Quem nunca se pegou pensando no quanto a cronologia dos X-Men é confusa? Foi para sanar esse problema que Ed Piskor surgiu com a ideia para X-Men Grand Design e a Marvel topou a empreitada. O trabalho de Piskor não é nada menos do que hercúleo, afinal ele se propôs a “passar a limpo” mais de 3 décadas de histórias.

 

X Men Grand Design imagem pagina Ultimato do Bacon

 

Conheça X-Men Grand Design

A saga de Piskor foi dividida em 3 eras, com duas edições cada. A primeira a ser lançada pela Panini reconta as origens dos X-Men, com direito a uma reimpressão da primeira edição da equipe.

Anos e anos depois, a origem do grupo se tornou muito mais complexa, com diversas camadas adicionadas. Utilizando-se do vigia Uatu, Piskor faz um bom trabalho de revisão, começando com uma breve recapitulação das “aberrações” e como elas eram vistas pela sociedade, até o ponto em que Namor ataca os Estados Unidos, 20 anos antes mesmo da criação dos X-Men, contribuindo para o medo contra os mutantes.

Piskor reconta brevemente os primeiros anos de Xavier, como a morte de seu pai e o segundo casamento de sua mãe que o colocam como irmão adotivo de Cain Marko, que anos depois virá a ser o vilão Juggernaut. Simultaneamente, ele também reconta a origem do melhor amigo e nêmeses Magnus, incluindo sua fuga dos campos de concentração.

 

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Muito antes da primeira missão dos X-Men mostrada na #1, X-Men Grand Design de Piskor mostra muito bem diversos dos retcons que foram inseridos ao longo dos anos, além de detalhes das vidas de cada um dos membros antes de que fossem recrutados por Xavier, como por exemplo o primeiro encontro entre o professor e Ororo e o decorrente embate psíquico com o Amahl Farouk, o Rei das Sombras.

Quanto aos demais, o despertar dos poderes da jovem Jean é o estopim para mudar a trajetória da entidade cósmica Fênix e colocar os olhos de diversas espécies alienígenas no planeta terra. Além disso, também são mostradas as manipulações que o jovem Scott Summers sofreu nas mãos do vilão Senhor Sinistro em sua busca de aprimorar sua pesquisa.

Ainda que alguns detalhes sejam ignorados, conforme eu já mencionei anteriormente, a missão a que Piskor se submeteu era incrivelmente difícil, e X-Men Grand Design é a prova de que ele entrou de cabeça neste projeto.

 

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Ainda que ele ignore por exemplo a “irmã” de Xavier (falamos dela em nossa lista de vilões dos X-Men), ele inclui na história o conto de como Charles perdeu o uso das pernas e até mesmo como ele conheceu Gabrielle Haller, a mãe de seu filho David, o mutante ômega conhecido como Legião.

Piskor também é responsável pela arte. Para quem não está familiarizado, ele escreveu e desenhou Hip Hop Genealogia pela qual foi premiado com um Eisner. Seus desenhos emulam perfeitamente o ar dos anos 60, contribuindo ainda mais para o ar nostálgico da obra.

Além de X-Men Grand Design, baseado nos primeiros anos, a saga de Piskor ainda conta com mais duas duplas de edições, com uma delas focada em Segunda Gênese.

X-Men Grand Design Segunda Gênese foca em recontar não apenas a saga da Fênix Negra, como também serve para narrar as aventuras espaciais dos X-Men, como suas desventuras com a Ninhada e o reencontro de Scott e seu pai. O início da conturbada relação com os Shi’ar também é mostrado.

 

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Além disso, há também a grande participação de Carol Danvers e como surgiu a inimizade entre ela e a Vampira. Carol acaba se tornando parte dos X-Men ainda que não seja mutante, e é assim que ela acaba despertando a evolução de seus poderes na fase em que ela foi conhecida como Binária.

Por fim, as duas últimas edições, X-Men Grand Design X-Tinction que pega emprestado elementos de Massacre Mutante e Queda dos Mutantes. Aqui talvez seja o elo mais fraco da saga de Piskor, e acaba manchando um trabalho praticamente impecável, principalmente se considerarmos apenas X-Men Grand Design.

X-Tinction pega elementos de uma época conturbada dos X-Men, onde haviam diversas equipes operando e crossovers acontecendo, e ao focar apenas em algumas partes chaves, Piskor deixa passar detalhes cruciais da mitologia dos demais personagens mutantes, muito diferente do trabalho feito nas primeiras edições.

 

Vale a pena ler X-Men Grand Design?

Considerando o preço dos encadernados atualmente, talvez valha a pena o investimento apenas no primeiro volume, que reconta perfeitamente as origens dos X-Men. A queda de qualidade nos demais volumes, principalmente o último, talvez não encham os olhos o suficiente para ultrapassar a barreira do preço.

O roteiro e a arte de Piskor em X-Men Grand Design e a forma como ele reconstrói a origem do nosso querido grupo de mutantes vale a pena ser conferidos por todos os fãs dos X-Men.

 

Ultimato do Bacon

Avaliação: Ótimo!

 

 

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Créditos:
Texto: João Pedro Maia
Imagens: Reprodução
Edição: Diego Brisse

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