Locke e Key, à primeira vista, não parece ter saído da genial mente do mestre do terror Joe Hill, autor da HQ em que a série foi baseada.

No entanto, aos poucos se percebe um pouco do horror que se esperaria de uma série mais madura, alçando Locke e Key da categoria de série infantil para as recomendações para jovens adultos.

 

Qual a trama de Locke e Key

 

Talvez o fato de ter estabelecido que a série tem uma temática voltada para o público jovem a tenha deixado reticente. Mas lembre-se, Joe Hill é um renomado nome das histórias de terror, com bagagem mais que suficiente para afastar sua série de outras furadas por aí.

A história começa quando Rendell Locke é assassinado e sua esposa Nina decide levar seus filhos Tyler, Kinsey e Bode de volta para a casa da família Locke. Como esperado em séries adolescentes, há sempre o drama de jovens se mudando de escola e arrumando novos amigos, então espere um tanto considerável disso aqui.

Mas drama colegial não é o foco da série. Quando Bode encontra uma misteriosa moça, que se intitula Eco, no poço do jardim, ela lhe conta sobre fantásticas chaves com incríveis habilidades. Bode, sendo uma criança ingênua, entrega a Eco uma das chaves mais poderosas, libertando-a e iniciando uma caçada pelas chaves.

Bode se alia a seus irmãos Tyler e Kinsey para reunir as chaves restantes antes da diabólica Eco. É uma parte interessante da série observar como cada um dos jovens utiliza o poder das chaves para benefício próprio.

Ao mesmo tempo que se dedicam em atividades que seriam esperadas de adolescentes descobrindo chaves mágicas, eles também mergulham no sinistro passado de sua família e seus próprios traumas envolvendo a morte do pai.

É claro que na passagem do quadrinho para a televisão pode-se esperar que algumas coisas tenham sido mudadas. Não sou expert na saga, mas considerando que foram publicados pela IDW, com roteiros de um mestre do terror, acredito que o tom tenha sido levemente diluído. Mas, com Hill sendo parte dos produtores executivos, talvez a obra ainda se mantenha fiel nas partes que importam.

Fidelidade não é o ponto aqui, mas é sempre algo debatido quando falamos de adaptações. Quem quiser conferir a original, 2 volumes saíram pela Geektopia aqui no Brasil, sendo que o primeiro foi lançado em 2017 e o segundo em 2020. Talvez o anúncio da série tenha reacendido a perspectiva de lucro e a editora garanta os demais volumes.

Falando efetivamente da série para encerrarmos este assunto. Os temas abordados na primeira temporada servem muito bem para introduzir o mundo fantástico de Locke e Key.

Os jovens atores estão muito bem em seus papeis, alternando entre adolescentes comuns, preocupados com a popularidade do colégio, como vemos em tanta serie, e também com as cenas dramáticas relacionadas ao trauma da morte do pai.

Os poderes das chaves e como eles se inserem no dia a dia da família também são bem interessantes. A vilã, interpretada por Laysla de Oliveira também impressiona com sua performance.

No entanto, pouco é feito em termos de explicar a origem dos poderes das chaves, com apenas alguns flashbacks servindo para explicar o papel do patriarca da família na manipulação das mesmas.

No geral, a parte mais fraca do seriado fica realmente a cargo do drama de adolescente comum. Afinal, não faltam séries por aí que se dediquem inteiramente a isso. Mas as pontas deixadas ao final da temporada, com uma segunda já confirmada, empolgam ao sugerir um mergulho ainda mais profundo no mundo das chaves e a verdadeira natureza dos antagonistas da série.

No final, Locke e Key é uma série que vale ser assistida mesmo por que já está bem acima da faixa sugerida de 16 anos.

 

Locke e Key está na Netflix!

 

Poster da serie Locke & Key

Trailer:

 


Créditos:

Texto: João Maia
Imagens: Reprodução
Edição: Alexandre Baptista

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