Com a pandemia ainda afetando os cinemas, coube a Netflix lançar A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas da Sony aqui no Brasil.

O filme, que reúne a dupla de produtores por trás de Homem Aranha no Aranhaverso para mais uma aventura repleta de emoções.

É claro, “repleto de emoções” é uma das frases mais clichês que podem ser usadas para descrever um filme, principalmente se imaginar a voz da sessão da tarde. Mas acredite, as emoções são muito variadas neste filme que apesar do título, tem mais de um conflito acontecendo.

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A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas (2021) - O Ultimato 1

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Qual é a trama de A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas

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A história gira em torno de uma família “disfuncional”, afinal famílias de filme costumam ser perfeitas, a menos que a trama do filme exija que elas sejam disfuncionais.

Katie Mitchell está desesperada para ir para a faculdade, para encontrar sua tribo, visto que cada dia mais se sente desconectada de sua família (adolescência o nome). Seu pai Rick, numa última tentativa desesperada de se reconectar com sua primogênita a coloca, junto com o pequeno Aaron e sua esposa Linda dentro do velho carro para cruzar o pais até a faculdade.

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A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas

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Totalmente alheio aos anseios da família, em outro ponto do pais, Mark Bowman anuncia a evolução de sua inteligência artificial Pal, porém, como esperado, tudo dá errado quando ele acaba dando início a revolução das maquinas.

Enquanto todos os humanos ao redor do mundo começam a ser capturados, numa crítica muito inteligente a dependência humana dos aparelhos e das redes wi-fi. Numa combinação de sorte e alivio cômico, a família Mitchell se torna a última esperança da humanidade. Pelo menos se depender de Katie.

Esse não é um filme de apocalipse típico. Ainda que a rebelião das maquinas pareça num primeiro momento a verdadeira ameaça do filme, na verdade, essa seria a própria família Mitchell. Em filmes com o os Vingadores e a Liga da Justiça (e vários outros), vemos um grupo de estranhos se unir contra uma ameaça.

Mas aqui, é uma família que precisa se unir e encontrar os laços que foram perdidos com o tempo. Rick é um tremendo tecnofóbico enquanto Katie é uma amante das artes e isso acabou os separando, levando a situação apresentada no começo do filme. Se a família não puder se unir, então a humanidade estará mesmo perdida.

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Vale a pena ver A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas

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A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas

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Bom, para quem já paga Netflix ele sai na faixa (estou te vendo premium acess do Disney+), então sempre compensa dar uma chance.

Mas mais do que isso, o filme tem um roteiro muito interessante uma vez que une dois dos assuntos que parecem mais clichês (“viagem de família” e “rebelião das máquinas”) em uma história completamente absurda.

O visual do filme lembra em muito o de Homem Aranha no Aranhaverso, onde em diversos momentos a animação troca de estilo para se enquadrar a narrativa. Aproveitando o background de Katie como uma youtuber, o filme aproveita isso para inserir como alivio cômico: memes, filtros de Snapchat e coisas do tipo que estamos acostumados a ver na internet.

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A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas

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Em suma, o filme tem pontos muito positivos, seja a animação ou seus personagens. Seja o desespero de Katie para retomar seus planos de vida, ou toda a peculiaridade de Rick e seus costumes para lá de pitorescos. Linda e Aaron ainda que pouco mencionados aqui nesse texto tem também diversos momentos de brilhar e suas personalidades também contribuem com o clima do filme.

E eu nem mencionei o melhor personagem do filme: o pug Monchie!

Brincadeiras à parte, esse filme com certeza é para a toda a família e segue muito bem os passos de Aranhaverso ao incorporar a transição de estilos de animação como parte da narrativa. Se estivesse nos cinemas, com certeza também valeria o ingresso. Mas não estando, pegue a pipoca, se aconchegue no sofá e curta esse lançamento da Netflix.

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Ultimato do Bacon

Avaliação: Ótimo!

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Créditos:
Texto: João Pedro Maia
Imagens: Reprodução
Edição: Diego Brisse
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