Thor, o Deus do Trovão – Os Últimos Dias de Midgard
Ano: 2017Distribuição: Panini Comics
Lançamento: Agosto de 2017Autor: Jason Aaron
Páginas: 172Artistas: Esad Ribic, Simon Bisley, Augustin Alessio e RM Guéra  

Sinopse: “Thor luta para salvar a Terra, mas quem ele enfrentará quando o planeta em si está morrendo? A agente da Shield Roz Solomon tem uma ideia: a nefasta empresa Roxxon e seu novo e brutal CEO, “O Minotauro”! Será que Thor finalmente encontrou nesta multinacional um inimigo à altura? Enquanto isso, no futuro, o Rei Thor e suas netas, as Guerreiras do Trovão, encaram uma batalha bem diferente para salvar das garras de Galactus o que restou da Terra! Ainda que Thor vença, estará o planeta já condenado? E mais: o jovem Thor contra os Gigantes de Gelo! A origem secreta de Malekith! E as netas de Thor descobrem os segredos por trás de seu Pecado Original!

Lucas Souza

Um dos itens mais raros em runs longos é termos a qualidade linear. Escorregadas, arcos ruins ou pouco produtivos, infelizmente, são uma realidade na grande maioria das HQ´s mensais. No encadernado Thor: Os Últimos Dias de Midgard (4º encadernado que visa reunir o Run de Aaron a frente do Deus do trovão) temos as edições 19 a 25 da série original que acabam comprovando a regra.

Um dos grandes pontos da epopéia criada por Aaron é termos 3 épocas do Thor para acompanhar : Passado, Presente e Futuro. Se é difícil manter uma boa história linear, imagine histórias paralelas e – aparentemente – desconectadas uma das outras? Toda a ousadia do autor finalmente cobra seu preço e temos uma história fantástica e envolvente ambientada no futuro – e uma história fraca e “perdida” ambientada no presente. O distanciamento que começa a acontecer entre as versões do personagem após a conclusão de “Bomba Divina” (segundo encadernado da fase) gera a necessidade de termos, basicamente, 3 arcos distintos do mesmo personagem dentro da revista. Em algum momento – e era inevitável – o escritor escorregaria em uma dessas eras.

A trama no presente até começa de forma promissora: Colocar o Deus do Trovão contra uma Mega corporação chamada Roxxon. Deus contra Empresa. Um debate e um embate novo que não acredito ter visto antes em HQ´s de Super-Heróis. O problema é o desenvolvimento do arco que é, no mínimo, confuso e cheio de plot twits que acabam descaracterizando a própria premissa inicial. Enquanto o Carniceiro dos Deuses foi um vilão cheio de carisma e se provou um inimigo a altura de Thor, O CEO da Roxxon, “O Minotauro”, é um personagem pouco relacionável e é difícil vermos o mesmo como uma ameaça real ao protagonista. Acredito que um arco só pode ser tão bom quanto a ameaça gerada pelo vilão e – nesse caso – o vilão deixa muito a desejar.

O Thor do Futuro e a Origem de Malekith salvam a edição de manchar a história que foi iniciada com o encadernado Carniceiro dos Deuses. Inclusive, posso dizer que esse Thor do futuro está sendo tão marcante quanto o Maestro (versão do futuro distópico do Hulk). Espero que escritor não abandone essa versão tão cedo e se recupere do deslize.  O encadernado acaba valendo a pena pois encerra o primeiro título de Aaron a frente do Deus do Trovão e prepara terreno para a chegada da Thor Jane Foster e do Thor Indigno. O futuro parece promissor e mesmo com um fechamento abaixo do esperado, continuo vendo o run de Aaron como um dos melhores do personagem.

Thor, o Deus do Trovão - Os Últimos Dias de Midgard - O Ultimato 1Avaliação: Bom!

 

Confira o Ultimato de Thor – O Carniceiro dos Deuses e Bomba DivinaThor, o Deus do Trovão – O Amaldiçoado | O Ultimato

 

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