Com a chegada da continuação do filme de 2009 aos cinemas esta semana, elencamos cinco dos maiores exemplos do gênero

por Alexandre Baptista

 

Zumbilândia: Atire Duas Vezes (Zombieland: Double Tap, 2019) chega aos cinemas nesta quinta-feira, 24 de outubro, e por este motivo o Ultimato do Bacon decidiu trazer para vocês uma lista com os cinco maiores filmes de zumbis em nossa modesta opinião.

Confira nossa crítica de Zumbilândia: Atire Duas Vezes

A lista já começa quebrando a própria regra, já que o primeiro indicado não é um filme, mas uma saga que conta com 6 filmes – mais dois spin-offs a caminho – sem contar os diversos remakes e sátiras; e o último, um bônus, trata-se de uma série, atualmente com oito episódios.

Além disso, estamos deixando o Zumbilândia (Zombieland, 2009) original de fora, por motivos óbvios.

Então, para você que está sedento por miolos e não liga que cinco nem sempre é cinco, vamos à lista!


1 – Saga dos Mortos de George A. Romero (1968 – atual)

 

 

Tudo começou com A Noite do Mortos-Vivos (Night of the Living Dead, 1968), dirigido por George A. Romero a partir do roteiro dele e de John A. Russo.

Foi ali que mortos-vivos, contaminados por uma estranha radiação de uma sonda que retornou de Vênus passaram a caminhar, atacar e contaminar os humanos ainda vivos.

No entanto, a partir do sucesso deste primeiro filme, que inaugurou o gênero “apocalipse zumbi” nos cinemas, ambos os criadores seguiram caminhos separados: Russo seguiu com a saga dos Mortos-Vivos, enquanto Romero desfiou mais alguns filmes dos Mortos.

Fazem parte da saga, além deste primeiro, mais cinco filmes, todos excelentes apesar de alguns serem obviamente melhores que outros: Despertar dos Mortos (Dawn of the Dead, 1978), sem dúvida o melhor de todo o gênero, em que o grupo de sobreviventes se refugia em um shopping center; Dia dos Mortos (Day of the Dead, 1985) em que, com os EUA dominados pelos zumbis, um grupo de cientistas segue buscando uma cura em uma base militar – tido por muitos como o mais fraco da série; Terra dos Mortos (Land of the Dead, 2005) em que a sociedade começa a se reestruturar após o apocalipse zumbi e os mortos passam a desenvolver certa inteligência – num clima meio “Mad Max”; Diário dos Mortos (Diary of the Dead, 2007) em que a trama acompanha estudantes de cinema e vloggers que documentam a queda da sociedade para os zumbis, arriscando suas vidas por views e likes; e A Ilha dos Mortos (Survival of The Dead, 2009), vencedor do Leão de Ouro em Veneza em 2009, que traz a disputa entre duas famílias pelo controle de uma ilha, um dos últimos redutos do mundo ainda não dominado pelos mortos; o longa trata do embate entre as políticas de extermínio adotadas por uma das famílias e a de preservacionismo, adotada pela outra.

Segundo informações, dois longas póstumos ainda estão em projeto: Road of the Dead, baseado em um roteiro de George A. Romero em parceria com Matt Birman e Rise of the Living Dead, uma prequela escrita e a ser dirigida por George Cameron Romero, filho de George A. Romero.

 

2 – Madrugada dos Mortos (Dawn of the Dead, 2004) de Zack Snyder

 

 

Zack Snyder está hoje entre o céu e o inferno dependendo de quem é questionado acerca do diretor. Alguns dos fãs vêem no cineasta um gênio incompreendido e injustiçado; alguns dos detratores vêem nele um picareta limitado que deu sorte por um tempo, mas perdeu tudo ao apostar alto demais.

Fato é que Snyder tem sim bons trabalhos, especialmente em sua estreia em Hollywood, com o remake de Despertar dos Mortos, rebatizado no Brasil de Madrugada dos Mortos (Dawn of the Dead, 2004).

Não é todo diretor que consegue igualar uma grande obra de um dos mestres e criadores de um gênero. Snyder em sua estreia na direção fez isso de maneira empolgante e competente: sem tentar imitar o estilo de Romero, utilizou algumas das ideias do universo dos mortos e descartou outras.

O roteiro, de ninguém menos que James Gunn, também ajudou muito e as pequenas subversões do cânone romeriano funcionaram perfeitamente para atualizar o clássico: zumbis mais velozes e menos tapados e um final mais incômodo. No entanto, a essência permanece a mesma – um grupo de sobreviventes ao apocalipse zumbi que busca refúgio e tenta sobreviver dentro de um shopping center.

Se você assistir a cena de abertura do filme, com o take que vai abrindo o enquadramento aos poucos, mostrando a dimensão da catástrofe em um plano aberto, logo após os créditos iniciais que resumem o apocalipse em menos de três minutos e não se sentir fisgado pelo longa, talvez filmes de zumbi não sejam sua praia.

 

3 – Extermínio (28 Days Later…, 2002)

 

 

Antes de Cillian Murphy dar vida ao Espantalho em Batman Begins (2005), ele estrelou este maravilhoso filme dirigido por Danny Boyle a partir do roteiro de Alex Garland.

No longa ele é Jim, um jovem que acorda em um hospital após ter estado em coma. No entanto, o hospital está deserto, destruído e abandonado. Assim também está toda a cidade de Londres.

A cena de abertura do longa, que mostra ativistas ambientais libertando chimpanzés de um laboratório que fazia experimentos com uma mutação do vírus da raiva neles está ali somente para sedimentar a fonte da contaminação zumbi e justificar o título original do longa: Jim acorda para um mundo pós-apocalíptico 28 dias depois dessa primeira cena.

No entanto, é a sequência inicial de Jim que realmente deixa os espectadores impressionados – as primeiras cenas de Rick Grimes, no hospital, no primeiro episódio da série de The Walking Dead, certamente tiveram de onde puxar uma ou duas referências.

Além disso, o filme toma novas características ao longo da trama, tendo momentos de união familiar, uso de alucinógenos e, em seu terço final, uma conclusão bastante inesperada, surpreendente e diferente da que se esperaria para um filme de zumbis.

Novamente, talvez a inovação de Robert Kirkman tenha uma origem…

 

4 – Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead, 2004)

 

 

O primeiro e mais interessante dos filmes da Trilogia do Cornetto de Edgar Wright é uma paródia dos filmes de zumbi de um modo geral mas mais especificamente de Despertar dos Mortos.

No entanto, Shaun (Simon Pegg) e seu grupo fazem sua resistência não em um shopping center, mas sim em um pub inglês – o Winchester.

Toda a sequência de abertura do longa é dedicada em estabelecer a rotina da cidade, numa espécie de “apocalipse zumbi pré-apocalipse”, em que pessoas normais, não infectadas, participam de um cotidiano repetitivo e apático, pouco diferente do comportamento dos zumbis – como as cenas seguintes vêm a mostrar.

Um filme que abusa de elementos engraçados, piadas e situações desconfortáveis, Todo Mundo Quase Morto, no entanto, não cai no pastelão, mantendo um nível alto de reverência ao gênero de zumbis, realizando, mesmo entre gags e caretas, uma excelente crítica social e dos relacionamentos humanos, com tiradas sarcásticas e inteligentes.

Bem, nem sempre…

“Hey, me desculpa Shaun…”

 

 

5 – Invasão Zumbi (Busanhaeng, 2016)

 

 

Apesar de recente, o longa coreano que é mais conhecido pelos espectadores como Train to Busan é uma grata surpresa dentro do gênero de zumbis.

O estereótipo de zumbis aqui é o de “corredores”, aqueles velozes e praticamente indestrutíveis, que usam de qualquer meio e método para atingir seu objetivo, seja quebrar um vidro com a cabeça ou formar uma “onda zumbi” para superar algum obstáculo mais alto.

Na trama, Seok-woo (Yoo Gong), empresário obcecado por trabalho, leva sua filha de Seoul para Busan de trem, enquanto o apocalipse zumbi começa a se desenrolar na cidade.

As coisas se complicam para ele e demais passageiros quando uma pessoa infectada consegue entrar no trem.

Além dos dilemas vividos pelo típico grupo de sobreviventes que tenta chegar à cidade de Busan, elemento básico nos filmes de zumbis, o longa surpreende pela qualidade de seu ritmo e pelo clima de tensão magistralmente construído ao longo das cenas.

O final pode parecer um tanto óbvio para alguns, mas não deixa de ser corajoso e bastante em sintonia com o longa como um todo, fugindo um tanto dos finais esperados pelo público ocidental.

Elogiado por Edgar Wright, o longa ainda teve uma prequela animada lançada no mesmo ano, Estação de Seul (Seoul-yeok, 2016), que trata da história de um pai e sua filha desaparecida.

 

Bonus – Black Summer (2019 – atual)

 

 

Sugestão tanto do Lucas Souza quanto do Diego Brisse, confesso que ainda não conferi a série que tanto empolgou meus parceiros de Ultimato do Bacon.

A Dica de Streaming de Black Summer pode ser conferida aqui.

Ao que parece, o ritmo e a tensão da série são dignos dos grandes longas do gênero e o cânone destes zumbis vai para o lado, mais uma vez, dos “corredores” com alguma inteligência – o que torna o perigo para os sobreviventes ainda maior.

Com oito episódios e uma possível renovação para segunda temporada, é uma lição de casa que pretendo realizar muito em breve.

Alguém mais me acompanha?

Afinal, grupos sobrevivem por mais tempo ao apocalipse zumbi.

 

O que achou da nossa lista?

Deixe nos comentários suas sugestões a respeito!

E não deixe de conferir Zumbilândia: Atire Duas Vezes nos cinemas!

 

Zumbilândia: Atire Duas Vezes

Sinopse: Uma década depois de Zumbilândia se transformar em um hit cult, o elenco original (Woody Harrelson, Jesse Eisenberg, Abigail Breslin e Emma Stone) se reúne ao diretor Ruben Fleischer (Venom) e roteiristas Rhett Reese & Paul Wernick (Deadpool) para Zumbilândia: Atire duas vezes. Na sequência, esses quatro caçadores devem seguir através do hilário caos que se espalhou desde a Casa Branca até o coração do país, para novamente combater os novos tipos de zumbis que evoluíram desde o primeiro filme; e também lidar com alguns sobreviventes humanos. Mas, acima de tudo, eles devem lidar com os problemas de relacionamento que surgem em seu sarcástico e improvisado núcleo familiar

 

Trailer

 

 


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