Cinderela Pop
Ano: 2019 Distribuição: Galeria Distribuidora
Estreia: 28 de Fevereiro de 2019  Direção: Bruno Garotti
Roteiro: Marcelo Saback
Duração: 100 Minutos  

Elenco: Maisa Silva, Fernanda Paes Leme, Filipe Bragança

Sinopse: “Na história, Cintia é uma princesa contemporânea, cheia de opiniões formadas, que sonhava em encontrar seu príncipe encantado, mas vê seu romantismo ser abalado quando encontra seu pai traindo sua mãe. Mesmo decidida a desistir do amor, certo dia ela se descobre apaixonada e sua vida começa a mudar.

 

Cinderela Pop - O Ultimato 1

 

 

Lucas Souza

Cinderela Pop é o novo filme nacional baseado no livro homônimo de Paula Pimenta – que foi inclusive relançado em uma edição com o poster do filme como capa no última dia 02. A história do filme acompanha Cintia, uma menina jovem e romântica que tem no casamento de seus pais seu principal pilar emocional. Após a traumática separação, sua vida muda e sua personalidade também se transforma e ela se fecha para o amor.

A premissa de Cinderela Pop não tem nada de novo e é a típica história infanto-juvenil sobre uma princesa. A diferença, e o mérito talvez, é que ela se passa nos tempos atuais e a tecnologia exerce forte influência na história. Maisa faz o papel da personagem título enquanto Filipe Bragança faz o “princípe” e Fernanda Paes Leme é a madrasta má.

 

Cinderela Pop - O Ultimato 2

Maisa incorpora Cintia em Cinderela Pop

 

Em termos de produção, o filme é bem redondinho. Não temos erros de continuidade nem grandes furos de roteiro. As locações foram escolhidas a dedo e geram cenas sempre visualmente agradáveis. É na história e – principalmente – na atuação que Cinderela Pop se perde.A história em si é super simples, mas soa muito falsa em diversos momentos. A falta de profundidade que os personagens ao redor de Cintia tem é, no mínimo, irritante. Talvez a única exceção seja a Madrasta Má interpretada por Fernanda Paes Leme. A personagem se apresenta de forma mais real e a todo momento conseguimos compreender os rumos que ela dá a história. Ela sim, o grande fio condutor da trama – apesar da péssima atuação de Paes Leme.

Essa é a única constante em Cinderela Pop: péssimas atuações. Todos os diálogos parecem encenados e falsos e as interações entre adolescentes e adultos parecem terem sido escritas por pessoas que nunca interagiram com um adolescente. Ver a revoltada Cintia ser submissa e a todo tempo recorrer a adultos para resolver seus problemas é, no mínimo, irreal. As atuações são tão ruins de forma geral (e temos bons atores no elenco como a própria Fernada Paes Leme) que só podemos imaginar que seja culpa da direção e do roteiro em si.

Os pequenos (e eu digo pequenos mesmo: até 9 anos no máximo!) podem se divertir com a história e ignorar seus muitos problemas. O grande mérito, e isso pode exercer fascínio no público mais jovem, é como eles retratam Cintia (em alguns momentos) como uma menina livre e cheia de sonhos. A relação com a música e os estudos podem ser um ótimo exemplo para a criançada.Todos os elementos de identificação para esse público estão lá: celulares, instagram, gravações e lives. Tudo para tornar a experiência mais identificável.

Se não fossem as péssimas atuações e o roteiro plástico e pouco inspirado, Cinderela Pop poderia ser um bom filme nacional e uma boa opção para os adolescentes. Infelizmente, o que foi entregue acaba sendo um produto que vai se limitar a crianças menores, que podem absorver as inconsistências sem grandes problemas.

 

Cinderela Pop - O Ultimato 3

Avaliação: Regular

 

 

Trailer:

 
 
 

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