Por Lucas Souza

Desde o Renascimento da DC Comics a revista do Batman do Futuro (Batman Beyond) voltou às origens tendo Terry McGinnis e o velho Bruce Wayne como protagonistas da história. Vale lembrar que a saga “Fim dos Tempos” (“Futures End”) havia colocado Tim Drake como herdeiro do manto e dado um fim a McGinnis. Com toda a confusão resolvida, Terry reassume seu manto e voltamos a ler histórias mais próximas do antigo desenho animado de Bruce Timm. E a revista alcança seu melhor arco até o momento.

“Batman do Futuro Vol.4” da Panini compila as edições originais “Batman Beyond” #20 – #24 com o arco “Alvo : Batman” que possui roteiros de Dan Jurgen.

 

Batman passa a ser visto como um monstro pelos cidadãos de Gotham em “Batman do Futuro” Vol.4

 

O arco “Alvo : Batman” de Dan Jurgens faz com que Terry McGinnis comece a ser caçado e odiado pela maioria da população de Gotham que começa a enxergar o personagem como um verdadeiro monstro. Além dessas dificuldades, o herói ainda precisa aceitar que seu irmão Matt está assumindo o papel de Robin com o aval de Bruce Wayne. 

O arco de Jurgens faz o que o antigo desenho “Batman do Futuro” de Bruce Timm fazia de melhor : traz conceitos convencionais do Batman e os adapta a uma nova e futurista realidade com direito a muitos esqueletos do armário de Bruce Wayne saindo para dar um oi. É, sem dúvida, o arco mais próximo das histórias que tanto gostamos da versão futurística do Homem-Morcego.

 

Batman e Robin são cercados por pessoas raivosas em “Batman do Futuro” Vol.4 da DC

 

A origem do novo Espantalho, bem como sua versão tecnológica do gás do medo, são bem interessantes e convincentes e lançam um olhar controverso sobre o tempo de Bruce Wayne como Batman. Ainda temos o bônus de vermos a versão mais velha de um antigo personagem da DC. Jurgens faz questão de imprimir um ritmo mais intenso nessa edição que coloca Terry  McGinnis em ação o tempo inteiro.

 

 

O novo Espantalho surge em “Batman do Futuro” vol.4 de Dan Jurgens

 

Os fãs do Batman do Futuro vão adorar a edição, que traz uma história que parece ter sido tirada do antigo desenho da TV. É extremamente divertido acompanhar o surgimento do novo Robin que mostra uma personalidade diferente dos seus antecessores e parece ter opiniões mais fortes – ainda tenha muito respeito pela figura de Bruce Wayne. Considero a edição um bom ponto de partida para quem não acompanhou os três primeiros volumes lançados pela Panini que, bem ou mal, dialogaram muito com o universo das HQ´s sem ter a liberdade (ou opção) de levar o personagem para caminhos mais próximos do desenho. Uma edição nostálgica que entrega um bom trabalho.

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