por Alexandre Baptista

 

Na semana passada, a dica foi de um filme sobre viagem no tempo (que não era bem sobre isso), o que me inspirou a indicar, nesta semana, um filme sobre loop temporal.

Confira nossa lista de filmes com viagens no tempo clicando aqui.

ARQ (2016) é uma ficção científica bastante interessante. Produção americo-canadense, foi exibido no Festival de Toronto daquele ano e distribuído pela Netflix mais tarde.

Com apenas 98 minutos e um orçamento baixo para este tipo de filme, concentra toda a ação dentro do mesmo cenário – a exceção de uma única cena curtinha que estabelece a vizinhança da casa em que tudo se passa. Com isso, o filme escrito e dirigido por Tony Elliott se apoia quase que totalmente no roteiro – que é simples, direto e bastante envolvente.

Robbie Amell (o Ray Raymond de The Flash, primo de Stephen Amell de Arrow) interpreta Renton, um rapaz que acorda ao lado de Hannah (Rachel Taylor, a Trish Walker de Jessica Jones) e vê seu apartamento invadido por pessoas com máscaras. A cena termina bruscamente com uma arma disparada e o rapaz acordando novamente – estaria ele sonhando? Em pouco tempo o espectador já se vê na dinâmica de um loop temporal em um mundo pós-apocalíptico em que o Bloco luta contra a Corporação Torus.

Não vamos dar spoilers aqui, afinal o filme é realmente curtinho – especialmente em vista de seu dinamismo nas cenas. Espere pequenas reviravoltas a todo momento, alterando o contexto geral – fazendo com que o loop tome novas características a todo instante não porque algo de fato mudou, mas porque foi alterada a percepção do personagem sobre alguns fatos.

Apesar do tema ser atualmente bastante explorado, ARQ faz valer a pena. A condução do filme é ágil, a direção é bastante boa e a atuação do elenco é sólida. A trilha sonora auxilia bem o filme e os efeitos são convincentes.

A mágica do cinema e a competência acima descrita, faz com que o espectador não perceba que, no fundo, o cenário é basicamente um quarto – cujo colchão não tem nem lençóis – e uma sala com um cilindro de macarrão tamanho família, girando incessantemente, sem produzir nenhuma massa – mas distribuindo choques de alta voltagem nas pessoas. Ficção científica da melhor: baixo custo, alta qualidade.

Como sempre, fica minha sugestão – vai por mim, você vai curtir bem mais o filme assim – NÃO VEJA O TRAILER. Em seus 1:34, o trailer dá conta de mostrar basicamente metade do filme. E como dizem os sábios, não é o destino final o que importa e sim a jornada que te levou até lá.

O que torna ARQ ainda mais interessante é que, geralmente, filmes de loops temporais possuem eventos que são gatilhos para tais loops. Mas não aqui. Aqui o loop temporal tem uma causa conhecida. Ele é de certa forma controlado e está mais para uma ferramenta do roteiro que a força motriz do longa.

E é justamente essa pequena mudança na abordagem que torna ARQ um filme único dentro de um tema tão explorado.

 

ARQ está disponível na Netflix!

 

 

Trailer:

 

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