Ultimato do Bacon

Jurassic World Dominio (2022) – O Ultimato

Em 1 de Jun de 2022 4 minutos de leitura
Jurassic World Dominio 2022 Wall

Jurassic World Dominio, dirigido por Colin Trevorrow, estreia nos cinemas nesta quinta, 02 de junho de 2022.

Índice

Jurassic World Dominio – introdução

Jurassic World Dominio merece mais do que o que vem a seguir, mas não consigo evitar… Jurassic World Dominio? Por que não “dominion”? Ah, tá… é tipo Mulher-Hulk. Não pode usar o termo em inglês por conta de localização ou seja lá o termo, entendido. Mas pode Hulk. Pode Jurassic World… porque o público está acostumado e porque é a marca da coisa (e alguém tá botando muita grana pra tradução esculhambar). Enfim, deixemos o Trambolho e sua prima, a Mulher-Trambolho de lado e vamos partir para o Mundo Jurássico!

Se você chegou atrasado, este é o sexto filme da franquia, terceiro da “nova trilogia” e não vou perder tempo explicando pra alguém que nunca viu um Parque dos Dinossauros na vida o simples conceito: cientistas recriam os dinossauros; dinossauros escapam; entre os sobreviventes estão personagens fodões que estão prontos a sobreviver aos bichos e punir os gananciosos culpados pela cagada jurássica.

Dito isso, vai aqui um rápida recapitulatório! Os cinco filmes anteriores são: o original e mais emocionante; o segundo, que tinha velociraptors; o terceiro, que tinha mais do mesmo dos dois primeiros; o novo, que introduzia, finalmente, um parque como a “disney” ou o “sea world” com dinossauros; e aquele em que a Ilha Nublar acaba e os dinossauros escapam para o MUNDO.

“Uau, o sexto filme vai ser tipo apocalipse zumbi, só que com dinossauros no lugar dos zumbis”.

ERRADO.

Jurassic World Dominio não cumpre essa expectativa… mas será que é um filme ruim, só por isso?

JURASSIC WORLD DOMINIO O BRONTOSSAURO

Jurassic World Dominio – trama

Na abertura de Jurassic World Dominio vemos uma espécie de “documentário da Discovery” falando sobre o impacto que os dinossauros apresentaram ao mundo natural, desde o incidente na Ilha Nublar. O começo parece bom, mas é só isso. Depois desse preâmbulo enganoso, a “dominação mundial” dos dinossauros é mostrada em pequenos dino easter eggs (piadoca intencional) que não tem verdadeiro efeito além de situar o espectador de que a “ameaça” jurássica não existe. A vida encontrou um equilibrio e o mundo contemporâneo vive em paz com os gigantes animais pré-históricos.

Na trama, tudo indica que o mesmo caminho dos filmes anteriores será seguido, com um detalhe importante: existem dois núcleos de personagens principais – a nova geração e a geração clássica. Em um caminho, acompanhamos os dedobramentos diretos do filme anterior, com Owen Grady (Chris Pratt), Claire Dearing (Bryce Dallas Howard) e a garota clonada Daisy Lockwood (Isabella Sermon), a velociraptor Blue; no outro, evidenciamos o reencontro do time original com Alan Grant (Sam Neill), Ellie Sattler (Laura Dern) e o Dr. Malcom (Jeff Goldblum).

Obviamente a trama insere um problema ecológico – descoberto pela Dra. Sattler – que irá colocar a turma clássica no encalço da corporação por trás disso tudo; enquanto no núcleo da nova geração, um time de mercenários captura Daisy e Beta, a filhotinho da raptor Blue… para a corporação do mal, por trás disso tudo.

E temos o vilão, clássico, sob a nova roupagem do momento: Steve Jobs Jeff Bezos Elon Musk Lewis Dodgson (Campbell Scott), o empresário meio excêntrico e dinamicamente inteligente que quer salvar o mundo (obtendo o maior poder e controle possível no percurso).

JURASSIC WORLD DOMINIO BLUE E BETA

Jurassic World Dominio – Ei, Vilmaaaaaa

Além do roteiro, extremamente formulaico e previsível (sim, usei esssa mesma frase falando de Top Gun Maverick!) – mas que dá uma aula a Star Wars: A Ascensão Skywalker, ou melhor, a toda a nova trilogia da guerra nas estrelas de como fazer o reencontro de personagens clássicos –, Jurassic World Dominio entrega tudo o que os fãs da saga gostam: dinossauros reais (eu não disse realistas e sim reais, em animatrônicos, na maior medida do possível); perseguições tensas e aceleradas, seja de moto ou os clássicos jipes do filme original, só que pintados de maneira diferente; cenas chocantes – talvez não tão gore quanto já tivemos, mas beleza; e um vilão que não é a natureza e sim a representação da ganância humana.

Afinal, não fosse o podre coração do ser humano, estaríamos como Fred Flintstone, chegando em casa e pedindo a Vilma um bife de brontossauro, enquanto afaga Dino… um brontossauro?

Jurassic World Dominio – conclusão

Jurassic World Dominio não é o filme que se espera. Infelizmente, Hollywood deixou de fazer blockbusters surpreendentes e os grandes estúdios jamais irão arriscar novamente em grandes franquias. Se o feijão com arroz funciona, por que arriscar um Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi (Star Wars: Episode VIII – The Last Jedi, 2017), que dividiiu intensamente opiniões?

 

Pelo contrário, Jurassic World Dominio repete elementos consagrados, encara o básico com competência e, justamente por isso, evitei esmiuçar coisas como personagens coadjuvantes ou a trilha sonora competente, porém ordinária de Michael Giacchino. Para quem não curte spoilers, evite o próximo parágrafo.

Até mesmo a morte de Rex ficou apenas na vontade… é possível ver como o diretor ou roteirista gostariam que a cena fosse, antes da “ressurreição” da imortal personagem icônica para o golpe final contra o Giganotossauro. A cena toda é tão épica e icônica que a Rex é enquadrada num círculo de água do habitat, como o logotipo da franquia…

Em suma, Jurassic World Dominio cumpre seu papel como filme pipoca, entretenimento efêmero e que será lembrado apenas parcialmente, sem grandes detalhes da trama… “o último, aquele que junta o elenco novo com o antigo”.

P.S. Não perca divertidas referências a O Iluminado, Indiana Jones e muito mais… é capaz desses detalhes marcarem mais na lembrança que o filme em si!

JURASSIC WORLD DOMINIO O GRUPO TODO

Ultimato do Bacon

Avaliação: Ótimo!


Créditos:
Texto e Edição: Alexandre Baptista
Imagens: Reprodução
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