por Lucas Souza

 

 

O faroeste é um dos ambientes mais férteis para grandes histórias – e nos quadrinhos não é diferente. Pergunte para qualquer amante de “Tex” e ele vai te citar diversas histórias incríveis que podem abordar desde uma simples vingança até um combate com forças do sobrenatural.

Na CCXP 2019 recebi a dica de um amigo que me disse que eu precisava conhecer a obra de Carlos Estefan e Pedro Mauro lançada em 2017 – “Gatilho”. A obra, que originalmente era apenas uma história isolada acabou ganhando duas continuações chamadas “Legado” e “Redenção”. O legal é que a história original funciona sozinha, caso o leitor não queira se aprofundar ainda mais o universo desenhado por Estefan e Mauro. Mas já adianto que é difícil você não querer saber mais sobre o herói sem nome que é o grande protagonista.

 

Ação desenfreada é uma constante no Universo de “Gatilho” criado por Carlos Estefan e Pedro Mauro

A trilogia toda de “Gatilho” é muito bem amarrada e a história possui um ritmo excelente – sem muita enrolação e se desenvolvendo de maneira inteligente. O primeiro álbum começa com duas histórias “paralelas” que se unem de maneira PERFEITA. Não me entenda mal, as continuações são excelentes mas “Gatilho” é inteligente de uma forma que estamos pouco acostumados a ver em histórias de faroeste. A história do “forasteiro resolvedor de problemas e caçador de recompensas” ganha contornos mais profundos e explora a psique do personagem principal de maneira muito interessante. Ao final da história só conseguia pensar na música “A Boy Named Sue” do Johnny Cash.

Para os amantes de histórias reais sem grandes pegadas sobrenaturais, posso dizer que gatilho é um faroeste completamente pautado na realidade – nada de feiticeiros ou afins se fazem presentes na trama. É legal salientar ainda que os personagens secundários são muito bem desenvolvidos e abrilhantam ainda mais as ações do protagonista.

Nada de ação mentirosa ao estilo “007”. Em “Gatilho” a ação é mais real e visceral

A trilogia “Gatilho” de Carlos Estefan e Pedro Mauro é um tremendo acerto e me arrisco a dizer que é uma das obras mais interessantes de Faroeste que já vi ao lado de “Tex : Rio Hondo”, “The Good, the Bad and the Ugly” (Três Homens em Conflito de 1968) e a história brilhante de “Read Dead Redemption”. E é bacana ver como o autor parece ter bebido em diversas fontes diferentes para criar uma história de ação que é também uma história com uma pegada psicológica muito forte.

Meu conselho é que você procure e leia a trilogia inteira porque a história do “pistoleiro sem nome” merece ser lida até o fim. Espero que em algum ponto alguém pense em fazer um filme com essa trilogia – seria épico!

 

Fique ligado no Ultimato do Bacon para mais dicas de HQ´s Brazucas!

 

 


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