Saiba mais sobre a vencedora do Oscar e estrela de grandes produções que chega em mais um papel principal inesquecível hoje, 21 de março, nos cinemas

por Alexandre Baptista

Lupita Nyong’o e Nós: a trajetória de uma atriz queniano-mexicana em Hollywood 1

 

AVISO: ESTA MATÉRIA CONTÉM SPOILERS DO NOVO FILME DE JORDAN PEELE, NÓS

Lupita Nyong’o é uma mulher negra, de origem queniano-mexicana. Nascida na Cidade do México em 1983 e fluente em espanhol, luo, suaíli e inglês, foi criadora, diretora, montadora e produtora do premiado documentário de longa-metragem In My Genes em 2009, quando tinha apenas 26 anos. O longa tratava sobre oito quenianos que nasceram com albinismo, condição genética que lhes causa falta de pigmentação. No Quênia, bem como em muitas partes do mundo, essa característica é motivo de marginalização, preconceito, estigmatização e até ameaças. Apesar de ser uma condição muito visível em uma sociedade de população predominantemente negra, a realidade de se viver com o albinismo é invisível para a grande maioria. Em seu relato íntimo, Nyong’o mostra o lado humano, os desafios e os triunfos do cotidiano dessas pessoas.

Depois disso, fez sua grande estreia nos longas de Hollywood como atriz em 12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave, 2013) de Steve McQueen, que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.
 
Logo na sequência, interpretou através de captura de movimentos, Maz Kanata em Star Wars VII: O Despertar da Força (Star Wars VII: The Force Awakens, 2015), Star Wars VIII: Os Últimos Jedi (Star Wars VIII: The Last Jedi, 2017) e no vindouro Star Wars IX. Sua personagem, extremamente cativante e tida pelos fãs da saga como uma contraparte feminina do Mestre Yoda, tem seu nome inspirado na música Mas que Nada de Jorge Ben Jor.

Em 2016, a atriz estrelou Rainha de Katwe (de Mira Nair, com David Oyelowo e Madina Nalwanga), produção da Disney baseada no  livro de sucesso sobre a história verdadeira de Phiona Mutesi, que supera a miséria e torna-se mestre internacional de xadrez. Por seu papel de Harriet, mãe feroz mas carinhosa de Phiona, foi indicada para o prêmio da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor – NAACP na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante em Longa-Metragem.

Ainda em 2016, ela fez a voz de Raksha em Mogli: O Menino Lobo (The Jungle Book, 2016 – de Jon Favreau, com Scarlett Johansson, Idris Elba, Bill Murray, Ben Kingsley e Christopher Walken); foi indicada para o prêmio Tony na categoria de Melhor Atriz em uma Peça em Eclipsed (de Danai Gurira), sobre cinco mulheres extraordinárias unidas pela guerra na Libéria. A peça foi indicada para o Tony em outras quatro categorias, inclusive a de Melhor Peça, e ganhou na categoria de Melhor Figurino.

Mas foi em Pantera Negra (Black Panther, 2018) no papel de Nakia, interesse amoroso de T’Challa (Chadwick Boseman), que Nyong’o ficou realmente famosa. Sua atuação, executada à perfeição, aliada ao excelente roteiro e direção de Ryan Coogler, deram à personagem uma dimensão esférica e real, longe do “par romântico” típico em blockbusters. Ao contrário, ela é um contraponto feminino de extrema força e poder dentro do longa, com densidade e protagonismo. Exemplifica a representatividade negra e feminina sem a necessidade de discursos retóricos e, assim como Danai Gurira, Letitia Wright e Angela Basset, toma o público de surpresa e êxtase.

Lupita ainda estrelou Little Monsters – comédia de terror australiana que estreou em janeiro no festival de Sundance (CA), escrita e dirigida por Abe Forsythe, com Josh Gad e Alexander England – no papel de Miss Caroline. O longa fará sua estreia comercial nas plataformas Hulu e NEON agora em 2019.

Entre seus novos projetos estão o longa-metragem Born a Crime (baseado em livro de grande sucesso de Trevor Noah sobre a história da sua vida), no papel de Patricia Noah, mãe de Trevor; juntamente com Jessica Chastain, Marion Cotillard, Penelope Cruz e Fan Bingbing, ela estrela 355, suspense de espionagem com elenco feminino produzido pela Freckle Films (de Jessica Chastain) e que promete uma aventura internacional com cinco agentes secretas de agências do mundo todo que se unem contra uma organização mundial que quer transformar o mundo em caos; The Woman King, inspirado em fatos que aconteceram no reino de Dahomey, um dos estados mais poderosos da África nos séculos XVIII e XIX, e com Nyong’o no papel de Nawi, filha de Nanisca (Viola Davis), uma general de uma unidade militar só de mulheres conhecidas como as Amazonas. Juntas elas combateram a França e tribos vizinhas que violaram sua honra e escravizaram o seu povo; Americanah, minissérie adaptada por Danai Gurira baseada no romance homônimo de Chimamanda Ngozi Adichie, com a história de amor intercontinental de Ifemelu e Obinze, dois nigerianos que enfrentam as complexidades de raça e identidade distantes de casa e um do outro; e seu primeiro livro, Sulwe, que aborda o tratamento preferencial dado a quem tem a pele clara. O assunto é uma questão mundial que atinge crianças desde muito cedo e, tendo a própria atriz sofrido os nocivos efeitos da discriminação, revela com franqueza no livro infantil ilustrado como é crescer em um mundo que dá preferência para quem tem a pele clara. Uma história inspiradora que pretende ajudar as crianças a enxergar a própria beleza e a beleza dos outros.

No entanto, é sobre seu mais novo trabalho, Nós, novo longa de Jordan Peele que estreia hoje, 21 de março nos cinemas, que Lupita tem falado. Ela experienciou pela primeira vez a atuação em um filme de terror propriamente dito, que resgata a essência do gênero trabalhando-o em camadas com muitas interpretações, mas sem deixar o entretenimento direto de lado:

“Logo no início, eu perguntei ao Jordan que filmes haviam influenciado esta história ou a imaginação dele. Ele criou para mim uma lista de filmes como Voltar a Morrer (Dead Again, 1991), Medo (Fear, 1996), O Iluminado (The Shining, 1980), Alien, O Oitavo Passageiro (Alien, 1979) e Os Pássaros (The Birds, 1963). Aprendi muito com aquilo, não só para entender como que ele vê o mundo, mas também por momentos específicos daqueles filmes que ele homenageia em Nós.”.

No longa, ela representa dois dos papéis principais, realizando, além de uma excelente interpretação, proezas físicas nas coreografias de luta e um majestoso trabalho vocal para a expressão de Red, a sósia maligna de Adelaide Wilson, protagonista do longa ao lado de sua família.

Quando os Wilson – Adelaide (Lupita Nyong’o), Gabe (Winston Duke), Zora (Shahadi Wright Joseph) e Jason (Evan Alex) – aparecem pela primeira vez, eles são uma família comum americana a caminho das férias de verão em Santa Cruz, na casa onde Adelaide passou a infância. Como a maioria das famílias, eles são unidos e se amam mas têm alguns conflitos.

“O que eu adoro nos Wilson é que eles são harmoniosos e briguentos ao mesmo tempo. Gabe e Adelaide são pais muito dedicados à família e a fazer tudo funcionar”, diz a atriz.

Em uma das primeiras cenas gravadas, Jordan Peele e seus atores logo estabeleceram a energia e a dinâmica da família.

“A primeira vez em que vemos todos eles juntos é na mesa do café da manhã, com todas as piadas, críticas e coisas típicas de uma família”, continua. “As pessoas tomam lados nas questões e discutem. Temos a impressão de que Gabe e sua filha, Zora, estão do mesmo lado. Existe uma afinidade, uma ligação especial. O mesmo acontece com Adelaide e seu filho Jason. Vemos a dinâmica natural de uma família e foi mesmo muito agradável para mim, como atriz, fazer parte disso e ver Gabe e Adelaide se esforçando para encontrar essa ligação o tempo todo.”.

Para Lupita, a velha amizade com Winston Duke foi fundamental para o casamento de seus personagens.

“O Winston e eu nos conhecemos desde quando estudamos juntos. E, evidentemente, trabalhamos juntos por um breve período em um pequeno filme chamado Pantera Negra. Somos extremamente íntimos. Brigamos como se fôssemos irmãos. Somos como um velho casal. Então havia o conforto de saber que ele é alguém em quem eu confio pessoalmente e alguém cuja arte eu realmente admiro e respeito. O Winston é uma pessoa extremamente espontânea. Ele é muito gentil e destemido. É um ator corajoso e generoso, então foi muito bom confiar na nossa química e usá-la nas atuações. Nosso casamento no filme funcionou bem depressa”, disse a atriz.

No entanto ela também está do outro lado da trama, no antagonismo do filme, participando do grupo dos “sósias do mal”, os Acorrentados. Para ajudar a organizar o set e formalizar as personalidades distintas de cada personagem, Jordan Peele deu a cada sósia um nome próprio também: Red (Lupita Nyong’o), Abraham (Winston Duke), Umbrae (Shahadi Wright Joseph) e Pluto (Evan Alex).

“Este filme foi muito difícil porque eu nunca conheci a minha parceira de cena”, diz Nyong’o, rindo. “Eu fiquei muito nervosa mesmo com isso, pensando sobre como iria funcionar, mas, com um diretor como o Jordan, que também é um excelente ator, ajudou muito.”.

O resultado é um exame profundo da dualidade de todas as pessoas e um testamento do talento (e resistência) do elenco.

Na trama, Adelaide oculta um trauma de infância inexplicável e descobre que suas tentativas de suprimir o incidente agora ameaçam destruir não só a ela, mas seu marido e seus filhos. Sua sósia, Red, também é a líder da família dos Acorrentados e é quem comanda o ataque contra a família de Adelaide.

Lupita Nyong’o tem memórias bem nítidas de suas primeiras reuniões com Jordan Peele sobre esses papéis:

“No início, sempre que eu falava com o Jordan sobre os papéis, eu achava que teria que fazer cursos de filosofia, psicologia e sociologia da universidade para poder interpretá-los. Ele é muito detalhista e, na minha primeira leitura do script, percebi que havia nele mais significado do que parecia. Só depois de conversar com ele que eu entendi o quanto ele estava investigando e tentando incluir na história dentro desse gênero de terror”.

“Um dos temas que o Jordan disse estar interessado em explorar era a ideia de que um dos maiores defeitos da América é ser incapaz de reconhecer seus próprios demônios. É uma coisa poderosa de se fazer, porque auto aceitação de verdade é isso: a capacidade de reconhecer seu lado mais nobre e seu lado mais destrutivo. Fazemos julgamento das pessoas. Decidimos o que é bom e o que é ruim. Mas a verdade é que todos nós temos essa dualidade. É uma coisa realmente poderosa de se dizer, reconhecermos que o mal não é uma força externa, mas absolutamente parte da nossa experiência como seres humanos”.

Jordan Peele também lhe fez uma advertência antes de ela aceitar o papel duplo:

“Uma das primeiras coisas que o Jordan me disse foi: ‘Lupita, você vai ficar muito cansada’” ela diz, rindo. “E ele cumpriu a promessa! Parece até que fiz cinco filmes, e só fizemos um. Foi realmente intenso atuar nesse filme.”.

“Quando eu criei Adelaide e Red, tinha que honrar a especificidade com que Jordan havia escrito as duas personagens. Nossa história começa quando Adelaide tem nove anos de idade, e é bem precoce. Seu maior defeito é que ela não enfrenta os próprios medos. Ela teima em varrê-los para baixo do tapete. É claro que, com nove anos, ela se recusa a admitir principalmente seu medo de Thriller, de Michael Jackson”, diz a atriz, rindo.

Red é bem diferente:

“Red, na verdade, é uma manifestação dos medos da Adelaide, então eu quis explorar as duas personagens como entidades separadas, mas também como partes de um todo. Em seus maneirismos, tentei fazer com que houvesse uma ligação entre as duas, mas com distinções claras. Adelaide e Red são realmente duas partes de um todo, é uma coisa que este filme explora. Muitas vezes, achamos que o monstro vem de fora de nós mesmos, fora dos nossos limites, fora das nossas casas. Mas, nesta história, o monstro, apesar de externalizado, está de fato dentro de nós mesmos. Trata-se de aceitar isso ou, pelo menos, reconhecer”.

“O Jordan foi muito específico sobre o que achava que essas duas mulheres eram, mas deixou muito espaço para outras explorações. Ele viu Adelaide como alguém muito tranquila. Ela realmente busca a normalidade e tem uma máscara muito bem-sucedida. Foram ideias muito marcantes para mim”.

Ao desenvolver Red, Lupita Nyong’o e Jordan Peele conversaram muito sobre a psicologia dela e como ela se manifestaria em seus movimentos e comportamento.

“O Jordan usava muito a palavra ‘rainha’ para descrever Red. Ele disse que Red tem uma elegância exata, suavidade e paciência infinita. Aquelas palavras orientaram a minha forma de criar a personagem. No caso da Adelaide, todos os comportamentos e personalidade são construídos em termos de um naturalismo. Já com sua sósia, Red, eu usei uma abordagem mais estilística em seus maneirismos e toda a sua execução física. Foi divertido ter essas motivações contrastantes, porque não é uma tarefa fácil interpretar duas personagens na mesma história, especialmente duas personagens que são relacionadas tão intimamente”, diz Lupita.

“Uma das palavras que Jordan usava para descrever Red e seus movimentos foi, ‘barata’. Isso me ajudou muito, me ajudou a desenvolver Red com a energia de uma barata. Baratas fogem rapidamente e é muito difícil acertá-las, mas elas também ficam tão imóveis que não são notadas. Também são muito resistentes”, continua.

Ainda assim, alternar entre os dois papéis no duelo final exigiu um pouco mais de planejamento e uma estratégia ainda mais sólida:

“O desafio das cenas entre Adelaide e Red era qual lado filmar primeiro. Acabei descobrindo que a melhor coisa a fazer era filmar sempre a personagem que dominaria a cena primeiro, porque em seguida eu podia fazer a outra personagem reagindo de acordo”.

O próprio Jordan costumava fazer o outro papel sem aparecer na câmera, para orientar Nyong’o:

“Ele realmente se divertia com aquilo”, ela diz. “E me ajudou muito mesmo porque ele é muito bom na imitação, eu nem precisava ver as gravações. Eu podia simplesmente me concentrar no papel que estava fazendo em cada momento. Foi mesmo um desafio. Mas também é extremamente interessante preparar os dois lados do conflito de uma cena, ser a heroína e a vilã e perseguir os dois objetivos da forma mais fiel possível. Foi uma oportunidade incrível participar daquilo. Nós, atores, sempre reagimos a estímulos externos, mas, interpretando as duas personagens, eu tive o benefício de compreender também a vida interna de ambas e a dificuldade de entender o que está sendo revelado ou não”.

O contraste entre as atuações de Lupita Nyong’o como Adelaide e Red impressionaram o diretor, produtores e outros atores. Jordan Peele diz:

“Adelaide é a protagonista e matriarca do filme. Ela concentra a atenção da plateia e é nossa conexão emocional ao longo do filme. Mas, quando Lupita estava interpretando Red, algo totalmente diferente acontecia. Ela entrava e a gente sentia o ambiente gelar. Lupita tem uma presença incrível naquela personagem. Em poucos momentos após a primeira aparição de Red, já sabemos que ela tem o controle da situação”.

Também não há dúvida de que Red é a mente responsável pelo que está acontecendo à família Wilson:

“O dia do Desacorrentamento é um acontecimento”, diz Jordan Peele. “É o rompimento da conexão entre as duas entidades, por meio de assassinato. É uma ideia que Red vem preparando há bastante tempo”.

Vendo o filme, as distinções entre Adelaide e Red são tão precisas e detalhadas que o espectador logo esquece que é a mesma atriz fazendo os dois papéis. O produtor Sean McKittrick diz:

“Quando ela interpreta a sósia Red, ela se torna verdadeiramente uma pessoa diferente, quase fisicamente. Às vezes, a gente nem percebe que é a mesma atriz, porque a atuação de Lupita é mesmo muito forte. O filme dá aos atores uma excelente oportunidade de explorar o lado sombrio de seus personagens, que é o que o filme também nos desafia a fazer como espectadores”.

Para os colegas de elenco, trabalhar com Nyong’o foi como a melhor aula possível. Winston Duke, que a conhece desde que frequentaram juntos a escola de Yale e atuaram em Pantera Negra, diz:

“Adelaide e Red são personagens incrivelmente desconfortáveis, e a Lupita faz isso com muita graça, força e cor. Ela faz escolhas ousadas, é lindo de se ver. Ela é sempre muito preparada e é uma parceira de cena generosa. Nós nos divertimos muito, pois sabíamos que podíamos confiar um no outro.”.

Os atores que interpretam as crianças também aprenderam muito vendo como Lupita trabalhava e interagia com o elenco e a equipe, assim como aprenderam vendo suas atuações. Shahadi Wright Joseph diz:

“A Lupita é muito profissional e gentil com todo mundo. Ela trata todo mundo igual, adoro isso nela. É como uma mãe de verdade. Ela é fiel ao que faz e, quando é hora de trabalhar, ela trabalha, podemos brincar depois das cenas”, ela ri. “Isso é bem legal e eu gosto de ver os dois lados dela como a Mãe Trabalhadora e a Mãe Divertida”.

Evan Alex acrescenta:

“Estou muito feliz por ter trabalhado com a Lupita. Ela é muito gentil e eu aprendi muito com ela. Ela teve muito treinamento formal e me inspirou a querer ser um ator melhor, como ela. Então eu pratiquei exercícios com ela. Foi excelente. Eu realmente espero poder trabalhar com ela novamente”.

Jordan Peele avalia que Lupita Nyong’o provou ser uma parceira criativa ideal na realização desse novo mundo e personagens na tela:

“A Lupita atinge uma dualidade incrível com esses papéis. Ela se lança à emoção de uma personagem como ninguém com quem eu já trabalhei antes. Ela é muito dedicada e detalhada em sua preparação. Ela tem posturas emocionais fortes, então era difícil alternar as personagens de um dia para o outro. Eu disse a ela que teria um trabalho bem intenso neste filme e que ela teria que estar preparada. E ela foi muito esforçada, fez tudo que podia.”.

Segundo a atriz, grande parte desse mérito vem da direção:

“Jordan Peele é um dos melhores comunicadores que eu já conheci. Ele também é compassivo e muito calmo! Tive conversas longas com ele antes da filmagem, e ele sempre foi muito aberto e muito específico sobre o que queria. Embora o trabalho fosse bem difícil, Jordan dava para mim e todo o elenco um espaço seguro para fazermos coisas perigosas e selvagens. Estou muito impressionada com a sua mente e como ela funciona, seu cuidado com os detalhes, seu conhecimento do gênero de terror e de cinema em geral. Ele homenageia os filmes e cineastas que ele adora. A gente sente bem isso no seu trabalho. Ele transmite isso e nos leva para essa missão. Sem dúvida, é a melhor maneira de criar, que é quando todos nós sabemos qual é o conceito. E o Jordan está sempre fazendo o seu filme favorito. Essa paixão, esse entusiasmo, são contagiantes. Eu trabalharia com ele novamente muitas e muitas vezes”.

 

Nós é um filme impressionante em muitos aspectos e um deles é, sem dúvida, Lupita Nyong’o. Nossa crítica do filme pode ser conferida no Ultimato de 19 de março e uma matéria especial sobre Jordan Peele pode ser conferida aqui.

 

Nós

Sinopse: Adelaide (Lupita Nyong'o) e Gabe (Winston Duke) decidem levar a família para passar um fim de semana na praia e descansar em uma casa de veraneio. Eles viajam com os filhos e começam a aproveitar o ensolarado local, mas a chegada de um grupo misterioso muda tudo e a família se torna refém de seus próprios duplos.

 

Lupita Nyong’o e Nós: a trajetória de uma atriz queniano-mexicana em Hollywood 2

 

Trailer:

 

 

 

 

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