Godzilla: Planeta dos Monstros
Ano: 2018 Emissora: Toho/Netflix
Estreia: 17 de Janeiro

Criador: Gen Urobuchi

Duração: 88 minutos Elenco: Mamoru Miyano, Takahiro Sakurai, Kana Hanazawa, Yūki Kaji

Sinopse: “No século XX, a humanidade soube da existência do Godzilla e, após diversas derrotas, fez um plano para sair da terra e habitar outro planeta. Porém, os cálculos estavam errados e após uma viagem de 20 anos, os humanos perceberam que o planeta escolhido não tinha condições para a vida. O protagonista da trama é Haruo, que viu seus pais serem mortos pelo Godzilla quando tinha 4 anos e agora só quer voltar para a Terra e derrotar o animal. Ao retornarem, no entanto, já se passaram 20.000 anos na Terra, que agora tem seu ecossistema controlado pelo Godzilla."

Breno Raphael

O rei de todos os monstros, e dessa vez, maior do que já se viu, chegou na Netflix. A animação de 2017, Godzilla: Planeta dos Monstros, já está disponível  no serviço de streaming,  e surpreende em alguns fatores,  mas não se livra de erros já conhecidos pelos fãs do “lagartão”

Na trama, a humanidade não consegue se livrar da ameaça do Godzilla quando ele surge. Com isso, os humanos decidem explorar o espaço com o objetivo de encontrar um outro planeta que possa ser habitável. Após vinte anos, e sem o objetivo alcançado, diversos fatores fazem com que eles decidam voltar para a Terra e toma-la de volta. 

O primeiro ato do filme é arrastado. Os fãs que estão acostumados com animes mais rápidos e eletrizantes (como One Punch, Dragon Ball e Boku no Hero) podem até sentir sono. Nessa parte da trama é explicado todo o contexto que leva os humanos a saírem da Terra, e as dificuldades apresentadas que fazem eles retornarem.  Existe um pano de fundo envolvendo um jogo politico entre raças que é meio deixado de lado e sendo pouco explorado no decorrer do filme, muito em decorrência da união que foi feita para combater o monstrão.

O protagonista, Haruo Sakaki, é bem desenvolvido. Seus objetivos e suas motivações são entendíveis e, diferente do filme do Gareth Edwards que coloca o Godzilla como o “héroi” e tornando o espectador parceiro do monstro, neste torcemos realmente para que o protagonista consiga vencer.

E por falar no filme de 2014, um dos erros se repete. O godzilla demora muito a aparecer, o que pode causar uma certa “desistência” nas pessoas. Em um meio como a Netflix, onde todo mundo está assistindo diversas séries, um filme demorar a engrenar pode ser perigoso e pode fazer com que ele perca público. Godzilla tem esse problema, mas quando engrena , ele entrega. 

Existem cenas excelentes, combinando o anime com um gráfico em CG, que fica incrível. A fotografia é espetacular, principalmente nas cenas do espaço e nas cenas que mostram a natureza. A ação demora a acontecer, mas quando acontece, também cumpre seu papel. A trilha sonora escolhida casa muito bem, parecendo trilhas de Space Opera, e lembra  nas cenas do espaço de Star Wars, e na batalha na Terra, de Thor Ragnarok.

Godzilla: Planeta dos Monstros tem um visual incrível,  boas cenas de ação e um monstro destruidor maior do que todas as suas outras versões. Porém, esbarra em um roteiro simples e arrastado, uma demora pro filme empolgar e a espera pro monstro realmente aparecer. Mesmo assim, o saldo é positivo pra essa primeira parte, que prepara o terreno e serve como uma peça introdutória de algo que pode, e tem potencial, de se tornar imenso.

OBS: Tem uma cenazinha pós crédito 😉

Godzilla: Planeta dos Monstros - O Ultimato 1

Avaliação: Bom

 

 

 

 

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