por Lucas Souza

 

A Panini publicou em abril a edição #2 da revista “Superman” que vai trazer a fase de Brian Michael Bendis a frente do super-herói da DC Comics. Vale lembrar que Bendis chegou a editora ano passado com status de estrela pelo seu trabalho com os Vingadores na Marvel – o escritor conseguiu restabelecer e dar uma nova cara para os heróis da Casa das Ideias.

Ao chegar na Editora das Lendas, muitos imaginaram que o escritor pediria para ficar no Universo do Homem Morcego por conta de seu trabalho, também muito elogiado, na revista do Homem Sem Medo. Mas Bendis surpreendeu e pediu pelo Homem de Aço.

Bendis tem a missão de manter o nível altíssimo que Peter Tomasi estabeleceu no começo do Renascimento, ao focar no núcleo familiar do Superman e no relacionamento dele com seu filho Jon.

O novo roteirista parece ter uma ideia de caminho completamente diferente – e isso não é necessariamente ruim. A fase de Bendis começa na minissérie em 06 partes de 2018 chamada “The Man of Steel” – as quatro primeiras partes já foram publicadas em “Superman” #1 – #2 da Panini Comics – essa é a 4ª série da editora com esse título.

 


Superman de Brian Michael Bendis promete mudar muita coisa na vida do herói

 

As primeiras edições da minissérie “The Man of Steel” trazem um lado do herói que vinha sendo negligenciado desde Os Novos 52 da DC Comics: o repórter. Fazia tempo que não tínhamos o prazer de acompanhar com tantos detalhes o dia-a-dia do Planeta Diário e de Clark Kent – é verdade que Tomasi vinha abordado esse lado do personagem, mas sempre ligado ao filho e poucas vezes ligado ao ambiente de trabalho em si. Essa abordagem deu algum espaço para (re)vermos Perry e Jimmy, além de uma nova e misteriosa personagem, Robinson Goode, que chegou com intenções que ainda não estão claras (não parece ser nada bom para Perry e o Planeta Diário…).

Mistério, aliás, é um dos temas centrais das primeiras edições de Bendis. Somos jogados em uma história onde Jon e Lois estão desaparecidos (Superman – e apenas ele – parece saber onde eles estão) e o herói está novamente usando seu uniforme com a famosa “cueca por cima da calça”. Isso rende ótimas piadas em dados momentos, mas ainda não fomos apresentados ao motivo da mudança. Além disso, temos uma série de incêndios criminosos ocorrendo em Metrópolis – o que leva a apresentação da Vice-Chefe dos Bombeiros, Melody Moore. A história ainda envolve, em um de seus momentos mais emocionantes, a cidade engarrafada de Kandor e a Fortaleza da Solidão – além de saber usar muito bem flashbacks para nos deixar curiosos em relação ao destino de Lois e Jon. Há muito tempo não tínhamos o mistério como grande tema de uma revista do Homem de Aço.

 

Bendis introduz o vilão Rogol Zaar: Culpado pela destruição de Krypton

 

Bendis não passou de suas primeiras edições no Superman sem criar polêmica (e uma das grandes!). O autor decidiu criar um novo vilão chamado Rogol Zaar que seria o verdadeiro responsável pela destruição do planeta Krypton. Rogol Zaar, que mais parece um monstrengo de filme de terror B, aparentemente desobedeceu a ordem de seus mestres (dentre eles um Guardião do Universo) e obliterou os kryptonianos – o que o levou a tal ato ainda é um mistério. Agora ele decidiu terminar o serviço exterminando o Superman e a Supergirl. A edição ainda dá espaço para o retorno de Jor-El (ainda não sabemos como o personagem está vivo, mas os detalhes de sua história saíram na saga “Efeito Oz” em “Action Comics” #16 – #18 da Panini).

Rogol Zaar é o tipo de vilão que parece uma má ideia pelo aspecto genérico. Caso o personagem não apresente uma boa história de fundo e uma personalidade diferenciada, acredito que estará fadado ao esquecimento. Até agora, só se mostrou extremamente poderoso, determinado e cruel – ainda não apresentando muitos detalhes do seu passado ou origem. Zaar, que parece ter algum motivo oculto para odiar Krypton, rende excelentes cenas de luta com o Homem de Aço e a Supergirl e dá um ritmo frenético às últimas edições.

 

 

“Superman” de Bendis é um recomeço para o Homem de Aço

 

Ainda é muito cedo para afirmar se o Superman de Bendis vai se manter a altura do que esperamos. A realidade é que, o principal, o autor conseguiu: manter o espírito de bondade e altruísmo do personagem que sorri, salva crianças e é cuidadoso com os mais fracos. Bendis mostra em algumas oportunidades o quanto o povo de Metrópolis olha para o herói com esperança e carinho. O escritor ainda acertou ao trazer de volta o Planeta Diário – espero que isso seja uma constante nas histórias.

Apesar de Rogol Zaar ser o que nos faz “torcer o nariz” na HQ, torço para que os roteiros tenham sucesso em dar alma e coração a um vilão que parece apenas um monstro genérico de filme de terror. Acompanharemos com atenção os próximos passos de um Superman que mudou de uniforme e de cenário mas manteve seu espírito intacto!

 

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