Bleach – Live Action

Ano: 2018

Distribuição: Netflix

Estreia: 14 de Setembro

Diretor: Shinsuke Sato

Duração: 108 min

Elenco: Sota Fukushi, Hana Sugisaki, Erina Mano, Ryo Yoshizawa, Yu Koyanagi, Taichi Saotome, Miyavi

Sinopse: “Ichigo Kurosaki nunca pediu pela habilidade de ver fantasmas – ele nasceu com esse dom. Quando sua família foi atacada por um Hollow – uma alma perdida malevolente – Ichigo se torna um Ceifeiro de Almas, dedicando sua vida a proteger os inocentes e ajudar os espíritos torturados a encontrarem paz.”

 

João Pedro

 

O termo “live action” costuma ser visto com um olhar meio torto pelos fãs de mangás, games e animes, afinal o histórico não é muito bom. Agora quando juntamos o nome Netflix na mistura, temos a receita para uma certa onda de hate decorrente do famigerado Death Note. Quando o live action de Fullmetal Alchemist foi lançado, eu li diversas críticas ao fato de que a Netflix não deveria se envolver em live actions de animes e deixar o trabalho para os asiáticos (claramente alguém que assistiu ao filme). Mas hoje estamos aqui para falar do live action de Bleach.

Bleach é uma obra do mangaka Tite Kubo que foi publicada no Japão entre agosto de 2001 e agosto de 2016, ganhando notoriedade e sendo adaptada para um anime a partir de 2004. A qualidade dos arcos do mangá e o seu final fica para ser discutida em outro momento.

O live action de Bleach ao contrário de outros exemplos mais recentes é bem fiel ao mangá. Claro, adaptações são feitas com o intuito de deixar a história mais fluida, mas isso não atrapalha para que os fãs do mangá identifiquem algumas das principais passagens do primeiro arco.

Entre as principais alterações, não acompanhamos o crescimento de Ichigo como um shinigami substituto, sendo que os vários capítulos/episódios que o mostravam se acostumando aos novos poderes e sua função como shinigami foram substituídos por um “chefão”: Grand Fisher. Para quem não está familiarizado com a história ou não se lembra, Grand Fisher é o responsável pela morte da mãe de Ichigo. É a chegada iminente deste Hollow de seu passado que faz com que ele finalmente aceite ser treinado por Rukia Kuchiki, a shinigami de quem recebeu os poderes.

Além de Ichigo e Rukia, o único outro personagem que recebe alguma atenção é Ishida Uryu, ainda que pouco de sua história seja abordada, e seu torneio de caça aos Hollows com Ichigo seja abreviado no filme. Esse confronto abreviado entre os dois gera uma das principais inconsistências do filme, uma vez que múltiplos inimigos são convocados, mas a história se foca apenas em um, sem maiores detalhes do que se passar no resto da cidade. É durante essa disputa que Yasutora “Chad” Sado e Orihime Inoue começam a demonstrar seus poderes pela primeira vez no mangá, mas aqui eles têm pouco destaque no filme, com apenas uma breve menção de que eles estão despertando seus poderes.

O ápice do filme como mencionado anteriormente é a climática batalha entre Ichigo e Grand Fisher. A opção por essa batalha faz sentido no contexto do mundo cinematográfico, funcionando com a estrutura de filmes que representam a jornada do herói, do momento em que adquire seus poderes até o momento em que abraça seu destino em nome de uma causa maior.

Outra alteração em relação ao material fonte é a presença muito mais marcante de Renji Abarai e seu capitão Byakuya Kuchiki, que antagonizam Ichigo durante vários momentos do filme, diferente do mangá onde apenas aparecem no final do primeiro arco para levar Rukia como prisioneira até a Soul Society.

O final do filme pode ser imaginado por aqueles que já conhecem a história, mas não direi aqui em exatos detalhes para não estragar a surpresa de quem ainda não conhece a história. Entretanto, ele também difere, uma vez que o filme brinca com a possibilidade de uma continuação, mas ao mesmo tempo proporciona um final fechado caso esta não venha a acontecer.

 

Bleach - Live Action - O Ultimato 1

Avaliação: Bom!