Thor: O Mundo Sombrio (Thor: The Dark World)
Ano: 2013 Distribuição: Paramount Pictures
Estreia: 08 de Novembro

Direção: Alan Taylor

Roteiro: Christopher L. Yost, Christopher Markus, Stephen McFeely (roteiro); Don Payne, Robert Rodat (história)

Duração: 112 Minutos  

Elenco: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Tom Hiddleston, Anthony Hopkins, Christopher Eccleston

Sinopse: “Thor precisa contar com a ajuda de seus companheiros e até de seu traiçoeiro irmão Loki em um plano audacioso para salvar o universo. Entretanto, os caminhos de Thor se cruzam com Jane Foster e, dessa vez, a vida dela está realmente em perigo.”

 

 

Diego Brisse

 

Thor é o personagem mais “complicado” de se adaptar ao cinema. O primeiro filme seguiu um padrão leve e sem se arriscar muito, mas serviu única e exclusivamente para apresentar o personagem. É um filme bem dispensável até. Audaciosamente ($$$) a Marvel fez um segundo filme do Thor. Era de se esperar que após a relativa insatisfação com o primeiro filme, fossem melhorar algo para a seqüência. Pois é, algumas coisas podem ter melhorado, mas outras pioraram além da conta.

Antes mesmo de começar, Thor II já estava com diversos problemas na pré produção. Patty Jenkins (que dirigiu Mulher-Maravilha) era a diretora “orgulhosamente anunciada” pela Marvel, porém alegando divergências criativas abandonou o projeto, fato que deixou Natalie Portman “pistola” já que uma das razãos para ela voltar ao papel de Jane Foster seria o de termos a estréia de uma mulher dirigindo uma adaptação de quadrinhos.

O filme foi dirigido por Alan Taylor (Game of Thrones) que já declarou algumas vezes que a experiência foi ruim. Segundo Taylor, ele teve liberdade para dirigir o filme, mas na montagem final muita coisa foi alterada e ele sequer pode participar do processo todo, o que trouxe muita desavença entre o estúdio e o diretor. E claro, o filme teve refilmagens além do normal e até teve sua estréia adiada em quase 7 meses. Vai vendo…

Apesar dos problemas, Thor II tem um primeiro ato promissor. Após os eventos passados, Thor naturalmente se tornou um pouco mais responsável, deixando para trás o comportamento de adolescente rebelde do primeiro filme e adotando mais o comportamento de um adolescente que se acha esperto demais. Evoluiu, né? O maior ponto positivo desse filme é o design, que ficou menos “brilhante” que no primeiro filme e ganhou ares de ficção científica com tempero cyberpunk, com uma fusão entre tecnologia de última geração e visual medieval impar. A cena da invasão à Asgard lembra um pouco cenas de filmes como Star Wars (não se ofendam, eu disse que lembra só!) e com certeza é a melhor parte do filme.

O filme sofreu muito com os problemas na produção, a atuação dos atores é cansada, desmotivada, somente profissional. O próprio Chris Hemsworth parece desconfortável na maior parte do tempo e isso afeta bastante o resultado. O único que parece manter a majestade é Tom Hiddleston, mas para um ator do nível dele ter uma atuação ruim, exige muito esforço. O filme é totalmente desequilibrado com humor, depois de uma belíssima cena após a invasão à Asgard e suas consequências, era de se esperar que o tom do filme ficasse um pouco mais intenso. Em especial considerando a mudança que fizeram com Malekith em relação a sua versão nas hqs. Chega um ponto do filme onde Thor: O Mundo Sombrio poderia se tornar de fato um filme mais sombrio e ousado, mas o filme toma um sentido exageradamente contrário e pesam a mão no humor desenfreado, piadas totalmente desnecessárias e fora de contexto, com direito a Kat Dennings interpretando Darcy da forma mais irritante possível e até mesmo Stellan Skarsgard como Dr. Selvig transformando um personagem que foi importante no filme dos Vingadores em uma piada de mau gosto extremamente exagerada. O ato final é confuso, exagerado e até meio burro.

Thor: O Mundo Sombrio, pode não ser o pior filme da Marvel, mas chega bem perto. Com atuações cansadas, um desequilíbrio incomum entre humor e todo o resto podemos dividir o filme em duas partes. Uma boa, que seria até aproximadamente 50 minutos de tela e uma ruim (quase péssima) que seria logo após. A sorte é que a parte boa é tão boa, que acaba salvando o filme, mas mesmo assim é esquecível e honestamente, seria absolutamente dispensável se não fosse por um pequeno detalhe e a primeira cena pós créditos.

 

 

Avaliação: Bom

 

 

 

Trailer

 

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