Kingsman: O Círculo Dourado | O Ultimato

Kingsman: O Círculo Dourado
Ano: 2017 Estúdio: Fox
Estreia: 28 de Setembro   Diretor: Matthew Vaughn 
Duração: 141 min Elenco: Taron Egerton; Colin Firth; Mark Strong; Julianne Moore

Sinopse: “ Quando seu quartel-general é destruído e o mundo é mantido como refém, sua jornada os leva à descoberta de uma aliada organização de espionagem nos Estados Unidos chamada Statesman, apresentando o dia em que ambos foram fundados. Em uma nova aventura que testa a força e inteligência de seus agentes até o limite, essas duas organizações secretas de elite se unem para derrotar um implacável inimigo comum, a fim de salvar o mundo, algo que está se tornando um hábito para o Eggsy…

Diego Brisse

Conforme a própria sinopse diz, mais uma vez a organização Kingsman precisa salvar o mundo. O primeiro filme, Kingsman: Serviço Secreto conseguiu agradar bastante, por ser divertido e aproveitar elementos de filmes estilo 007 com um tom de humor muito divertido e sequências de ação absurdas ao estilo O Procurado

Em o Círculo Dourado vemos uma continuação direta do primeiro, reestabelecendo a agência. O filme repete basicamente a mesma fómula do primeiro, inclusive repetindo as piadinhas, concretizando parcialmente medo dos fãs. Digo parcialmente, pois mesmo repetindo boa parte da fórmula o filme consegue divertir, entreter. 

As cenas de ação cumprem toda a expectativa e a apresentação de uma versão estado unidense do Kingsman, a Statesman, é super divertida e rende cenas muito bacanas com o agente Tequila, interpretado por Channing Tatum que caiu perfeitamente no papel. Infelizmente o ator aparece pouco e o destaque fica para o agente Whiskey, interpretado por Pedro Pascal que entrega um personagem muito legal, que protagoniza cenas de ação sensacionais. 

Para desagrado, o filme continua pesando a mão em todos os clichês possíveis e debocha deles, mostrando que é intencional, mas isso torna o filme longo e cansativo, assim como a quantidade de reviravoltas e um certo exagero na duração de algumas cenas que não agregam nada. A vilã é funcional dentro do contexto da trama, e a atriz Julianne Moore consegue fazer uma interpretação divertida, aproveitando o exagero nos clichês de maneira que a torna mais interessante.  

Mesmo com boas atuações e participações especiais extremamente divertidas, o filme não vai além do seu potencial e fica morno, entregando pouco a mais do apresentado anteriormente. É divertido e cumpre o papel de divertir o expectador, mas bate aquela sensação de desperdício…

OBS¹: Prestem atenção na trilha sonora e vejam se não lembra muito Capitão América: O Soldado Invernal. 

OBS²: Melhor presidente de todos…do ponto de vista humorístico.

 

Avaliação: Bom

João Pedro

O primeiro filme de Kingsman nos trouxe uma proposta interessante. Para aqueles que não estão familiarizados, aqui vai uma informação que talvez ajude a construir melhor o panorama: Kingsman é baseado numa série em quadrinhos que se situa no mesmo universo de O Procurado (aquele em que a bala faz curva): o Millarverse, criado pelo autor Mark Millar (o mesmo de Guerra Civil da Marvel). Ainda que nos cinemas esses filmes estejam bem separados, além de serem adaptações livres, muitas das proezas impossíveis apresentadas no filme têm sua origem lá. Analisado apenas como um filme, Kingsman nos lembra um pouco Mercenários: uma homenagem um tanto quanto exagerada aos filmes de antigamente. Os próprios personagens Harry Hart (Colin Firth) e Valentine (Samuel L. Jackson) colocam isso em perspectiva durante vários momentos do filme.

Falemos então sobre sua continuação: Kingsman 2 – O Círculo Dourado

O filme já começa apresentando ação frenética por parte de Eggsy (Taron Egerton) que tenta conciliar sua vida como agente secreto e uma vida civil. O ponto inicial do filme como divulgado nos trailers é a destruição quase total da Kingsman por parte dos agentes do Círculo Dourado, sob ordens de Poppy Adams (Julianne Moore). Executando o protocolo do Juízo Final, Eggsy e Merlin (Mark Strong) entram então em contato com a versão americana da Kingsman: os Statesman.

A trama assim como no primeiro filme está repleta de ação desenfreada (e irracional), mas isso não impede o filme de ter alguns bons momentos emocionais. Se no primeiro filme a morte de Harry não teve muito tempo para ser sentida no caminho para salvar o mundo, as perdas nesse filme têm um impacto emocional real. Falando na morte do agente Galahad, seu retorno usa técnicas Deus Ex Machina tão surreais quanto todos os aparelhos e combates do filme, tornando-a plausível dentro do universo criado no filme.

Quanto as atuações, os atores “veteranos” da franquia não deixam nada a desejar, mas eu gostaria aqui de dizer que eu realmente gosto do Mark Strong como Merlin e que Firth está de parabéns pela sua atuação (nada mais a ser dito para evitar os spoilers). Julianne Moore entrega uma atuação fantástica: Poppy é genial assim como Valentine, porém outra coisa que eles têm em comum é sua loucura, uma vez que a vilã tem sua própria leva de trejeitos e manias. Quanto aos Statesman, apenas o agente Whiskey de Pedro Pascal merece algum destaque sendo o principal agente desta organização presente no filme. Jeff Bridges, Halle Barry e Channing Tatum tiveram pouca oportunidade de brilhar, mas quem sabe, posso apostar que um derivado dos Statesman já está em desenvolvimento e nos dará uma chance de conferir mais desses personagens. Por último, Charlie Hesketh (Edward Holcroft) é um vilão muito melhor do que candidato a Kingsman.

Se você está procurando sentido ou um filme de espionagem com os pés focados no mundo real, Kingsman definitivamente não é um filme para você. Mas se você ainda se lembra dos clássicos filmes de espionagem de James Bond, com uma pitada extra de insanidade e está pensando apenas em se divertir, Kingsman o Círculo Dourado pode não ser tão inovador e criativo quanto seu antecessor, mas com toda certeza merece ser assistido.

 

Avaliação: Bom

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