Lucas Souza

Ansiedade e Preocupação. Acredito que esse seja o sentimento daqueles que estão acompanhando “Game of Thrones”. Faltam poucos capítulos para o final e a série não para de aumentar nossas expectativas. O capítulo 2 inteiro fez isso – trabalhar ainda mais nossas expectativas e terminar de alinhar as peças no tabuleiro.

A ansiedade que temos nessa reta final vem da promessa da batalha vindoura e da necessidade de ver o desenrolar dos fatos. Já vimos o seriado entregar grandes feitos – como em “A Batalha dos Bastardos” – mas sempre vemos as promessas e a grandiosidade aumentarem cada vez mais. Dai, vem a preocupação. Temos pouquíssimos episódios pela frente e – fora a revelação de Jon para a até então auto proclamada rainha – nada de fato relevante aconteceu. 

Se esquecermos que o episódio está inserido no incrível “Game of Thrones”, podemos até dizer que é um episódio quem vem para “dar uma enrolada”. Óbvio que é extremamente interessante ver os últimos momentos de paz de personagens tão interessantes – e ver a chegada de Jaime a Winterfel foi um dos pontos altos – mas os eventos vindouros são tão grandiosos que não pude deixar de sair do episódio com um gosto amargo (no sentido de que gostaria de ter visto a história evoluir mais).

“Game of Thrones” ainda tem muito a mostrar : a batalha com os mortos (o mote do próximo episódio), o destino de dezenas de personagens secundários, a luta pelo trono de ferro e outros. “Desperdiçar” um episódio inteiro para preparar e aumentar o hype para uma batalha que já está sendo aguardada por todos me pareceu um exageiro. Não entenda errado: o episódio foi bom. Mas temos tantos fatos que devem se desenrolar ainda que é impossível não se preocupar – apresar eventos finais para dar espaço para esse tipo de episódio pode ser um erro – estamos próximos demais do fim.

Continuamos mais que animados para ver a batalha contra os mortos – e o desenrolar dela – que devem ser tratados nos próximos episódios. Ritmo e atenção aos detalhes parecem ser os ingredientes finais para fechar com chave de ouro o já histórico “Game of Thrones”.


Avaliação: Bom!

 

João Maia

Se o primeiro episódio da temporada pode ter desagradado muitas pessoas, esse talvez também não agrade quem esperava ação desenfreada ao longo dos seis episódios da temporada final. Mas entendam, uma série não pode ser feita apenas de clímax.

Se o primeiro episódio serviu para mostrar os reencontros e posicionar cada um dos personagens no local em que eles deveriam estar, sendo a última calma antes da tempestade, este é o momento em que os tambores de guerra começam a soar. As últimas preparações são feitas. Agora, velhos amigos não estão mais se reencontrando, ao invés disso, companheiros e inimigos se reúnem para deixar seus antigos assuntos de lado antes da batalha que decidirá o destino de toda a vida.

Para os fãs de Cersei, infelizmente a história em Porto Real ficará para outro momento. Ao invés disso, as últimas peças são colocadas no tabuleiro, deixando o Norte em posição para enfrentar o Rei da Noite.

Entre conversas tensas sobre um futuro que pode ou não chegar e divagações sobre o passado ao redor da fogueira, o episódio pode ser um pouco morno em termos da ação que os fãs esperam, mas com certeza contribui muito para a narrativa da série. Com quatro episódios para o final da série, a batalha agora não é pelo Trono de Ferro, mas sim a batalha entre a vida e a morte.

 

Avaliação: Bom!

Júlio Ribeiro

Se o primeiro episódio da última temporada de Game of Thrones foi feito de reencontros, vejo o segundo episódio feito de despedidas. Não tivemos um episódio focado em Jon, Daenerys ou Cersei, muito menos em Casas e Títulos, esse episódio foi uma homenagem a vários personagens secundários que claramente sucumbirão na Guerra que se aproxima.

Para quem está reclamando sobre o episódio, precisamos analisar ponto a ponto. A história andou sim, descobrimos qual o objetivo do Rei da Noite, concluímos o desenvolvimento de um excelente personagem, Jaime Lannister (ou afinal alguém achou que um dia sentiria pena e se emocionaria com o primeiro "vilão" que a série nos apresentou) e pôr fim, a revelação de Jon para Daenerys.

Jaime Lannister finalmente se desculpa, mas a resposta de Bran não é bem o que ele esperava!

O episódio acaba sendo muito importante para Daenerys, colocando a personagem em posições em que ela nunca esteve. Mesmo que Jon a aceitou como rainha, Sansa deixa claro que o Norte não se curvará nunca mais para ninguém, o que deixa a Mãe dos Dragões em uma posição bem complicada, visto que até o momento quem ousasse ir contra sua vontade virasse churrasco. Daenerys não pode simplesmente atacar, ela vai precisar conquistar os Nortenhos de outro jeito, não pela força, igual ela está acostumada.

O enfraquecimento gigantesco de Daenerys é algo que incomoda, se pensarmos que nos últimos 4 episódios da série, ela perdeu 1 dragão, mudou seus objetivos em Westeros (aceitando o objetivo de Jon), descobriu que o Trono por direito não pertence a ela além é claro de ser obrigada a aceitar que em Winterfell quem manda é Sansa e Jon e isto é muito claro com a resolução do julgamento de Jamie Lannister, onde Daenerys finalmente ficou frente a frente com o homem que matou seu pai, mas foi obrigada a aceitar a decisão imposta por Sansa e corroborada por Jon.

Quebrando todas as tradições, o nascimento de Sor Brienne de Tarth, Cavaleira dos Sete Reinos.

Excelentes diálogos (Sansa e Daenerys), ótimas cenas (Brienne e Jaime), clima de tensão crescendo cada vez mais e mais, sim, esse foi um típico episódio do bom e velho Game of Thrones, para quem acha que a série é feita apenas de batalhas e sexo, afirmo que não, mas tivemos um pouco disso nesse episódio também.

No próximo episódio a Grande Guerra finalmente começa em Winterfell.

 

Avaliação: Ótimo!

 

Confira o preview do próximo episódio:

 


 

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