Capitão América Branco é mais um dos excelentes trabalhos da dupla Jeph Loeb e Tim Sale que já entregaram diversas obras-primas como Batman: O Longo Dia das Bruxas e Homem-Aranha: Azul e Superman: As Quatro Estações.

Capitão América Branco chegou ao Brasil em 2019 em formato encadernado com capa dura pela Panini Comics. Originalmente a HQ Captain America White foi publicada em 2008 em formato minissérie contando com seis edições.

Conheça a história de Capitão América Branco

Capitão América Branco de Jeph Loeb e Tim Sale 1

Steve Rogers, o Capitão América, desperta após longo período congelado em Capitão América: Branco.

A história de Loeb e Sale repete o tom emocional que é utilizado em todas as HQs da “série das cores” (Homem-Aranha: Azul, Demolidor: Amarelo e Hulk: Cinza). No caso do Capitão América, o foco é o relacionamento dele com James Buchanan Barnes – o Bucky. A trama mostra o relacionamento dos dois desde o momento no qual o jovem descobre a identidade do Capitão até um confronto importante com o Caveira Vermelha em Paris.

O que torna a história emocionante e memorável é o fato de vermos Steve Rogers narrando a mesma já sabendo do trágico destino de Bucky. Ele havia acabado de retornar de seu período congelado e a melancolia pela morte de seu parceiro o domina. A humanização do “sempre perfeito” Capitão América é o ponto alto da história que faz com que leitores que não se relacionam muito com o personagem, como é o meu caso, consigam entender um pouco mais sobre a aura ao redor dele.

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Bucky e o Capitão América enfrentam as tropas alemãs em Capitão América: Branco de Jeph Loeb e Tim Sale.

Apesar do tom emocional, a história ainda se passa durante a II Guerra Mundial e, obviamente, a ação é uma constante. Personagens como Nick Fury dão as caras na HQ e a dinâmica deles com o Capitão e seu parceiro mirim ajuda a dar dinamismo na história, colocando em xeque as decisões do personagem. Ver o embate entre linhas de raciocínio coerentes é o que faz com que a HQ mostre bem que na guerra nem tudo costuma ser “preto no branco”.

Apesar de Bucky estar no centro da HQ, afinal Capitão América Branco trata justamente do relacionamento dele com Steve, seu desenvolvimento é um dos pontos baixos da obra. O personagem ficou raso e sem muita profundidade, sendo tratado apenas como “um menino que queria ajudar na guerra”. Senti falta de ver no personagem o aprofundamento que Steve e Nick Fury tiveram, o que teria feito com que sentíssemos ainda mais a dor do Capitão ao perder seu parceiro. Esse deslize, porém, não atrapalha a obra de maneira profunda e a história segue bem sempre com um ritmo fluído e sem enrolação.

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Nick Fury e Bucky interagem após a queda de um avião em Capitão América: Branco.

Capitão América Branco é uma história emocionante e cheia de ação que só poderia sair da dupla Jeph Loeb e Tim Sale. O relacionamento entre os personagens e os belos desenhos de Sale são o grande atrativo da obra que consegue humanizar o Capitão América de maneira coerente tornando-o mais relacionável para pessoas que não são tão fãs de Steve Rogers.

Indispensável para os fãs do Capitão e uma boa leitura para aqueles que apreciam uma boa história e nunca haviam se emocionado com o personagem.

Para conhecer mais histórias da dupla Loeb & Sale, confira nossa matéria sobre Hulk Cinza e Superman As Quatro Estações.

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Créditos:
Texto: Lucas Souza
Imagens: Reprodução
Edição: Alexandre Baptista
Texto publicado originalmente em 10 de março de 2020. Atualizado em 30 de junho de 2020.

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