Por Lucas Souza

 

Criado por Paul Kupperberg e Steve Erwin em 1988, o Xeque-Mate (ou Checkmate no original) surgiu como uma organização do governo americano que atuaria como um braço da Força Tarefa X só que com pessoas de “ficha limpa”, ao contrário do que acontece com os operativos da força mais famosa de Amanda Waller!

O Xeque-Mate surgiu na HQ Action Comics #598 e ganhou sua primeira série logo após a estréia – a série Checkmate teve 30 edições. Infelizmente não tivemos toda a série da equipe publicada no Brasil pela editora Abril. As 20 edições publicadas saíram em DC 2000 #1 – #11, Super-Homem #85 – #86, #90 – #91 e  Superalmanaque DC #2 .

 


Os cavalos do Xeque-Mate eram os grandes protagonistas das histórias da agência de espionagem da DC Comics

 

As histórias do Xeque-Mate eram diferentes de tudo que a DC Comics apresentava nos quadrinhos até então. Tínhamos o tom aventuresco das HQs de super-heróis e as tramas de invasão e traição que víamos no Esquadrão Suicida, mas elas tinham algo a mais: os homens e mulheres do Xeque-Mate não eram super-poderosos e tampouco estavam acostumados a enfrentar aliens ou coisas do genêro.

Eles eram apenas pessoas normais que trabalhavam em outras agências do governo (como CIA e FBI) e se transferiram para o Xeque-Mate para tentar fazer a coisa certa. Isso dava um ar de “honra e dever” que as outras histórias não necessariamente tinham e, ao ler as HQs da agência secreta, tínhamos que estar preparados: qualquer um poderia morrer a qualquer momento.

Os arcos iniciais do Xeque-Mate, publicados na extinta DC 2000, são surpreendentes pelas temáticas que abordam: Jogada de Abertura mostra uma organização fascista que queria criar um novo país dentro dos EUA onde negros, judeus e outros não tivessem lugar; já Dinheiro de Brinquedo mostra a organização correndo contra o tempo para deter um grupo que está conseguindo produzir dinheiro falso indetectável de forma que coloca toda a economia do país em risco.

Só pela temática dos dois arcos é possível perceber a diferença dessas tramas para as tramas tradicionais das HQs da época. E a execução dos roteiros de Paul Kupperberg é impecável, tornando tudo ainda mais emocionante.

 

Os cavalos do Xeque-Mate em ação na HQ da DC Comics escrita por Paul Kupperberg

 

A organização do Xeque-Mate também é um show à parte: os cavalos são os protagonistas e principais operativos de campo, enquanto as Torres são seus centros de comando e os peões seus auxiliares nas missões. Bispos, Rei e Rainha compõe a inteligência e é deles que partem as missões. Isso cria uma dinâmica muito interessante porque passa a não importar quem está por trás da máscara de cavalo e sim a missão.

Entre os bispos temos um velho conhecido de Gotham: Harvey Bullock. O personagem tem uma boa dinâmica com os outros líderes e sua presença, junto com Amanda Waller, dá um ar de familiaridade a história.

Recheado de boas missões e personagens marcantes, Xeque-Mate é uma HQ marcante porque nos relembra que as histórias de super-heróis podem ser complexas sim! No mundo atual as histórias do Xeque-Mate podem não ser consideradas surpreendentes, mas ainda assim seus principais arcos envelheceram muito bem e passam longe de serem bobos ou simplórios. Recomendado para fãs de HQs que adoram boas histórias de espionagem!

 

Fique ligado no Ultimato do Bacon para mais sobre HQs!

 

 


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