Cris Peter

Cris Peter com certeza é uma das coloristas mais conhecidas do Brasil. Tendo já trabalhado com Dc e Marvel, Cris foi a primeira brasileira a ser indicada ao prêmio Eisner Award, por seu trabalho em Casanova, história de ficção cientifica misturada com um tom de espionagem, com roteiros de Matt Fraction e arte de Gabriel Bá. Em 2012, deu o pontapé inicial ao selo “Graphic MSP” junto com Danilo Beyruth, em Astronauta- Magnetar que até hoje é considerado por muitos como o melhor álbum do projeto. Na história,  Astronauta comete um erro em uma de suas missões que isola ele no espaço. Com isso, ele terá que lidar com solidão e angústia no decorrer da trama.

 

 

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Cris roteirizou Quimera, que mostra consequências, de duas mulheres, com vidas totalmente diferentes, juntas por meio do destino em um assalto a um banco e Patas Sujas, uma hq com tom de fantasia, em que alguns seres com traços humanos e animais, acolhem uma mulher que foi abandonada por ser “diferente”. Além disso, publicou um livro teórico chamado O uso das cores.

 

 

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Gustavo Borges

Quando Gustavo Borges surgiu, na época de suas excelentes webcomics, sempre foi considerado uma aposta certa. Quem lia seus materiais percebia que era questão de tempo até “aquele menininho” se tornar um dos principais nomes do quadrinho nacional. Em A Entediante Vida de Morte Crens, uma dessas webcomics de destaque, Gustavo convidava o leitor para conhecer situações inusitadas do ceifador, uma figura responsável pela passagem da alma entre o mundo dos vivos e dos mortos. Entre reflexões e risos, Gustavo já tratava de temas como amor e solidão, e de uma forma magistral, com leveza e sutileza. Mas, foi com Edgar, outra webcomic feita com Giovane Mello,  que Gustavo firmou seu nome no mercado nacional. A história do Castor, apaixonado por física, que se lançou na vida em busca de encontrar seus caminhos, ganhou o troféu HQ mix na categoria "melhor publicação independente de autor".

 

 

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Gustavo participou de algumas coletâneas, como 3,2,1 – fast comics, Tudo já foi dito e A Samurai. Além disso, participou do album especial Memorias do Mauricio, feito como parte das comemorações dos 80 anos do criador da Mônica. “Já comeu iça ? “, história do Gustavo pro álbum, se destaca pela narrativa e pelo recurso em que os iças são colocados entre balões e páginas.  Recentemente, Até o Fim um dos últimos trabalhos do Gustavo chamou atenção.  Ao lado de Eric Peleias e Michel Ramalho, a HQ conta a história cinco jovens que sofrem um acidente, e morrem, o que acaba com todos os seus sonhos. Uma dessas jovens, Lilian, acredita que ainda tinha muito a viver e faz um pacto para voltar a vida, tendo que encontrar seus amigos e dando o destino que eles também sempre desejavam. É um quadrinho sensível, perceptível no traço do Gustavo, porém , ao mesmo tempo  profundo, com temas reflexivos, principalmente sobre o pós-morte.

 

 

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O trabalho do ano de 2018 de Gustavo Borges é para o projeto “Grapchic MSP” em que ele ficou responsável por fazer o primeiro álbum (e até agora único) do Cebolinha. Cebolinha-Recuperação, mostra Cebolinha se dando conta de que pegar o Sansão não é a tarefa mais difícil da vida. Em meio a problemas na escola, e vendo a dificuldade financeira dos pais, o menino começa a substituir seus planos de pegar o coelho da Mônica por outros mais urgentes. Gustavo faz uma graphic bonita, com roteiro primoroso em que muitas pessoas vão se identificar com as situações que Cebolinha passa na história.

 

 

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Os dois juntos

O primeiro trabalho da Cris Peter e do Gustavo Borges juntos foi o arrebatador Petálas, que em 2015, figurou em várias listas de melhores do ano. Até hoje, é impactante perceber como uma HQ tão curta e sem nenhum balão consegue emocionar tanto.  A história retrata o encontro de uma pequena raposa, seu pai doente e um misterioso pássaro mágico. O traço do Gustavo está em sua melhor forma, usando o inverno como um pano de fundo encantador e casando em cheio com as cores da Cris, que são lindas. Junto a um roteiro simplesmente perfeito, que não precisa de nenhuma palavra para passar a mensagem que deseja, Petálas é uma das mais perfeitas combinações de roteiro, arte e cor dos últimos tempos no quadrinho nacional.

 

 

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Com roteiro do Felipe Cagno, Cris e Gustavo voltaram a trabalhar juntos em Escolhas, em que mostra João Gilberto não desistindo de seu sonho de criança e acreditando que, mesmo que pareça loucura, qualquer sonho pode se tornar realidade. Gustavo e Cris repetem o ótimo trabalho,  muitas vezes com traços mais fortes e tons mais escuros, sem perder o brilho e a qualidade da arte.

 

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Meia-dúzia de sapos

O próximo trabalho da dupla está previsto para 2019 e se chamará Meia-dúzia de sapos. A história se passará em um planeta distante em que uma família vive em meio há uma crise intergaláctica. Dividida em capítulos, Gustavo quer explorar pela primeira vez uma narrativa longa, que não se limita a uma tirinha, a 30 ou a 80 páginas. Ele conta que quer ir mais além, o que faz com que Meia-dúzia de sapos torne-se uma boa oportunidade para o autor explorar idéias que em uma hq limitada ou mais curta , ele não teria como. As cores da Cris, só pelos teasers prometem ser radiantes e bem diversas, quentes e bem fortes, o que já pode ser o tom do quadrinho.

Abaixo, alguns teasers da nova obra que poderão ser pegos na CCXP 2018 para quem curtir as páginas @6sapos, @coloristdiaries e @gustavoborgesart

 

 

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Os dois estarão presentes no evento, Cris na mesa C39 e 40, e Gustavo na C44 e 43 , junto com vários materiais citados nesta matéria. Vale a pena conferir.

 

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