Reino do Superman (Reign of the Supermen)

Ano: 2019

Distribuição: Warner Bros.

Estreia: 10 de janeiro 

Roteiro: James Krieg, Tim Sheridan

Diretor: Sam Liu

Duração: 87 minutos

Elenco:  Jerry O'Connel, Rainn Wilson, Rebeca Romjin, Rosario Dawson

Sinopse: "O mundo lamenta a morte do Homem de Aço e, enquanto isso, surgem novos heróis, cada um alegando ser o verdadeiro Superman renascido. Os poderes de todos são testados quando uma ameaça mortal atinge a Terra.”

 

 

Alexandre Baptista

Reino do Superman encerra o arco iniciado no ano passado de maneira competente

Animação é divertida e mantém a qualidade do primeiro ato, seguindo o conceito de ser uma adaptação livre, apenas baseada nos quadrinhos

Por Alexandre Baptista

 

Reino do Superman, para quem não sabe, é uma continuação direta de A Morte do Superman (The Death of Superman, 2018) e, assim como sua primeira parte, segue com pontos extremamente positivos: a inspiração nos animes – no traço e na animação – fluída e dinâmica; o bom elenco vocal, com Rebeca Romjin (Lois Lane), Rosario Dawson (Mulher-Maravilha) e Jason O’Mara (Batman); a trilha sonora que não acrescenta mas não é ruim; e alguns bons pontos adaptados do roteiro, como a presença da Liga da Justiça completa (e não a Liga dos anos 90 que não tinha nenhum dos personagens principais da DC).

No entanto, se formos tratar a animação como uma transposição dos quadrinhos para as telas, algumas coisas simplesmente não funcionam bem. O roteiro, agora escrito por James Krieg e Tim Sheridan, novamente empresta elementos dos Novos 52 e podemos inclusive antecipar o caminho que as animações estão tomando (uma possível adaptação da Guerra de Darkseid, certamente, um dos poucos pontos altos da fase).

Nesse sentido a trama é melhor equilibrada que em A Morte do Superman, com o desenvolvimento dos quatro Supermen sendo resolvido a contento: a animação esquece de Paul Westfield e já carimba a origem de Superboy sem grandes mistérios; John Henry Irons também não é segredo com Aço, tendo sua identidade descoberta de maneira muito fácil por Lois Lane (a garota que foi tapeada durante anos por Clark Kent); etc.

A forma como o roteiro tira a Liga de jogo também é interessante e a Cidade-Motor acaba não fazendo falta perante o novo vilão que se alia ao Superciborgue no lugar de Mongul.

Talvez a adaptação do roteiro, que usa uma espécie de Projeto Homem Comum de Luthor nos quadrinhos (que está sendo de fato utilizado na série da Supergirl da CW, nas mãos de Lena Luthor) misturado com o domínio dos O.M.A.C.S. na Crise Infinita, misturado com a dominação e transformação da Terra em Nova Apokolips de Crise Final – haja reciclagem de roteiro – não fosse minha primeira opção. Confesso que isso tira bastante o encanto da animação (essa mistura de outras sagas com um momento tão cristalizado na história da DC); aliado ao fato de que no terceiro ato da animação o roteiro parece não saber o que fazer com tantos personagens incríveis: a Liga está fora de combate; Superboy e Aço estão sabe-se lá onde; Erradicador está na Fortaleza da Solidão de castigo; deixando o Super retornado na luta sozinho contra o Superciborgue. Uma luta que sinceramente poderia ser muito melhor (quando pensamos no épico final na Cidade-Motor dos quadrinhos).

Dessa forma, Reino do Superman acaba sendo, assim como A Morte do Superman, um pouquinho decepcionante, apesar de valer a pena ser conferida por seus efeitos e produção caprichada.

Detalhe: algumas cenas dos Supermen no início da animação são claras referências a capas e pin-ups dos personagens quando foram lançados nos quadrinhos e a cena final é uma referência nítida ao final de Superman, O Filme (Superman, The Movie, 1978) e dão um saborzinho especial à produção. No entanto, assim como mencionei anteriormente, sigo achando que a melhor adaptação dessa história, apesar dos gráficos em 16 bits, continua sendo o game de 1994.

 

 

Avaliação: Bom

 

 

Trailer

 

 


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