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Conheça o mangá Os Cavaleiros do Zodíaco: Dark Wing de Kenji Saitô e Shinshuu Ueda

Em 11 de Abr de 2023 3 minutos de leitura
Conheça o mangá Os Cavaleiros do Zodíaco Dark Wing de Kenji Saitô e Shinshuu Ueda apa

A franquia de Saint Seiya (Os cavaleiros do zodíaco) não para de se expandir. Além de animações, e um filme live-action, nas páginas em preto e branco não param de surgir spin-offs.

Em Novembro de 2020 foi anunciado mais um deles, intitulado “Seinto Seiya Meiō Iden Dāku Uingu (Saint Seiya: Outra Saga de Hades – Asa Sombria) – ou simplesmente  Dark Wing, que é como os fãs acostumaram-se a chamar a obra – com roteiro de  Kenji Saitô e arte de Shinshuu Ueda, e, como todo spin-off da série, sob supervisão de Masami Kurumada (será?).

Com seu primeiro capítulo sendo lançado já no mês seguinte, o mangá logo chamou atenção por ser uma espécie de ‘isekai’ (histórias em que o protagonista é transportado para um mundo paralelo) no mundo de CDZ. 

Dica para o leitor: Nós já fizemos uma matéria sobre outro spin-off da franquia, chamado Episódio G, de Megumo Okada, que está sendo relançado no Brasil. Clique aqui para conferir.

A Trama de Os Cavaleiros do Zodíaco: Dark Wing

Na trama de Dark Wing, conhecemos um jovem do ensino médio, chamado Shoichiro, em uma viagem de navio da sua escola, que aparentemente é ligada à fundação Graad.

Um acidente acontece, e ele acaba caindo nas águas do oceano, ao tentar salvar sua colega de classe Yoruhime. Depois de um ano dormindo, Shoichiro acorda nos Elísios sendo chamado de Wyvern.

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Um dos pontos interessantes da história é o leitor ter uma batalha já tão explorada na franquia, só que agora do ponto de vista de Hades e seu exército (algo semelhante ao que foi feito no especial ‘O Mito dos Cavaleiros Renegados’).

Com o personagem principal sendo um dos três juízes, o lado de Hades é muito melhor desenvolvido, com as motivações traçadas e explicadas. Além disso, espectros ganham grande destaque e simpatia do público, como Zhu de Harpia e Charlotte de Necromancer, e fazem o leitor se questionar se torcerão para os cavaleiros de Atena nesta guerra santa.

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Mesmo com vários personagens novos, Kenji Saitô não ignora completamente a obra clássica, e traz de volta conceitos e elementos. O grande desafio de Dark Wing é o mesmo de todas as outras obras de CDZ: Como conquistar os fãs, fazendo uma história nova, sem abandonar elementos clássicos?

Quando Kenji Saitô traz esses elementos de volta para sua obra, a chance de algo ficar confuso, ou incoerente, aumenta, e torcemos para que ele resolva bem as pontas deixadas.

A relação de Wyvern e Pandora, coisa que Kurumada deixou ‘pitadas’ na série original, aqui é um dos principais pontos chaves da história, com os dois descobrindo seus papéis na Guerra. Mas, nada será fácil e eles ainda tiveram uma surpresa desagradavel: o irmão de Shoichiro e sua melhor amiga de infância, estão do outro lado da Guerra – no lado de Atena.

Tal qual vimos em Lost Canvas, relações antigas e poderosas serão abaladas e colocadas à prova. Paralelo a isso, mesmo com todo esse conflito, além de belas cenas de poderes como uma boa obra de Cavaleiros, Kenji Saitô ainda coloca pitadas de humor e romance, para dar leveza aos capítulos – o que pode soar estranho para quem queria um mangá em um ritmo mais frenético.

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Outra semelhança com Lost Canvas é o traço de Shinshuu Ueda, que está mais próximo do que Shiori Teshirogi fez em sua série, do que Masami Kurumada fez na obra original.

Alguns personagens andrógenos também aparecem, mas não na quantidade que Megumo Okada faz em seu episódio G. Com um traço fino e estiloso, puxando o estilo um pouco para shoujos nos momentos de comédia e flertes, Ueda acerta também nos designs, e coloca cavaleiros com aparências completamente diferentes daqueles que estamos acostumados, em armaduras e sapuris conhecidos do público.

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Mesmo com um tema já batido na franquia – A guerra santa contra Hades – Dark Wing se destaca por explorar o outro lado da batalha, colocando o personagem principal do lado do Imperador do Inferno. Atrelado a isso, temos uma obra ‘isekai’, com pitadas shoujo, mas sem deixar de lado as lutas e poderes já característicos da franquia. 

Essa combinação de explorar algo já conhecido, sob outra ótica, com narrativas novas, é um dos principais pontos positivos da série. Com o conflito principal dos personagens que tende a crescer, na medida em que a guerra se intensifica, Dark Wing desponta como um dos mais curiosos e intrigantes spin-offs de cavaleiros, e pode agradar tanto fãs antigos, quanto ser uma boa porta de entrada para a franquia.


Créditos:
Texto: Breno Raphael
Imagens: Reprodução
Edição: Diego Brisse
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