por Alexandre Baptista

 

A dica de hoje é um reflexo da contemporaneidade. O Irlandês (The Irishman, 2019) é o novo filme de Martin Scosese, que estreou em circuito restritíssimo nos cinemas brasileiros no começo do mês e debutou na Netflix nesta semana.

Aclamada como a obra-prima do diretor, a produção conta com Robert De Niro, Al Pacino, Joe Pesci, Anna Paquin, Jesse Plemons, Harvey Keitel e Ray Romano num filme de máfia que revisita os mitos acerca da morte de Jimmy Hoffa.

No entanto, a dica vai menos para os leitores e mais pra mim mesmo, como um lembrete de que o final de semana não pode passar sem que eu confira o longa. Exatamente. Estou recomendando um filme sem ter assistido. Percebeu que não tem link pra crítica completa dele (ainda)?

Isso porque Matin Scorsese é um dos maiores diretores da história do cinema. Certamente um dos três melhores ainda vivos. E, apesar de sempre querer conferir algo antes de me convencer da sua qualidade, lembro que estamos falando do mesmo diretor que assinou Taxi Driver – Motorista de Táxi (Taxi Driver, 1976), o equivocado New York, New York (1977), o filme documentário magnífico da The Band, Last Waltz – O Último Concerto de Rock (Last Waltz, 1978), Touro Indomável (Raging Bull, 1980), O Rei da Comédia (The King of Comedy, 1982), o clipe de Bad (1987) de Michael Jackson, Os Bons Companheiros (Goodfellas, 1990), o remake de Cabo do Medo (Cape Fear, 1991), Cassino (Casino, 1995), Kundun (1997), Gangues de Nova York (Gangs of New York, 2002), O Aviador (The Aviator, 2004), Os Infiltrados (The Departed, 2006), A Ilha do Medo (Shutter Island, 2010), A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2011), O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street, 2013), só pra citar os mais importantes.

Ou seja, mesmo que o filme seja ruim, o que é pouquíssimo provável, como espectadores temos quase que obrigação em conferir uma nova obra de Scorsese. Seu conjunto de trabalho é tudo, menos irrelevante.

E ainda que você esteja de nariz torcido em função das declarações recentes do diretor acerca dos filmes da Marvel (e de super-heróis em geral), é importante lembrar que, apesar de reconhecer alguns furos no discurso do cineasta – que se corrigiu posteriormente – parte de sua fala está corretíssima e é de suma importância para a sobrevivência da arte cinematográfica. A respeito disso, falamos mais neste Costelinha, o podcast do Ultimato do Bacon.

A produção de Scorsese influenciou uma vasta gama de cineastas ao longo da história, seja em sua edição, planos de câmera e direção de arte. Só para citarmos um pequeno exemplo, levando em conta o fenômeno de bilheteria mais recente, basta analisarmos o filme de Todd Philips, Coringa (Joker, 2019) frente a filmes como O Rei da Comédia, Taxi Driver e até mesmo, em menor grau, Os Bons Companheiros, para notarmos a importância da filmografia do diretor nas obras atuais.

Com anúncios de um final de semana chuvoso em grande parte do país, O Irlandês é uma pedida perfeita: com três horas e meia de duração, é o programa ideal para ser acompanhado de um balde de pipocas, bebidas à escolha, um edredon e uma poltrona bem confortável ou algo similar.

Caso você se importe com notas e cotações, é bom saber que o filme tem 96% fresh no Rotten Tomatoes e 86% na nota da plateia.

Agora, se você assim como eu não ligar pra isso, mas for um fã de carteirinha do cineasta, babando inclusive no filme-documentário Shine A Light (2008) dos Rolling Stones, acredito que seja certeza de que vamos curtir essa dica e nos maravilharmos com um filme incrível; um dos melhores do ano!

 

 

O Irlandês está disponível na Netflix!

 

Trailer:

 

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Fique ligado no Ultimato do Bacon todas as sextas-feiras para mais Dicas de Streaming!

 

 


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