Lendas do Universo DC: Mulher Maravilha

Ano: 2017

Distribuição: Panini

Páginas: 252

Roteiro: Greg Potter, Len Wein, George Pérez

Arte: George Pérez 

Sinopse: Em 1987, a Crise das Infinitas Terras havia revolucionado o Universo DC. Sem saber muito bem como apresentar sua maior heroína a uma nova geração de leitores, a Editora da Lendas passou a relutantemente considerar a ideia do roteirista Greg Potter de aproximar a personagem de elementos da mitologia grega. No entanto, somente quando o respeitado e megapopular George Pérez adotou o projeto foi que a editora acabou dando seu aval para o que veio a se provar, logo nas primeiras edições, um clássico instantâneo dos comics! Lendas do Universo DC: Mulher-Maravilha coloca de volta ao alcance do leitor brasileiro a fase mais significativa de toda a carreira da Princesa Amazona!

Romulo Miranda

por Romulo Miranda

 

Após o grande evento “Crise nas Infinitas Terras”, A DC Comics deu início a um processo de reboot de seu universo dos quadrinhos, dando liberdade para diversos roteiristas traçarem novas visões, redefinindo origens e reformulando todos os seus personagens.

Com o aval da editora para reestabelecer uma nova Mulher-Maravilha mais atual e coesa no recém-reinaugurado universo DC, George Perez, que havia participado do mega-saga citada junto com Marv Wolffman recria não só a personagem, mas todo o universo ao seu redor, trazendo uma ligação muito mais forte dela com a mitologia clássica grega. Para isso, Perez estudou a fundo os deuses e mitos daquela cultura. Juntamente com Greg Potter e Len Wein ele dedica toda edição número um apenas para narrar a criação da nação de Themyscira, as Amazonas.

Descobrimos aqui o motivo delas serem um povo guerreiro disposto a lutar até a morte por seus ideais, além de entendermos a adoração a seus deuses patronos e também suas diferenças com Ares, o deus grego da guerra e inimigo futuro da Mulher-Maravilha.

A arte de Perez em todos as edições é espetacular. Rica e detalhada, respeita a anatomia de forma magistral. Ele apresenta um Monte Olimpo claramente baseado nas obras de Escher, conseguindo dar uma idéia de algo que está além da compreensão humana. As edições, apesar de possuírem bastante texto em diversos balões de fala, não são maçantes. Falando em texto, Perez traz algumas edições com narrativas diferenciadas, como uma edição que é praticamente toda narrada em cartas. Outro fator marcante nessas publicações é a forma de abordar assuntos como opressão, uso de drogas e feminismo de uma forma natural, sem ser forçada.

Ao longo do primeiro encadernado, posteriormente à narração da história das Amazonas, acompanhamos a evolução da jovem personagem Diana, que enfrenta diversos desafios até assumir o manto de Mulher-Maravilha e poder representar o povo de Themyscera no, assim chamado, mundo do patriarcado contra a vontade de sua mãe e rainha, Hipólita. Também conhecemos personagens coadjuvantes muito bem trabalhados como Etta Candy e uma nova versão de Steve Trevor, (que agora tem uma nova versão de relacionamento com Diana).

Ao chegarmos no segundo volume, somos apresentados à Barbara Ann Minerva, a Mulher-Leopardo, uma das principais vilãs da protagonista. Aqui temos uma interação muito maior da Mulher-Maravilha no “Mundo dos Homens”. Após o embate de Diana com Barbara, temos uma volta da princesa amazona à sua ilha natal para passar por diversos desafios mitológicos.

O terceiro encadernado da série traz o embate da amazona com diversos oponentes, como a feiticeira Circe, uma nova versão da Cisne de Prata e até mesmo o novo deus Darkseid. Encontramos nesta republicação a primeira idéia de um relacionamento entre Mulher-Maravilha e Superman (e por conta disso, temos também a edição 600 de Action Comics). Vemos aqui também um uso do mundo corporativo, onde a Mulher-Maravilha possui uma agente e participa de eventos como pessoa pública.

Fechando as republicações da Panini desta coleção temos Diana enfrentando a morte de alguém bem próximo a ela e tentando desvendar como tal morte aconteceu. Encontramos aqui também uma discussão das Amazonas sobre a decisão de abrir sua ilha para o mundo exterior ou não e por fim, temos o contato de um integrante do panteão dos deuses gregos no mundo moderno. Diversos personagens coadjuvantes são bem aproveitados aqui. Na última edição incluída aqui, temos ainda uma menção a mega-saga Invasão que começaria logo em seguida.

Para quem é fã de mitologia grega, as quatro publicações são um prato cheio, com destaque para os dois primeiros encadernados, que tem uma qualidade superior em relação aos demais (mesmo que estes ainda sejam bons). Vale lembrar que George Perez ainda esteve envolvido na publicação por mais alguns anos, porém a deixando a arte de lado e ficando apenas no argumento.

Avaliação: Ótimo!

 

 


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