Hoje as Dicas de Streaming acompanham o lançamento da semana passada nos cinemas, Malévola: Dona do Mal (Maleficent: Mistress of Evil, 2019).

Com a estreia da segunda parte da saga da fada vingativa Malévola, nada melhor que lembrar que a primeira parte, Malévola (Maleficent, 2014), já está disponível no Brasil tanto na Prime Video da Amazon, quanto na Netflix.

Conheça a história de Malévola

O longa traz uma versão alternativa do clássico A Bela Adormecida (Dornöschen, 1812) dos irmãos Grimm e deixou muitos fãs do desenho animado da Disney de 1959 – A Bela Adormecida (Sleeping Beauty) – revoltados quando foi lançado.

Se considerarmos que a versão dos irmãos Grimm, embora seja a mais conhecida; e que a versão de Charles Perrault, A Bela Adormecida no Bosque (La Belle Au Bois Dormant, 1967), embora uma das mais antigas; também não são as originais, os fãs revoltados e inconformados com Malévola podem seguir chorando até que Aurora acorde.

Em Malévola, o diretor Robert Stromberg trabalha sobre o roteiro de Linda Woolverton, entregando um filme centrado na personagem interpretada por Angelina Jolie, buscando apresentar uma nova versão da história.

Valendo-se da continuidade retroativa – a famosa retcon – o longa nos mostra uma parte inédita da juventude do rei Henry, em que ele e a fada Malévola foram apaixonados e tiveram uma história juntos. Uma traição neste relacionamento acaba sendo o verdadeiro motivo da vingança de Malévola sobre a filha de Henry, Aurora, e não a confusão com fatídico convite das versões anteriores.

Seguindo um pouco a linha de Frozen – Uma Aventura Congelante (Frozen, 2013), o filme coloca as personagens femininas no centro da ação, do enredo e da narrativa, subvertendo a história anterior da própria Disney em diversos pontos cruciais.

A impressão que fica é que, após anos de representações femininas frágeis – donzelas em perigo, a espera do príncipe encantado – a Disney tem buscado, de forma cada vez mais evidente, se desculpar com as meninas de hoje e de ontem, mudando a forma e o foco das personagens e, principalmente, ao tentar representar o “amor verdadeiro” no amor fraterno, no amor materno, e quem sabe em breve, no amor próprio, em vez do amor platônico de/por um desconhecido.

A premissa é interessante e as subversões da história original são curiosas, embora, em retrospecto, pareçam bastante previsíveis.

O visual do longa, fantástico em 3D, perde um pouquinho de seu encanto na transmissão 2D. Mas Angelina Jolie entrega uma ótima atuação, convincente na dualidade de sua personagem que é aqui uma anti-heroína e não uma vilã, e acaba compensando a falta do recurso de imagem.

Uma curiosidade pro pessoal que está conferindo o seriado Novos Titãs (Titans, 2018 – atual) do DC Universe é o príncipe Phillip, interpretado neste longa pelo “Robin” Brenton Thwaites; no segundo longa, o ator foi substituído por Harris Dickinson, justamente em função das filmagens de Novos Titãs.

Malévola, no entanto, não é exatamente um filme Disney, livre para todas as idades. Algumas cenas são bastante fortes e assustadoras para crianças mais novas. Mas ainda assim, é um filme razoável que merecer ser conferido por (quase) toda a família, especialmente considerando uma ida aos cinemas para ver a segunda parte.

 

Malévola está disponível na Netflix e na Amazon Prime Video!

Malévola (Netflix e Prime Video) - Dicas de Streaming 1

Trailer:

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Créditos:

Texto: Alexandre Baptista

Imagens: Reprodução

Edição: Alexandre Baptista

Texto publicado originalmente em 25 de outubro de 2019. Atualizado em 10 de abril de 2020.

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