Por Fábio da Luz

 

 

 

ATENÇÃO! PODE CONTER SPOILERS DA REFERIDA EDIÇÃO!

 

Chegamos a quarta parte do arco “The Fall and The Fallen”. Após Bruce Wayne ser derrotado fisicamente e psicologicamente pelo Bane no capítulo anterior, Thomas Wayne, o Batman da realidade do Ponto de Ignição, está levando seu filho para um lugar misterioso no deserto, ao mesmo tempo que arrasta junto com eles um caixão. A trama toda desse capítulo tem a função de jogar ao leitor a interação do pai e filho, mostrando as reações de Bruce ao encarar seu pai, até então mancomunado com o homem que lhe quebrou, que agora está com um semblante acolhedor e que está preocupado com que está acontecendo com o seu filho.

 

 

Contudo a grande surpresa da trama reside exatamente no misterioso caixão, pois ele não está vazio e sim guardando o corpo de uma pessoa querida para dos dois personagens. Tom King  resolve mexer um pouco na mitologia do Batman, especificamente na figura de um dos seus mais consagrados vilões, que é Ra’s Al Ghul e o seu poço de Lazarus. O poço sempre foi o local onde Ra’s Al Ghul conseguia fazer com que sua vida fosse perpetuada e se mantendo jovem, evocando para si a tão sonhada imortalidade. 

Ainda sim o poço de Lazarus possui algumas regras importantes, como o fato de que ele não tem o poder de ressuscitar alguém que já morrera há muito tempo. Pois bem, é aí que o roteirista resolve trazer para a mitologia do universo do Batman algo diferente, pois Thomas Wayne está atrás do poço de Nain, o qual possibilita ressuscitar os mortos. 

Para Bruce Wayne a existência desse poço sempre foi algo voltado para os rumores, nunca sendo algo calcado no verdadeiro, mas Thomas quer provar para seu filho que o poço de Nain é real, sendo que a pessoa que ele pretende trazer do mundo dos mortos é sua esposa falecida e mãe de Bruce, Martha Wayne. 

O texto final desse capítulo estabelece uma ligação forte de Bruce com o seu famoso voto feito na noite da morte de seus pais, ao mesmo tempo que cria dúvidas de que esse voto realmente valeu a pena de alguma forma, visto tudo que aconteceu até aquele momento e as derrotas que sofreu recentemente. O fato de Martha ressuscitar está ligada ao desejo que Thomas Wayne tem desde o arco do Bóton, de que Bruce não deve ser o Batman.

 

 

Para Thomas, Martha viva é o elo final para quebrar a promessa feita por Bruce e poder ver ser filho ser feliz. O que me deixa em dúvida nesse caso é qual Martha estamos falando aqui e que se abordado pelo roteirista, pois é importante lembrar que na realidade do Ponto de Ignição, da qual esse Thomas Wayne faz parte, a mãe de Bruce acabou ficando louca e se tornando o Coringa.   

King vem trabalhando bem não só a derrota de Batman para Bane, mas também conseguindo de todas as formas por em dúvida todos os conceitos morais criado pelo homem-morcego, fazendo o personagem ter tentações que busquem colocá-lo fora desse mundo de altruísmo que o mesmo escolheu.

E se você parar para pensar em paralelos, vemos aqui Batman no deserto sendo tentado por seu pai a seguir uma vida fora de seus princípios criados. Qual figura religiosa passou 40 dias e 40 noites no deserto sendo tentado pelo Diabo?

 

Não deixem de conferir o canal Caverna do Morcego para saber tudo sobre o Batman e fiquem ligados no Ultimato do Bacon! 

 

 


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