Bloodshot
Ano: 2020 Distribuição: Sony Pictures
Estreia: 12 de Março

Direção: Dave Wilson

Roteiro: Jeff Wadlow, Eric Heisserer (roteiro); Jeff Wadlow (história); Kevin VanHook, Bob Layton, Don Perlin (quadrinhos)

Duração: 109 Minutos  

Elenco: Vin Diesel, Eiza González, Sam Heughan, Guy Pearce

Sinopse: Baseado no quadrinho best-seller, Vin Diesel interpreta Ray Garrison, um soldado recentemente morto em combate que foi trazido de volta à vida pela corporação RST como o super-humano Bloodshot. Com um exército nano-tecnológico correndo em suas veias, ele é uma força insuperável – mais forte do que nunca e com poder de cura instantâneo. Mas, ao controlar seu corpo, a corporação também toma controle de sua mente e memórias. Ray não sabe diferenciar o que é real do que não é; mas ele está em uma missão para descobrir a verdade.

 

 

Alexandre Baptista

Bloodshot e os novos rumos do cinema de super-heróis

Filme estrelado por Vin Diesel que estreia nesta quinta-feira, 12 de março, inspirado nos quadrinhos da Valiant é uma boa produção fora do eixo Marvel-DC

por Alexandre Baptista

 

O cinema de super-heróis, esteja você a favor ou contra ele, já se consolidou como gênero da sétima arte. Pode ser que, como o faroeste, venha ter seu auge e declínio. A verdade é que, momentaneamente vemos uma certa saturação da linha principal – calcada na Jornada do Herói e arcos similares, o que gerou uma busca por novos projetos que explorem sub-gêneros dentro desta linha.

Assim, Deadpool (2016) e sua continuação exploraram a comédia utraviolenta; Logan (2017) tentou algo ligeiramente mais artístico; Brightburn – Filho das Trevas (Brightburn, 2019) explorou o terror, assim como essa parece ser a proposta de Os Novos Mutantes (The New Mutants, 2020), que estreia em Abril.

Bloodshot, de certa maneira, aposta um tanto nesses novos caminhos, saindo da trilha da Jornada do Herói para explorar um anti-herói da editora Valiant – saindo também do eixo Marvel/Disney/Fox, Warner/DC – e buscando inspiração em Vin Diesel e sua carreira para dar cara ao longa.

A trama militar tem uma ambientação a la Counter Strike (1999), focada nas missões de infiltração como nos livros, games e filmes de Tom Clancy – como Splinter Cell (2002), por exemplo.

Além disso, empresta muito – e coloca muito nisso – dos filmes da franquia Velozes e Furiosos (The Fast Saga, 2001 – atual), da franquia Riddick (2000 – atual) e Triplo X (xXx Saga, 2002 – 2017), todas estreladas por Vin Diesel.

A mistura ainda coloca referências a Matrix (1999), seja pelos aspectos visuais, seja por algumas inflexões sonoras na trilha ou até mesmo alguns diálogos que tocam em pós-realidade e pós-humanidade ao longo do filme.

O elenco, de maneira geral é genérico e competente para um filme de ação centrado em somente um personagem/ator. Assim também é a trilha sonora – como mencionado acima – que parece ter tentado transformar a trilha de Matrix em trilha de filme de ação dos anos oitenta. Nada muito original por parte de Steve Jablonsky – que também fez a trilha de A Ilha (The Island, 2005) e vários exemplares da franquia Transformers (2007 – atual) – mas nada muito decepcionante também.

A trama do operativo militar que é morto em combate e ressuscitado por uma empresa secreta para ganhar superpoderes lembra, em muito, o argumento principal de RoboCop – O policial do futuro (RoboCop, 1987), até que algumas reviravoltas da história – intencionalmente ou não inspiradas em Arma X (Weapon X arc, 1991) – alteram de maneira interessante a narrativa.

Nada em Bloodshot é muito original – nem mesmo uma cena de tortura em que o vilão dança ao som de Psycho Killer do Talking Heads, num aceno óbvio a Cães de Aluguel (Reservoir Dogs, 1992) – sendo depois justificada de maneira elegante no roteiro.

Até mesmo aquilo que o filme tem de mais interessante – os soldados “aumentados” da RST – lembram demais os operativos dos Centuriões (Centurions, 1986), que tiveram seus desenhos conceituais idealizados por ninguém menos que Jack Kirby e Gil Kane. Sendo bem sincero, as cenas em que o personagem de Sam Heughan se paramenta para batalha serviram basicamente para que eu pirasse na ideia de um filme baseado nessa icônica série transmitida no Brasil lá pelos anos 90 na Cartoon Network.

Os efeitos visuais são bem competentes e a forma como Ray Garrison (Vin Diesel) se regenera lembra um pouco o efeito usado em Venom (2018) para alegria ou desespero de muitos.

Em suma, se você é fã de filme de ação, fã do Vin Diesel, fã de filme de quadrinho, fã de filme de super-herói, Bloodshot certamente irá te agradar. Não espere o melhor filme do gênero e sairá feliz do cinema. Agora, se pelo contrário, nada disso te interessa, esse não é o exemplar que vai fazer você mudar de ideia.

 

 

Ultimato do Bacon

Avaliação: Ótimo

 

 

 

Trailer

 

Para saber mais sobre o quadrinho que inspirou o filme, clique aqui!

 


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