Ultimato do Bacon

O Esquadrão Suicida (2021) – O Ultimato

Em 5 de Ago de 2021 3 minutos de leitura
Esquadrão Suicida James Gunn

O filme do Esquadrão Suicida estreia hoje. E muita gente está elogiando. Mas será que a nova incursão de James Gunn é realmente tudo isso?

Bom, para falar de O Esquadrão Suicida (The Suicide Squad, 2021), eu vou precisar falar dele francamente e usando exemplo que muita gente vai considerar como spoiler.

Então, indo na contramão das críticas do Ultimato do Bacon, que geralmente não tem nenhuma surpresa do filme, este texto vai falar sobre pontos importantes da trama. Se você não quer saber nada sobre ele, leia esta crítica somente depois de conferir o longa metragem.

O filme do Esquadrão Suicida já começa explicitando seu tom violento e fora dos padrões da DC Comics ou Warner Bros. na primeira cena.

Nela, o Sábio está jogando repetidamente uma bola de borracha na área de “banho de sol” da prisão de Belle Reve… até que um passarinho pousa em um dos cantos. Sem titubear, o vilão mata a ave com uma arremesso da bolinha, limpando o sangue do animal em sua própria roupa.

Violência gratuita com animais… não, o filme do Esquadrão Suicida não é “sombrio” como os de Zack Snyder, mas consegue ser mais incômodo.

Em seguida, acompanhamos uma grande sequência inicial, que em muito lembra o primeiro filme – ou filmes de black ops ou operações militares em geral: a exposição dos membros da equipe, suas habilidades, a descrição da missão e o desembarque no local de batalha.

A equipe – quase em sua totalidade composta por “camisas vermelhas” – é dizimada. E, junto com eles, alguns personagens que pareciam ter algum destaque até ali como o Capitão Bumerangue e o próprio Sábio (interpretado por Michael Rooker).

E é aqui, neste exato ponto, que James Gunn mereceu os elogios que tem ganhado da crítica. Em poucos minutos de filme, ele extrapola o que qualquer diretor tentou com personagens da DC nos cinemas, matando personagens “de legado” e subvertendo, com violência extrema, a expectativa dos espectadores.

Não que o restante do filme não seja bacana. Muito pelo contrário! É uma aventura do Esquadrão Suicida como deveria ser – com ameaças não exatamente grandiosas, apesar do vilão final ser potencialmente perigoso e originalmente, nos quadrinhos, ter sido enfrentado pela Liga da Justiça.

Mas não é uma história com plot twists e surpresas de explodir a cabeça; não possui um zilhão de referências ou participações especiais ou easter eggs dos quadrinhos – além da participação de John Ostrander com um cientista, por exemplo.

O filme do Esquadrão Suicida acerta onde o primeiro errou, mantendo o tom do filme menos heróico, mais simples, com menos ramificações fora de si mesmo e com menos “jornadas de redenção”. Com menos ego, talvez? Não, acho que aí seria exagero afirmar.

Fato é que Gunn explora os clichês e reforça os mesmos… justamente para que as subversões que decide implementar funcionem com ainda mais força. E ele as usa à exaustão. Seja na cena de libertação da Arlequina ou na revelação de que o Esquadrão acabou de dizimar o exército revolucionário (aliados do time) de maneira equivocada ou ainda nas viradas de jogo da reta final do longa.

E sim, está lá o humor que ficou eternizado em Guardiões da Galáxia… numa versão sem barreiras e 18+, ainda mais extremo e pesado que um Deadpool, por exemplo. Mas que, no contexto geral do filme, funciona. James Gunn disfarça suas fórmulas de maneira a apresentar um filme “caótico” e inesperado e, com isso, entrega um filme DE FATO inesperado para a DC Comics: uma aventura auto-contida, simples e sem grandes pretensões.

Resumindo todas as informações: o filme é bem bacana e, considerando a equipe do Esquadrão Suicida, é bem fiel ao espírito das HQs; faz um bom uso de surpresas e quebras de expectativa, ainda que dentro de uma fórmula; tem o humor clichê, usado de forma mais pesada; e repete os pontos positivos do primeiro filme.

A impressão que dá é que Gunn tentou “refazer” o primeiro filme, só que direito. Estruturalmente, existem muitos pontos de convergência entre os dois filmes… só que este, funciona. Idris Elba é um “pistoleiro” melhor que Will Smith. O Pacificador é um “líder” mais impressionante que Rick Flagg. E a Arlequina é melhor que a namorada do Coringa.

O ponto negativo é que, pra mim, O Esquadrão Suicida chegou no universo cinematográfico da DC tarde demais e parece um filme saído de 2016… por melhor ou pior que isso seja.

Ultimato do Bacon

Avaliação: Ótimo!

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Créditos:
Texto e Edição: Alexandre Baptista
Imagens: Reprodução 
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