Por Lucas Souza

Os quadrinhos nacionais estão vindo com força total! É essa sensação que fica quando entramos nas bancas brasileiras e encontramos as caprichadas edições do selo Guará Entretenimento (saiba mais clicando aqui) que apresentaram um acabamento gráfico bem interessante e cuidadoso.Uma das edições que acabou de chegar às bancas é “Santo” – criado por Luciano Cunha e Gabriel Wainer (que assumem os roteiros), a edição conta com os desenhos de Mikhael Raio Solar e cores de Alzir Alves.

Uma das coisas mais interessantes de lermos uma HQ brasileira é o cenário. Sai de cena a realidade tipicamente americana dos quadrinhos de super-heróis e entra uma realidade mais próxima da nossa. No caso de “Santo” a história se desenvolve em um bem representado Rio de Janeiro e temos bairros e situações bem típicas da cidade. Sem duvida isso dá um sabor especial para a leitura.

 

“Santo” é uma das HQ´s do Selo nacional Guará Entretenimento

 

“Santo” acompanha a história de Salvador Sales e seu envolvimento quase que obrigatório com uma guerra espiritual que tem o Rio de Janeiro como um de seus grandes palcos. A realidade violenta e agressiva que envolve o personagem é sufocante e bem representada e nos ajuda a entender as ações de Salvador. O mote da HQ de Luciano Cunha e Gabriel Wainer são os crimes de natureza religiosa e eles criam uma trama bem elaborada para tentar relacionar esses crimes, aparentemente desconexos, e criar uma rede de mistérios que acaba sendo o fio condutor da trama.

Os desenhos de Mikhael Raio Solar e as cores de Alzir Alves apresentam muita qualidade e tem uma sinergia bem intensa com os roteiros – os dois parecem bem empenhados em mostrar a nossa cultura e isso fica claro no Flashback da infância de Salvador e na representação de um grande crime contra um Terreiro que acontece na edição.

 

Salvador Sales é o relutante herói de “Santo” da Guará Entretenimento

 

“Santo” é recheado de referências a religião e vai fundo para buscar um vilão identificável que consiga fazer a história andar. O conjunto dessa primeira edição me lembrou, em algumas passagens, os primórdio de Hellboy de Milke Mignola pela sua forma de abordar demônios e a própria materialização do ocultismo – fique atento ao confronto de Salvador com um ser de outro plano já próximo do final da edição. A excelente primeira edição da HQ ainda acerta ao criar a personalidade do relutante herói que se mostra preocupado com o povo mas reticente em se entregar a sua missão – ainda temos um grande mistério envolvendo Salvador Sales e o fantasma que o acompanha.

Uma das coisas mais difíceis em uma história é termos uma ameaça que soe legítima e um mistério que consiga nos prender desde o começo. “Santo” consegue fazer isso ao criar uma bela abertura (que mostra exatamente o que podemos esperar do personagem principal) e já introduzir um clima de medo e desconfiança no turbulento ambiente de Salvador. Esse mistério e a violência que envolvem o personagem principal vão em uma forte crescente até que eclodem nas últimas páginas da HQ que ainda termina com um belo gancho para a próxima edição que dá vida e rosto para o grande vilão da história. Esperamos ansiosos pela continuação da HQ que vai ganhar seu próprio Live Action em 2021. Se Luciano Cunha e Gabriel Wainer mantiverem a qualidade do roteiro que vimos na 1ª edição, acredito que teremos mais uma grande história nacional para acompanhar!

 

Fique ligado no Ultimato do Bacon para mais notícias e reviews sobre HQ´s!

 

 

 


Acessem nossas redes sociais e nosso link de compras da amazon

Instagram 

Facebook

Amazon