Cópias: De Volta a Vida (Replicas)
Ano: 2019 Distribuição: Paris Filmes
Estreia: 18 de Abril (Brasil)

Direção: Jeffrey Nachmanoff

Roteiro: Chad St. John (roteiro); Stephen Hamel (história) 

Duração:  107 Minutos  

Elenco: Keanu Reeves, Alice Eve, Thomas Middleditch, John Ortiz              

Sinopse: “Depois de um grave acidente de trânsito que matou toda a sua família, um neurocientista (Keanu Reeves) sente que perdeu o sentido da vida. Utilizando seu meio de trabalho, ele se torna obcecado em trazê-los de volta, mesmo que isso signifique desafiar boa parte do governo e, principalmente, as leis da física.”

 

 

 

Alexandre Baptista

Cópias: De Volta à Vida, novo thriller de ficção científica estrelando Keanu Reeves começa bem, tropeça e se redime, entregando um bom filme no final

Longa que estreia hoje, 18 de abril nos cinemas nacionais, tem no trailer seu maior problema

por Alexandre Baptista

 

Já não é de hoje que falo o quanto trailers podem estragar sua experiência com um filme. Cópias: De Volta à Vida é um desses, que sofrem e apanham dos críticos e do público justamente por conta de um trailer mal montado. Sim, o filme também tem lá seus defeitos. Mas a pior coisa do mundo é quando criam uma expectativa em você que não se concretiza.

O trailer de Cópias passa ao público uma ideia de um thriller, beirando um terror sci-fi – o cientista Will Foster (Keanu Reeves) traz sua família de volta à vida após um trágico acidente de carro, criando cópias de seus entes queridos, só que as coisas não parecem ir muito bem… sua esposa e seus filhos parecem ter voltado diferentes. A velha premissa de Cemitério Maldito, livro de Stephen King, que aliás irá ganhar uma nova adaptação aos cinemas em breve.

O grande problema é que, o acidente em si só acontece com 60 minutos de filme! O cientista consegue copiar sua família, já aos 90 minutos do longa. Deixando apenas 17 minutos para o arco final da história que, apesar de Will Foster estar tenso com um problema que ele mesmo criou, não tem nada de Cemitério Maldito no meio.

Ou seja, o que o filme de fato é, fica soterrado pela expectativa do que o trailer mostra. O trailer mostra demais e te leva a pensar em outra direção, que não está lá.

Caso você não veja o trailer, ainda assim o filme tem alguns problemas de direção: ele começa a toda, já com um experimento sendo realizado e falhando. A partir daí, reduz a velocidade a quase zero, estabelecendo os personagens da família e levando ao acidente, num primeiro ato arrastado; a obsessão de Foster por conseguir replicar sua família é interessante, mas nada de novo no front: já vimos esse tipo de construção em outros filmes, de uma maneira mais bem realizada. O trabalho de Foster “não anda” e as cenas não mostram nada. Homem de Ferro (Iron Man, 2008) fez melhor, seja nas cenas do trabalho na caverna, seja nas cenas das telas holográficas ao estilo de Minority Report – A Nova Lei (Minority Report, 2002).

A premissa da história é interessantíssima, mas o roteiro é ruim. As motivações de Foster são compreensíveis, mas grande parte de seus problemas nascem de sua própria estupidez e burrice, além das mentiras que conta para seus entes queridos. No entanto, como pode ser tão burro um cientista que cria um algoritmo capaz de copiar o cérebro humano?

O elenco está muito bem e Keanu nasceu para esse tipo de papel. É sua gravidade, no limite entre o plausível e a péssima atuação que faz com que ele sempre funcione. E em Cópias ele está perfeito.

O que é realmente de se lamentar é o acerto do terceiro ato, naqueles 17 minutos finais do longa em que as coisas parecem se alinhar e caminhar para um outro filme: o thriller de ação sci-fi que de fato se instala, permitindo ao espectador finalmente abandonar as sugestões erradas passadas pelo trailer. Uma pena que não foi a maior parte do filme assim.

Cópias – De Volta à Vida, no final, te deixa satisfeito e te deixa imaginando até que ponto uma franquia poderia ser estabelecida a partir deste primeiro filme. Mas, assim como muitas franquias de ficção científica, precisaria acertar muita coisa para o segundo filme. Um filme razoável a partir de uma ideia excelente.

 

 

Avaliação: Bom

 

 

Trailer:

 
 
 

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