Legado Ranger – Trilogia
Ano: 2014 / 2016 Editora: Rocco
Páginas: 1006 Autor: Raphael Dracon 
   

Sinopse: “Um soldado de elite do exército americano desaparecido em uma missão no Afeganistão. Uma africana guerrilheira crescida em meio a conflitos étnicos de Ruanda. Uma garçonete irlandesa praticante de artes marciais mistas. Um hacker brasileiro descendente de orientais. Um dublê francês mestre em Parkour. Cinco realidades distintas. Um fenômeno desconhecido faz cinco pessoas, sem qualquer conexão e espalhadas pelo planeta Terra, acordarem em diferentes regiões de uma realidade devastada por um império de reptilianos e assolada pela escravidão. Os cinco iniciam uma jornada em busca de respostas para sobreviverem no centro de uma guerra envolvendo criaturas fantásticas e demônios dispostos a invocar perigosos seres abissais para servirem a seus propósitos. Porém uma entidade pretende conectar o destino dos cinco humanos e armá-los com uma tecnologia construída à base de metal-vivo, magia e sangue de dragões. Uma tecnologia jamais vista naquela ou em qualquer outra dimensão, capaz de gerar heróis de metal. Batalhas empolgantes, romance e magia. Esse é o universo épico de Cemitérios de Dragões, inspirado em uma visão adulta e sombria das antigas séries Tokusatsu, como Jaspion, Changeman, Flashman, Ultraman e tantas outras, que marcaram a infância de toda uma geração.”

João Pedro Maia

Kamen Rider, Changeman, Jiraya, Jaspion, Winspector… Não reconhece nenhum desses? Que tal Power Rangers? Todos esses são exemplos de “tokosatsus” (termo usado no Japão para filmes com efeitos especiais) e contam com heróis de armadura enfrentando monstros (que podem ou não ficar gigantes).

São estas as bases que Raphael Draccon usa para construir o universo da trilogia “Legado Ranger”.

Em “Cemitérios de Dragões” somos apresentados a um mundo fantástico muito diferente do nosso: um mundo de magia, de raças em guerra e de metal vivo. É nesse mundo que Derek, Amber, Ashanti, Romain e Daniel despertam misteriosamente, encontrando criaturas estranhas num mundo diferente daquele em que nasceram, nosso mundo. O primeiro livro acompanha a jornada dos cinco jovens para entender o mundo em que estão, sobreviver e, se possível, retornar para casa. Eles não são heróis, não por escolha pelo menos, são pessoas tentando sobreviver, obrigadas a trabalha uns com os outros e com alguns povos do Cemitério única e exclusivamente para tentar viver mais um dia. No caminho de sua sobrevivência estão as forças do demônio Asteroph e as maquinações da feiticeira demônio Ravenna. E para isso eles contarão com as armaduras criadas pelo metal-vivo e pelo sangue de dragões que lhes dão um poder incrível, transformando-os em formidáveis guerreiros.

Em “Cidades de Dragões”, os cinco são confrontados com uma terrível verdade: seu retorno para casa abriu passagem para que muito mais do que cinco jovens fugissem do cemitério. Dragões começam a surgir pela terra, enquanto um mistério ainda maior se desenrola nos subterrâneos do Japão enquanto o plano sinistro de Ravenna toma forma. Enquanto o planeta terra se torna palco de batalhas contra dragões e monstros, os jovens precisam aceitar que seu destino foi alterado para sempre a abraçar o papel de heróis metalizados, ou então cair junto com toda esta dimensão.

Por fim, “Mundos de Dragões” é o encerramento de toda a trilogia, com o combate final entre os heróis e as forças de Ravenna, onde dragões enfrentam um robô gigante pelo destino do mundo.

A saga é uma verdadeira homenagem ao gênero dos tokosatsus. E diferentemente de “Dragões de Éter” (outra trilogia do autor), o clima aqui é muito mais sombrio. Em termos, os protagonistas estão muito mais próximos dos Rangers do filme mais recente dos Power Rangers do que dos protagonistas das temporadas televisivas. Eles não querem ser heróis (não todos eles pelo menos), querem apenas sobreviver. E cada uma das batalhas é muito mais visceral, considerando que aqui não são faíscas que saem durante o combate, e uma quantidade absurda de sangue é derramado, seja ele de humanos, demônios ou dragões. Draccon não tem pena de jogar o número de vítimas nos milhares ou de destruir sem piedade marcos históricos. Como uma carta de amor aos tokosatsus dos anos 80 e 90, o público alvo é quem, assim como o autor, cresceu vendo estas produções, com a palavra-chave sendo “cresceu”, não focando no público infantil a quem se destinam as produções mais recentes. A ação é constante, evoluindo de uma luta para sobrevivência individual para a luta pela sobrevivência de todo o planeta terra.

Legado Ranger é uma trilogia de livros que merecem uma chance mesmo se você não é um grande fã dos Power Rangers, principalmente se a sua justificativa é que a série precisa de mais seriedade e violência.

 

Avaliação: Ótimo!

 

 

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