Malévola: Dona do Mal (Maleficent: Mistress of Evil)
Ano: 2019 Distribuição: Walt Disney Studios
Estreia: 17 de Outubro

Direção: Joachim Rønning

Roteiro: Linda Woolverton, Micah Fitzerman-Blue, Noah Harpster

Duração: 118 Minutos  

Elenco: Angelina Jolie, Elle Fanning, Sam Riley, Michelle Pfeiffer, Chiwetel Eijofor, Ed Skrein

Sinopse: Cinco anos após Aurora (Elle Fanning) despertar do sono profundo, a agora rainha dos Moors é pedida em casamento pelo príncipe Phillip (Harris Dickinson). Ela aceita o pedido e, com isso, parte rumo ao reino de Ulstead ao lado de Malévola (Angelina Jolie), no intuito de conhecer seus futuros sogros, John (Robert Lindsay) e Ingrith (Michelle Pfeiffer). O jantar entre eles deveria ser de celebração entre os reinos, mas os interesses de Ingrith vêm à tona quando é criado um atrito com Malévola e os demais seres mágicos.

 

 

João Maia

Malévola: Dona do Mal deixa suas raízes e alça novos voos 

 

Se você é do time dos que acham que a Disney está destruindo sua infância com seus live-actions, e principalmente as mudanças que estão acontecendo, passem longe de Malévola: Dona do Mal.

O primeiro filme já era uma grande divergência da história da Disney (não vamos falar do conto original), incluindo o twist do final, colocando a personagem título sob uma nova luz, desenvolvendo seu papel como guardiã dos Moors e seu envolvimento mais próximo com Aurora. Dito isso, o segundo filme já não possui mais “material fonte”, chutando o clássico para escanteio e criando uma trama “original”.

Bem, original até certo ponto. A trama parece adaptar partes isoladas de diversos tipos de filmes. A rivalidade entre as mães dos noivos, uma heroína como a esperança de sua espécie… em um ponto achei que estava vendo um X-Men (mas esse pelo menos é bom).  

Phillip pede a mão de Aurora em casamento o que deixa Malévola incomodada, porém as coisas só escalam quando ela conhece a mãe do príncipe, a Rainha Ingrith. Aliás, a rivalidade entre as duas é o ponto alto do filme, principalmente porque o filme coloca em pontos antagônicos Angelina Jolie e Michelle Pfeiffer. O brilho das atrizes praticamente apaga todo o resto do cast.

Outro lado do filme lida com a Malévola encontrando os últimos de sua espécie, as fadas sombrias, entre eles Borra e Conall, que representam os pontos de vista entre buscar a paz com os humanos e ir à guerra, sendo praticamente representações físicas da dualidade da própria personagem. A antiga "bruxa má" agora tem a chance de ser uma verdadeira heroína, mas precisa primeiro escolher qual caminho escolherá.

Além de Jolie e Pfeiffer, outro grande ponto do filme são os efeitos visuais, a construção dos Moors e a batalha em Ulstead, além de todo o visual das criaturas mágicas. Infelizmente, tanto impacto visual e atuação dos grandes nomes se perde em uma trama um tanto quanto fraca. Ainda que Pfeiffer se destaque no papel da vilã, seu plano e execução superam em muito sua motivação. No final das contas, o filme é muito mais um espetáculo visual do que um marco dos roteiros, o que para mim merece mais uma salva de palmas para as atrizes que não deixaram a perspectiva de uma história vaga impedirem-nas de entregar uma interpretação a altura de seus melhores trabalhos.

 

 

Avaliação: Bom

 

 

 

Trailer

 


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