Black Summer da Netflix me parece a evolução natural de “The Walking Dead”. Se aproveitando dos caminhos já abertos por Kirkman, o seriado segue em uma outra linha que acaba tornando-o mais refinado e atrativo que o original – chegando a ganhar elogios de Stephen King.

Conheça mais sobre Black Summer

Criada por Karl Schaefer e John Hyams, “Black Summer” chegou à Netflix em 11 de abril e sua primeira temporada conta com 8 episódios. A série ganha em dois aspectos muito importantes: ritmo e coerência. Sua história é dividida em alguns personagens (que morrem a qualquer momento e sem o dramalhão de outras séries) que vão tendo suas tramas cruzadas em diversos pontos.  Isso nos obriga a acompanhar diversos núcleos que passam por situações diferentes e absurdas até que suas histórias se cruzem.

Um dos pontos que me atrapalha em “The Walking Dead” era a incoerência da transformação – em alguns momentos o cadáver demorava horas para renascer como um morto-vivo e em outros isso acontecia instantaneamente. Em “Black Summer” a transformação SEMPRE é instantânea – isso aumenta o senso de perigo e deixa os personagens cada vez mais paranóicos – o que rende ótimas cenas de perseguição.

Black Summer (Netflix) - Dicas de Streaming 1

Zumbis são “turbinados” em “Black Summer”

As perseguições que acontecem no seriado “Black Summer” vão te deixar muito aflito. Ao contrário dos zumbis de outros seriados, esses parecem parentes de Usain Bolt e correm absurdamente rápido, além de serem fortes e apresentarem um certo nível de inteligência. Uma ameaça tamanha que faz com que qualquer contato seja perigoso e definitivo (aquelas cenas com facas e aproximação tranquila não tem vez aqui).

Outro grande mérito da série, que não tem medo de nos assustar, é a criatividade. As situações dessa primeira temporada envolvem de tudo. Ladrões, perseguições em tubos de ar, confinamento em restaurantes e colégios mal assombrados.

Os atores de “Black Summer” são outro ponto forte, já que eles souberam dar o tom do seriado e nos envolver. Destaque para a veterana Jaime King (que atuou em “As Branquelas”), Justin Chu Cary e Sal Velez Jr.. Todos eles entregam atuações que nos convencem do perigo e mostram um desespero real – mesmo sem se aprofundar demais no passado dos personagens, o seriado consegue gerar uma empatia grande!

Black Summer (Netflix) - Dicas de Streaming 2

“Black Summer” traz tensão do início ao final de seus 8 episódios

O último grande ponto forte do seriado é a sua montagem. O seriado soube trabalhar bem a passagem do tempo e brinca com ele para nos deixar perdidos (e curiosos) ou para encaixar as histórias dos diversos núcleos. O fato é que a não linearidade ajuda demais a dar dinamismo a história – e ver a mesma cena de diversos ângulos é extremamente divertido em um apocalipse zumbi!

“Black Summer” se aproveita dos caminhos e do hype criado por “The Walking Dead” para entregar um seriado mais bem feito e coeso do que seu antecessor. As situações de perigo são extremamente reais e os zumbis não precisam estar em bando para serem um verdadeiro perigo. A coesão chama a atenção – os zumbis SEMPRE fazem barulho e as pessoas SEMPRE se transformam imediatamente após morrerem – e nos faz pensar cada vez mais sobre o que fazer para sair da situação em que os personagens se encontram.

Se você é fã de terror e zumbis, sua próxima série favorita já está no ar!

 

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Black Summer está disponível na Netflix!

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Créditos:

Texto: Lucas Souza

Imagens: Reprodução

Edição: Alexandre Baptista

Texto publicado originalmente em 26 de abril de 2019. Atualizado em 09 de abril de 2020.

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