por Lucas Souza

 

Os leitores de HQs estão muito acostumados a acompanhar os confrontos épicos de Batman e Coringa. O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight Returns, 1986)”, Batman: A Piada Mortal (Batman: The Killing Joke, 1988), Batman – Morte em Família (A Death in the Family, 1988), Batman: Fim de Jogo (Batman – Endgame, 2014) e outras histórias contam como a rivalidade dos dois pode ser mortal e perigosa. Em Coringa: Advogado do Diabo vemos uma história que mostra uma faceta diferente da relação entre os dois personagens.

 

Joker: Devil's Advocate n° 1 foi publicada originalmente em 1996 e contou com o argumento de Chuck Dixon e a arte de Scott Hanna para contar a história de um Batman que coloca o dever com a justiça acima de tudo. No Brasil a HQ chegou em 1997 pela editora Abril e nunca mais foi republicada.

 


Coringa é condenado à cadeira elétrica em Coringa: Advogado do Diabo.


A HQ de Chuck Dixon traz uma história na qual o Coringa é preso e, finalmente, condenado à morte. O problema é que ele não cometeu os crimes que renderam as acusações. Enquanto o Comissário Gordon, Barbara e Tim parecem ter dúvidas sobre deixar ou não o vilão morrer, o Cavaleiro das Trevas começa uma cruzada incansável para provar a inocência do vilão. Vale lembrar que a história é pré-Novos 52 e nessa época a antiga Batgirl estava na cadeira de rodas por conta dos eventos de Batman: A Piada Mortal.

Além do evidente racha na Batfamília, Coringa: Advogado do Diabo ainda traz um palhaço do crime misterioso que parece se deleitar, até os minutos finais, com a sua própria situação. A loucura e a necessidade por atenção ficam bem evidentes na história e temos algumas cenas bem interessantes do Palhaço do Crime interagindo com outros detentos.

 


Novo corte de cabelo em Coringa: Advogado do Diabo

 

No fim das contas a HQ de Chuck Dixon poderia ter sido mais bem executada se tivesse mais páginas e tempo. A tensão evidente entre Batman e seus aliados e a história de um Coringa no corredor da morte – tendo o Cavaleiro das Trevas como única chance de salvação – são interessantes demais para as 100 páginas da edição que passam voando.

O ritmo da HQ é intenso e interessante mas parece raso para tudo que tenta abordar. De qualquer forma é sempre bom revisitar essa época onde tínhamos um Batman que havia perdido Jason Todd e a mobilidade da Batgirl para o Coringa mas mesmo assim escolhia fazer o que estava dentro da lei. Mais do que uma história de ação e mistério é um conto sobre escolhas e comprometimento. Acredito que vai agradar em cheio os fãs do Batman que nunca leram a edição!

 

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