MIB: Homens de Preto Internacional (Men in Black: International)
Ano: 2019 Distribuição: Sony
Estreia: 13 de Junho

Direção: F. Gary Gray

Roteiro: Matt Holloway, Art Marcum

Duração: 116 Minutos  

Elenco: Tessa Thompson, Chris Hemsworth, Rebecca Ferguson, Liam Neeson, Emma Thompson, Kumail Nanjiani

Sinopse: “Por décadas a agência Homens de Preto protegeu a Terra da escória do universo, mas agora precisa lidar com a maior das ameaças: um traidor, justo quando a agência torna-se internacional. É neste contexto que Em (Tessa Thompson) tenta se tornar agente, já que teve uma experiência extraterrestre quando jovem e não teve sua memória apagada. Quem irá auxiliá-lo nesta jornada é o atrapalhado agente H (Chris Hemsworth).”

 

 

Alexandre Baptista

MIB: Homens de Preto Internacional faz o checklist completo do que se espera de um filme da franquia

Aposta da Sony que estreia amanhã, 13 de junho nos cinemas, é um reinício da série que respeita os filmes anteriores

por Alexandre Baptista

 

A primeira pergunta que todo mundo faz ao ver trailers e pôsteres de MIB: Homens de Preto Internacional é: seria o filme uma continuação ou reboot da franquia? Sem Will Smith e Tommy Lee Jones, outra pergunta é se os agentes K (Lee) e J (Smith) aparecem no novo longa de alguma forma.

Então, comecemos pelo mais importante: MIB: Homens de Preto Internacional respeita a história desenrolada até aqui com algumas referências ligeiras aos filmes anteriores. São pequenos easter eggs como o remuliano Frank (que se disfarça como um cão da raça pug) na entrada da MIB Nova Iorque; os takwellianos conhecidos como “vermes do café”, saindo do metrô especial, também em Nova Iorque; a esperada referência aos agentes dos filmes originais – que não vou citar nominalmente aqui pra não dar spoilers; e a mais óbvia que é a volta da Agente O (Emma Thompson). Mas não deixe as expectativas muito altas: nem Lee, nem Smith aparecem no filme, que não tem cena pós-créditos.

Com isso fora do caminho, podemos dizer que o longa dirigido por F. Gary Gray é competente. A direção é exatamente o que se espera dela. Funciona bem, mas não apresenta nada genial ou incrível.

Já quanto aos efeitos visuais, a tecnologia melhorou muito desde o último longa da franquia. As escolhas de texturas e caracterizações também parecem ter ido mais para algo cartunesco em diversos momentos… o que funciona muito bem.

O elenco está em seu ambiente. A dupla que já trabalhou junto em diversos filmes – mais notoriamente em Thor: Ragnarok (2017) – funciona ainda melhor no elemento da comédia. Chris Hemsworth e Tessa Thompson estão muito mais entrosados e a química entre eles ainda melhora com a chegada de Pawny (Kumail Nanjiani) na turma. Liam Neeson faz um papel que é bastante típico do ator, o mentor e figura paterna, o líder… e está, como sempre, excelente. A participação de Emma Thompson é muito boa, mas infelizmente, figura por pouco tempo de tela.

Outra dúvida que muitos se perguntam é a tal participação especial de Sérgio Mallandro no filme. É uma cena qualquer, sem grande impacto e que foi formatada com pessoas diferentes em cada mercado. Aqui no Brasil, é o Mallandro. Mas infelizmente a piada já é velha e repetida: foi feita de maneira muito melhor em MIB – Homens de Preto II (Men in Black II, 2002), com a presença de Michael Jackson.

A trilha sonora clássica para os filmes originais, de Danny Elfman, permeia todo o filme trazendo boas lembranças do longa original; no entanto é bastante perceptível que houve uma atualização e uma repaginação bastante interessante – o que certamente deve cair na conta de Chris Bacon. Funciona muito bem, assim como o filme em si: elementos reconhecíveis do universo dos Homens de Preto em uma embalagem mais atual.

A trama é bastante simples, conhecida e batida. Talvez a sinopse ali em cima estrague o filme para você caso esteja atento. É uma trama muito, muito, muito óbvia. Ainda assim, o longa consegue se segurar como uma boa diversão em família, um passatempo descompromissado, com visuais e efeitos muito bons e piadas excelentes.

Espere por uma referência a Thor hilária (simplesmente sensacional pra mim); espere também por momentos “essa equipe deveria se chamar X-Women”, só que realizados de uma maneira… ah, melhor ver no filme. Mesmo porque esse é um debate para um texto exclusivo e não caberia desviar para ele apenas para trata-lo superficialmente.

Por fim, sete anos depois de seu último filme, MIB está de volta creditando de maneira ostensiva no letreiro final os quadrinhos que originaram a franquia nos cinemas. Tratando-se de uma imensa e mundial agência, já estava na hora da Sony explorar o potencial de um produto que pode ser muito maior do que foi até aqui.

Ainda que MIB: Homens de Preto Internacional não seja esse ponto de virada, é um excelente indicativo de um caminho muito interessante para a saga. Especialmente num momento em que universos compartilhados e derivados de todos os tipos parecem estar tão em alta.

 

 

 

Avaliação: Ótimo!

 

 

 

Trailer

 

 


Acessem nossas redes sociais e nosso link de compras da amazon

Instagram

Facebook

Amazon