

Como se passa logo após a chegada do Ranger Verde, aqui temos menos daquele ar deslumbrado dos jovens mostrado em Go Go, e já vemos um pouco mais de como aos poucos a vida de ranger tem transformado cada um deles, num grande contraponto com o otimismo exacerbado da série de TV. Como diria um outro herói, “com grandes poderes vem grandes responsabilidades” e aqui vemos que mesmo todo o dinamismo da juventude sonhadora as vezes vacila quando o destino do mundo é colocado em suas costas.

Assim como mencionamos no caso de Go Go Power Rangers vol 1, Mighty Morphin vol 1 também serve como um excelente ponto de partida para quem está pensando em se aventurar nesse universo, combinando uma boa dose de nostalgia com o tanto certo de ação e intriga para que o leitor se sinta instigado a querer continuar a leitura.

Além disso, os quadrinhos não sofrem das mazelas que atrapalhavam a série de TV original, o que significa que podemos dizer adeus ao visual tosco de algumas cenas e também podemos agradecer pela bem-vinda dose de seriedade e carga emocional injetada.

A arte de Prasetya casa muito bem com o roteiro de Higgins e o contraste dela com a arte um pouco mais “clean” de Dan Mora em GGPR ajudam a criar na cabeça do leitor que estes não são mais os jovens dos “primeiros dias”.

No geral, Mighty Morphin Power Rangers vol 1 traz o suficiente em sua edição de estreia para deixar o leitor na beirada da cadeira esperando para descobrir quais serão os desdobramentos das sementes plantadas nesta edição.

Avaliação: Bom!


Créditos:
Texto: JP – João Pedro Maia
Imagens: Reprodução
Edição: Diego Brisse
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